Wilson Martins admite candidatura a vereador em 2020: e o Tererê em Parnaíba?

Depois de duas derrotas seguidas em disputas majoritárias para o Senado da República, o ex-governador Wilson Martins admitiu pela primeira vez ao Política Dinâmica que pode disputar uma vaga na Câmara Municipal de Teresina em 2020. E apesar de reconhecer que seu partido tem encolhido nos últimos anos, assegura que vai permanecer no PSB.

Questionado sobre uma possível mudança de partido, o ex-governador falou sobre a sondagem feita pelo DEM. “Sim, fomos sondados pelo Democratas”, disse, revelando que, curiosamente, a investida partiu de um integrante do MDB nacional, o atual senador pelo estado de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, líder do governo federal no senado.

“Temos uma boa relação com o Rodrigo Maia (integrante do DEM e presidente da Câmara Federal), com o (ex) deputado Heráclito Fortes, inclusive. Ficamos agradecidos pelo convite, mas temos a satisfação de pertencer e continuar no PSB”, assegurou.(Com informações de Marcos Melo)

E o Tererê em Parnaíba???

Há muito tem alguns amigos sugerem ao ex-deputado Deusimar Tererê que se candidate a vereador, já que, comprovadamente,  possui votos para ser eleito a um mandato na Câmara. Mas Tererê reluta e tem “quebrado a cara” todas as vezes que se candidatou a prefeito, sempre empolgado, pregando que era a vontade popular sua eleição.

A humildade de Wilson Martins é uma lição para Tererê, provando que não há demérito ser vereador de seu município quando o homem público pretende trabalhar pela sua  cidade e seu povo. Lembrando que o prefeito de Teresina, Firmino Filho, depois de ser prefeito, foi ser vereador, tendo passado também pela Assembleia Legislativa. (B. Silva)

Comparação revela que o diesel no Brasil é um dos mais caros do mundo

A Petrobras tenta fazer acreditar em “preço justo” do diesel, divulgando que o valor na bomba está 13% abaixo da média mundial. Mas isso é uma lorota. A comparação deve ser feita com países com produção semelhante. Enquanto no Brasil um litro do diesel custa US$0,91, nos Emirados Árabes o diesel é 25% mais barato (US$ 0,68 o litro), e no Kuwait, que produz menos que o Brasil, custa US$0,38 ou 58% menos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Na América do Sul, Venezuela, Equador, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Chile cobram menos pelo diesel e todos produzem menos que o Brasil.

A Petrobras enviou nota citando o site globalfuelprices.com como fonte de comparação de preços. Só que o site simplesmente não existe.

O único país que produz mais petróleo que o Brasil e pratica preços mais altos do diesel é a China, mas lá ninguém pode reclamar.

Estado sem dinheiro paga pagar obras que seguem paralisadas

Sem dinheiro, o Idepi segue prorrogando prazos de vigências de contratos de obras. Seguramente a direção da autarquia deve ter a esperança da ressureição fiscal do estado do Piauí para seguir tocando sua gigantesca carteira de obras.

Aliás

Na mesma toada segue a Secretaria de Turismo, que fez aditivos a contratos de obras de pavimentação “e interesse turístico” porque dinheiro não há para pagar pelos serviços.
É no que dá secretaria de turismo querer ser órgão obreiro, construtor, que não é sua praia.(Portalaz)

Os brasileiros precisam (re)descobrir o Brasil

Por:Cláudia Brandão

Há 519 anos, os portugueses desembarcavam no Brasil, comandados pela esquadra de Cabral, na Ilha de Vera Cruz. Desde então, esta data é lembrada como o dia do descobrimento do Brasil. O curioso é que, mais de cinco séculos depois desse episódio, os próprios brasileiros ainda estão tentando se descobrir, ou descobrir que país é este, qual a sua vocação.

Somos um país liberal, uma democracia, uma sociedade livre? Esta é uma pergunta que nos fazemos constantemente, diante dos sobressaltos e solavancos a que somos submetidos com frequência. É bem verdade que, comparados aos países europeus, nossa história ainda é recente. Mas a identidade de uma nação precisa ser construída e cultivada com cuidado ao longo dos anos.

