
Posse de Kassio Nunes Marques como presidente do TSE | Foto: Luiz Roberto / TSE
O desrespeito à Lei na campanha e crimes eleitorais escandalosos de abuso de poder político e econômico, de 2026, mas com ministros mais preocupados em atender interesses dos candidatos preferidos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstrou na prática que passou da hora de o Brasil discutir sua extinção. Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe um TSE, nem órgão semelhante com sede suntuosa e custo bilionário. E na maior democracia do mundo também há eleições a cada dois anos.
Dinheiro fiscalizado
Existe apenas o Federal Election Commission (FEC), que regula só o financiamento de campanhas federais, sem administrar a votação em si.
Propaganda é paga
Lá, não há propaganda gratuita obrigatória em rádio e TV. Se querem se promover, candidatos pagam anúncios nos veículos de comunicação.
Lei simples
A lei federal obriga apenas que emissoras que cedam espaço a um candidato devem oferecer a mesma oportunidade a outros na disputa.
Esqueceram dele
Enquanto mofa na prisão, Daniel Vorcaro deixou de ser assunto, assim como autoridades que se enrolaram com seus milhões, enquanto a avançavam a campanha e o protagonismo de ministros eleitorais.
Sutilezas da guerra
O passaporte apreendido dá a Flávio Bolsonaro alegação de meio para alegar perseguição. É investigado por suposta “lavagem de dinheiro” com o advogado Willer Tomaz. Já Eugênio Aragão, sócio de Tomaz há 9 anos, ex-ministro de Dilma e ex-advogado de Lula, não foi incomodado.
Nem 24h após o fim da eleição, o perfil oficial do PT no Paraná ameaçou: “Deltan, vc é o próximo”. Para o senador eleito, o “governo do amor” mostra a verdadeira face: “ódio, vingança e perseguição”.(Cláudio Humberto)