A atracação de um barco graneleiro de pequeno porte no Porto de Luís Correia foi transformada em uma simbologia política para demonstrar que o empreendimento começa a operar. A chegada da embarcação foi apresentada como um marco para o porto e como o primeiro passo para o escoamento da produção mineral do Estado. Para críticos do governo, porém, a cena teve muito mais efeito político do que operacional. Eles afirmam que as limitações de profundidade do canal continuam impedindo a atracação regular de navios de grande porte, tornando a chegada do pequeno graneleiro um fato isolado e simbólico.

Outro aspecto destacado pelos opositores é o custo da operação. Segundo eles, os últimos aportes financeiros destinados ao Porto de Luís Correia giraram em torno de R$ 1 bilhão. Na avaliação dos críticos, o elevado volume de recursos públicos investidos contrasta com a atracação de uma única embarcação de pequeno porte, utilizada como demonstração de sucesso do projeto. A expectativa anunciada pelo governo é de que esta seja a primeira de muitas embarcações destinadas ao transporte de cargas, especialmente minério. Para os críticos, porém, o desafio será comprovar, na prática, que o porto terá capacidade para receber operações regulares e justificar os elevados investimentos realizados.(Silas Freire)