Na eleição presidencial passada, os brasileiros elegeram um governo que se anunciou como liberal, acendendo uma chama de esperança no setor empresarial, já cansado de tanta intervenção desastrosa na economia. O ministro da economia, Paulo Guedes, foi anunciado como o Posto Ipiranga da nova gestão.

Mas, nem mesmo completou os 100 primeiros dias de gestão, o governo já começou a mostrar a fragilidade do seu programa. Enquanto o ministro tentava vender uma nova imagem do Brasil, como uma livre economia de mercado, o Presidente, cedendo à velha prática populista, entrava em cena para desautorizar o aumento no preço do litro de óleo diesel, concedido pela Petrobrás. Nem precisamos repetir o sacolejo provocado nas bolsas e na cabeça dos investidores, que voltaram a ficar receosos em investir em um país cuja economia é tocada de improviso, de acordo com o humor do presidente.

Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, rasgava o artigo 5º da Carta Magna do país, ao impor de volta a censura a um meio de comunicação, simplesmente porque o presidente da Suprema Corte não gostou de ter sido citado em uma reportagem, embora não fosse acusado de coisa alguma.

Que democracia é essa, então? Como a instituição responsável por preservar nossos direitos é a primeira a desrespeitá-los? Que Nação estamos construindo 519 anos depois de sermos “descobertos”? Não podemos perder de vista o país que queremos ser.

W.Dias define cargos do PT nesta segunda: Saúde será indicação de Assis Carvalho

O governador Wellington Dias (PT) passará a tarde desta segunda-feira (22) recebendo parlamentares de seu partido, o PT, onde irá definir os espaços que a sigla irá ocupar no governo.

Consta na agenda oficial do chefe do executivo, encontros com os deputados Francisco Limma, que reivindica o comando da SDR, Francisco Costa, indicação do deputado federal Assis Carvalho para a Secretaria de Saúde, com o deputado Franzé Silva, cotado para a Secretaria de Educação (Seduc), e Fábio Novo, cotado para retornar ao comando da Cultura.

Não entraram na pauta das discussões pastas como a Secretaria de Fazenda e planejamento, que já estão sob o comando do PT e são tidas como “da cota pessoal” do governador.

O Partido dos Trabalhadores defende que os cargos sejam distribuídos com base no somatório do total de votos que cada partido obteve nas eleições, o que daria um maior espaço ao partido.

O PT também tem defendido que o partido siga comandando áreas como habitação e infraestrutura.

Sarney, Jucá e Eunício mantém poder e cargos

Amanda Almeida, Natália Portinari e Bruno Góes – O Globo

Cobrado por parlamentares a nomear apadrinhados para órgãos federais em troca de apoio , o governo Bolsonaro mantém, quase quatro meses após assumir o comando do país, indicados de caciques longevos na política em cargos comissionados nos estados.

Apelidados nos corredores do Congresso como “esqueceram de mim”, afilhados de antigas lideranças como Eunício Oliveira (MDB-CE), Romero Jucá (MDB-RR), José Sarney (MDB-AL) e Garibaldi Alves (MDB-RN) permanecem em chefias regionais de órgãos federais.Parte superior do formulário

Essa sobrevida tem frustrado parlamentares rivais desses grupos, que, ao ver os caciques derrotados nas últimas eleições, criaram expectativas de assumir postos do Executivo federal nos estados. Nos últimos dias, integrantes da equipe do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) têm afirmado que há vários nomes em “estágio avançado” de avaliação.

A nova promessa é que as nomeações indicadas por parlamentares comecem a sair no início do mês que vem. Sobre os indicados por antigos políticos, pessoas próximas a Onyx dizem que “afilhados de presidentes de partido serão considerados com carinho”. Jucá é o atual presidente do MDB.

Leia matéria na íntegra clicando ao lado: Caciques da política seguem com influência em cargos federais nos ...

Fechada há dois anos, Igreja São Benedito precisa de R$250 mil para conclusão da reforma

Shelda Magalhães 

Desde de 2016, os fiéis assíduos da Igreja de São Benedito, uma das mais tradicionais da capital, localizada no Centro de Teresina, tiveram que buscar novos caminhos. Mas, a reportagem do OitoMeia apurou, e a reforma que justifica o fechamento da Igreja já pode ter data para acabar. A Arquidiocese inicia uma campanha de arrecadação em 25 de abril para os R$250 mil que faltam para a conclusão da obra.

