Após quatro anos, Piauí volta a registrar morte por Chikungunya no estado

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), através do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), confirmou a primeira morte por Chikungunya no Piauí em 2022. Os últimos óbitos pela doença foram confirmados em 2018, quando seis casos foram contabilizados.

Segundo a Sesapi, a morte devido Chikugunya foi registrada no dia 03 de junho no Hospital Regional Justino Luz, em Picos. A vítima é um adolescente de 14 anos, natural de Jaicós.

Aedes Aegypti é o mosquito vetor da Dengue, Zika e Chikungunya (Foto: Luis Robayo / AFP)

“Infelizmente perdemos uma vida para esta doença que já registrou um crescimento de 5.417,7% no número de casos este ano. O material colhido pelo hospital foi enviado ao Laboratório Central (Lacen-PI) para a investigação, que liberou o resultado positivo para o nosso centro de vigilância”, disse a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa.

De acordo com o Boletim da 21ª Semana Epidemiológica, o estado do Piauí apresentou um aumento de 5.417,7% nos casos de Chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. As seis mortes registradas em 2018 foram nas cidades de Matias Olímpio, São João do Piauí, São Julião e Teresina.

Outra doença, que também é ocasionada pelo Aedes Aegypti, quem vem preocupando o estado é a dengue, que contou com um crescimento de 765,8%,e 10 mortes foram registradas em 2022.

“Precisamos intensificar a limpeza das nossas casas e quintais, e também cobrar tal atitude de nossos vizinhos, pois a dengue e a Chikungunya, infelizmente estão tirando vidas. E esses cuidados são essenciais para eliminarmos os criadouros do mosquito”, reforça à coordenadora. (Naã Furtado)

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