O Frei Francisco das Chagas Santos, pároco da Igreja, informou que desde o início de fevereiro, quando chegou a capital, vem trabalhado para trazer celeridade à reforma.

“Quando eu cheguei aqui só tinha a equipe da Arquidiocese que é formada por dois engenheiros, um arquiteto, um economista e uma advogada. Nós também criamos a equipe paroquial para ajudar no trabalho. Desde aquele momento para cá, estamos trabalhando incansavelmente para que tenhamos toda a documentação que nos possibilite dar continuidade a reforma”, relatou o Frei ao OitoMeia.

Frei Francisco das Chagas (Foto: Ricardo Moraes/OitoMeia)

Há um mês, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizou a retomada da obra. A necessidade desse reconhecimento ocorre porque o prédio abriga acervos de preservação tombados pelo órgão. Orçada em R$500 mil, a Igreja já deu início a primeira etapa.

“O Iphan já liberou todos os documentos, que já foram entregues a construtora, que já trouxe todo o maquinário e pessoal para trabalhar na reforma. O serviço de base já está sendo feito há duas semanas, que é montagem de andaimes e canteiro da obra. Durante a semana, a missa acontece ao lado, no salão dos pobres de Santo Antônio. Nós continuamos, mesmo com a Igreja fechada, com a nossa vida normal de celebração”, pontuou o Frei Francisco das Chagas.

Segundo o pároco, o desejo de todos que fazem a igreja São Benedito é que a reinauguração aconteça o mais rápido possível. Para isso, salientou que precisa da ajuda de fiéis e populares na campanha de arrecadação de fundos. Já que apenas 50% da quantia está nos cofres da Igreja.

Igreja de São Benedito (Foto: Ricardo Moraes/OitoMeia)

“Queremos que a Igreja seja reaberta o mais rápido possível para que a gente possa acolher um maior número de pessoas, confortavelmente. No dia 25 de abril, às 7h30, nós vamos fazer o lançamento da campanha de arrecadação de verbas. Andei conversando  com os nosso engenheiros e coloquei uma meta de 50% do valor total da obra, que é R$ 50o mil. A arrecadação é para pagar a reforma, temos menos da metade do valor total, algo em torno de R$250 mil, o restante temos que correr atrás”, afirmou o Frei à reportagem.

Com o fechamento, a situação do prédio da Igreja ficou ainda mais precária. Porém, o Frei deixa claro que as celebrações da Semana Santa na paróquia seguem firmes e convida a comunidade para fazer parte. Ele finaliza com a projeção de uma possível data de reabertura.

“São vários projetos: a torre, o teto, a pintura, iluminação. Teremos todas as celebração da Semana Santa de segunda a sexta, com missas às 6h30 e às 17h30. A empresa nos deu a previsão de quatro meses para concluir a reforma maior e a igreja ser reaberta”, finalizou o pároco.

Raquel Dodge afirma em que, por ser um detento, Lula não pode dar entrevistas

Raquel Dodgne, procuradora geral da República. (Foto: Nelson Jr./STF)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedidos para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conceda entrevistas dentro da prisão.

No parecer, a procuradora defendeu a liberdade de expressão e de imprensa, mas ressaltou que, em algumas situações, há a possibilidade de proibir que presos concedam entrevistas.

Para Dodge, entre as finalidades da condenação de presos está o objetivo de cumprimento da pena “com discrição e sobriedade”. “O fato é que ele [Lula] é um detento em pleno cumprimento de pena e não um comentarista de política”, disse a procuradora.

“Conclui-se que a proibição de que Luiz Inácio Lula da Silva conceda entrevistas em áudio e/ou vídeo, apesar de ser restritiva da sua liberdade de expressão, é medida proporcional e adequada a garantir que as finalidades da pena a ele imposta sejam concretizadas, sendo, portanto, compatível com a ordem jurídica do país”, disse.

Desde 7 de abril, Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão em Curitiba, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Cargos: Bolsonaro ainda faz cara feia, mas..

Bruno Boghossian – Folha de S.Paulo

Depois de servir cafezinho no gabinete presidencial para Romero Jucá, Gilberto Kassab e outros caciques, no início do mês, Jair Bolsonaro tentou se explicar para seus seguidores. “Nada foi tratado sobre cargos, nem da parte deles, nem da nossa parte. Quem falou que haveria questões envolvendo cargos caiu do cavalo”, afirmou.

O presidente dança uma valsa meio atrapalhada em seu esforço para conseguir apoio no Congresso. Enquanto foge do assunto e trata com ironia a distribuição de espaços na máquina federal, seus auxiliares se esforçam para fazer essa partilha entre potenciais aliados.

Metade dos figurões do Palácio do Planalto trabalha hoje para destravar nomeações políticas que podem ajudar o governo a construir uma base de apoio consistente nas votações da Câmara e do Senado —em especial na reforma da Previdência.

Na semana das reuniões de Bolsonaro com dirigentes partidários, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que era “óbvio que eles vão ter algum tipo de participação” no governo. O ministro Santos Cruz disse que o preenchimento de cargos por indicação política “é normal em qualquer lugar do mundo”.

Leia artigo na íntegra clicando ao lado: Bolsonaro ainda faz cara feia, mas governo negocia cargos e emendas

Reclamações: Alagamento em vias e muitos buracos prejudicam acesso ao litoral do Piauí

O Piauí tem o menor litoral do Brasil, porém um dos mais belos, mas a falta de estrutura dificulta a vida de quem deseja desfrutar das belezas naturais. A situação piora no período de chuvas, onde as estradas, que naturalmente já são ruins, ficam  intrafegáveis.

A rodovia que liga Luís Correia ao bairro Coqueiro da Praia, está com um trecho tomado de água devido a enchente de dois terrenos às margens da pista. 

Outro local ainda na PI-116, totalmente danificado pela grande quantidade de crateras.  

O desvio pela orla da Atalaia tem menos buracos, mas o acesso também é complicado.

As rodovia que vai ao município de Cajueiro da Praia também está bastante danificado e é um risco aos condutores. Já a que vai para a praia da Pedra do Sal é um transtorno só e a obra de recuperação nunca foi concluída.

O feio cartão postal nas estradas do litoral piauiense

Está no Portalaz: “O  feio Cartão Postal”

Turistas e moradores do litoral tem convivido com essa realidade: grandes crateras, verdadeiros riachos na rodovia que liga as praias de Atalaia e Coqueiro. 
E a pergunta de um deles é: isso é irresponsabilidade do governo estadual ou da prefeitura de Luís Correia?
Quem souber, atola. 

Sonho dos Políticos do Estado: Cargos federais no Piauí devem sair após Semana Santa

Cargos federais no PI devem sair após Semana Santa; lista atualizada

Por Sávia Barreto

Os parlamentares piauienses esperam, enfim, para após a Semana Santa a liberação do governo Jair Bolsonaro (PSL) dos cargos federais de indicação das bancadas regionais. 

Uma das formas de participação dos políticos na gestão pública se dá pela via dos cargos indicados, ou seja, a negociação do presidente com as bancadas de cada estado é absolutamente natural – não é velha nem nova política, é apenas política. Não se ganha eleição sozinho, não se governa sozinho também. 

Átila Lira – Coordenador da Bancada do Piauí

Particularmente num país com regime de presidencialismo de coalizão em que o Parlamento tem peso equivalente ao Executivo e capaz de sufocar um governo impedindo que ele ponha em prática suas propostas de campanha (já que não se governa só por decreto), ignorar os aliados pode custar caro. Exemplo disso é a emperrada reforma da Previdência, caminhando a passos de tartaruga na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal.

E é ofício dos políticos desde que o mundo é mundo, tentar influenciar nas ações governamentais, seja via projeto, seja via cargos – em que pese a demonização que se faz quando se usa o nome “cargo” para falar de política e ressaltando também os casos em que as indicações não se comportam de modo republicado.

Em conversa com o blog Primeira Mão, os políticos que aguardam as nomeações fizeram o raio-x das indicações no Piauí:

– Senador Ciro Nogueira (Progressistas) – Codevasf (Inaldo Guerra)

– Senador Elmano (Podemos) – DNIT (Ribamar Bastos)

– Deputado Átila Lira (PSB) – Funasa (José Raimundo Costa)

– Júlio Cesar (PSD)  – Incra (Thiago Vasconcelos)

– Flávio Nogueira (PDT)  – INSS 

– Iracema Portella (Progressistas)  – DNOCS (Djalma Policarpo)

– Margarete Coelho (Progressistas) – CONAB  

– Dra Marina (Solidariedade) – Superintendência do Ministério da Agricultura (Marco Vinicius)

– Marcos Aurélio (MDB) – Departamento Nacional de Produção Mineral

Outros cargos federais, vale lembrar, são de indicação de carreira, com membros do corpo funcional do órgão, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Embrapa. E há aqueles que realizam eleição interna, com os integrantes da instituição no comando da escolha, como é o caso da Universidade Federal e do Instituro Federal do Piauí. Esses, claro, ficam de fora das indicações.

Quem também fica de fora são os políticos de oposição declarada ao presidente Jair Bolsonaro, como é o caso da deputada federal Rejane Dias (PT) e de Fábio Abreu (PR). (Blog Primeira Mão)

Eleições municipais: Teremos renovação no quadro político local?

Leonardo Correia, Darllan Barros, Camila Neto e Alex Marinho

Por:Bernardo Silva

Apesar de ser uma discussão rigorosamente extemporânea ninguém pode se omitir do debate a respeito das eleições do ano que vem, que aqui em Parnaíba entrou em pauta mesmo antes das eleições presidenciais em outubro passado, quando José Hamilton Castelo Branco se lançou candidato a prefeito da cidade (4ª vez), para enfrentar qualquer um que entrasse – de Mão Santa à filha dele, Gracinha M. Sousa, teria dito numa entrevista À TV local.

Mas Zé Hamiltons à parte, já que se trata de uma figura bastante conhecida, o que o pleito municipal de 2020 vai apresentar de novidade? Os mesmos candidatos a vereador que disputam eleições há 20 ou 30 anos? Ou vão ocorrer por aqui as mudanças que ocorreram no ano passado, quando muitas das velhas e carcomidas lideranças políticas foram mandadas pra casa pelos eleitores brasileiros?

Até aqui alguns nomes já aparecem como novidade, anunciados como possíveis candidatos a mandatos eletivos no ano que vem. Citaríamos, apenas como exemplo, o odontólogo Leonardo Correia; o médico Darlan Barros, que ensaiou uma candidatura a vice-prefeito em 2016 mas não deu certo; a jornalista Camila Neto e o professor Alex Marinho.

Não se sabe ainda a filiação partidária deles, mas por serem caras novas, temos que incentivá-los a manter tal pretensão. Não vale fazerem como outros, em eleições passadas, que se dizem candidatos bem antes das eleições mas, quando se aproxima o pleito, capitulam diante de nomes mais conhecidos. Ou são cooptados por políticos velhos, que ainda vão existir por algum tempo por estas bandas. Sim, porque as mudanças das quais falamos – que ocorreram no ano passado, pouco foram sentidas no Nordeste. E o atraso político que se respira por aqui é bem intenso.

 

“Agora vou ingressar num grupo político”, diz Dr. Pessoa

O DIA conversou com Dr. Pessoa. Atualmente sem mandato, ele tem no histórico recente a segunda colocação na disputa pela Prefeitura de Teresina e pelo governo do Estado, em 2016 e 2018, respectivamente.

Em entrevista, ele comentou seus planos para o futuro na política, disse que não tem pressa em escolher um partido para se filiar, que não tem inimigos e que pode ingressar num grupo político junto com o ex-prefeito Silvio Mendes. Dr. Pessoa também afirmou que não descarta concorrer a uma vaga para vereador em 2020 e disse que ainda não analisou as gestões de Firmino Filho e Wellington Dias, respectivamente na Prefeitura de Teresina e governo do Estado.

Trechos da entrevista:

O senhor disputou duas eleições majoritárias, em 2016 e 2018. Como o senhor avalia seu desempenho nestes últimos pleitos? De que forma o senhor encara o resultado das urnas?

Deus e o povo que me quer bem, que acredita no Dr. Pessoa. Sem o povo e sem a mão divina não teria feito esse resultado, que todos sabem, foi pujante. Um resultado que muita gente debochava. Por isso agradeço ao povo e a Deus, firme para que em 2020, pronto novamente, para ir pra a disputa. Lógico que agora eu fiz uma reflexão, bastante profunda, de trabalhar em grupo. Estou no trabalho de formar grupos, não só eu como outras pessoas estão nesse trabalho de ter um grupo político significativo, porque achamos que se eu estiver em um grupo político forte, a possibilidade e a probabilidade de chegar ao governo municipal da cidade de Teresina é grande. Se é grande e estão querendo investir, mas isso não quer dizer que seja ‘prego batido e ponta virada’, que eu seja pré-candidato ou não, pois não vou querer ir contra a lei de Deus e contra a vontade do povo. Se eu sair candidato é porque Deus quer e porque o povo tá fazendo o chamamento, aí eu tenho coragem pra enfrentar. Fora disso, eu mudei. Repetindo, nessa reflexão de trabalhar em grupo, e quem trabalha em grupo cede um pouquinho aqui cede e outro pouquinho acolá, dá um pouco a ré, avança um pouquinho, para chegar a um denominador comum.

O senhor foi convidado por diversos partidos, como MDB, PTB e de outras siglas. O que vai pesar na sua decisão?

Análises dos grupos. Como eu estava andando só, então agora se nós juntarmos um grupo, tenho que analisar o comportamento dos que irão formar esse grupo, então o que vou fazer é analisar o caminho que for melhor, que deva ter um resultado melhor para o povo de Teresina. Não é um não resultado pessoal, não é o eu, porque saí do eu e estou nós. Portanto não é qualquer grupo que irá me convidar e vou aceitar, por isso essa fase é de análise. Eu tenho tempo e não tenho pressa, só definirei meu posicionamento político do segundo semestre até o mês de janeiro do ano que vem.

O prefeito Firmino Filho afirmou inclusive que pretende conversar com o senhor e estreitar esse diálogo. Isso abre a possibilidade de vocês estarem no mesmo palanque ou isso é descartado?

Essa pergunta já foi feita por muitos jornalistas. Que eu saiba, não sou inimigo de ninguém. Podem até achar que eu não tenho um discurso bonito, alguém criticar meu trabalho, mas não tenho inimigo. Fui adversário político do Wellington Dias, do Firmino e de outros. Se o prefeito da capital, que não é meu inimigo, foi um adversário político, e quer ir tomar um café na minha casa, mesmo que eu não tivesse educação, mas graças a Deus eu tenho, eu não recusaria. Eu disse que não iriana Prefeitura, e ele disse que viria na minha casa.

Por: Breno Cavalcante e Natanael Sousa – Jornal O DIA

Pedreiro mantém intacta a tradição da queima do Judas em Fortaleza

Trabalho garante parte da renda da família

Por:Helene Santos

São as recentes e fartas chuvas de abril no chão cearense o atual interesse de um sujeito dado ao trabalho braçal. Vandercleiton da Silva Costa, 41 anos, encara o céu nublado e reage aos primeiros pingos de chuva. Corre para proteger os bonecos de Judas expostos no cruzamento das avenidas Raul Barbosa e Murilo Borges. Na fronteira entre o Lagamar e a Aerolândia, a humilde construção serve de oficina e depósito. É a base temporária para o “José do Judas” manter uma tradição com quase três décadas de existência naquela região. 

Primeiro é necessário estabelecer uma correção de dados básica. Vandercleiton herdou do antigo patrão, o “Zé do Judas” original, os macetes da construção dos bonecos. Com a desistência do antigo dono pela função, o ajudante assumiu a nomenclatura, levantou a cabeça e tocou a bola para frente. “Eu sou o José”, afirma convicto. A pequena mudança no nome também vem acompanhada de outras constatações pontuais. Era o nome do pai, resgata. “É abençoado, né. Tá na bíblia, é de Deus”, se conforta o ambulante.

josé do judasjosé do judas
Por conta da ação do tempo, retoques na estrutura dos Judas sempre são necessárias

O filho de José agora é quem comanda o mambembe comércio. A dedicação é acompanhada de perto por Maria Milena. Aos 28 anos, a companheira toca uma série de demandas como atender a telefonema de clientes, organizar os produtos e selecionar as roupas velhas para vestir os bonecos. “Tudo que eu sei, ela sabe fazer”, diz o artesão.

Com uma bebê de poucos meses nos braços, Milena comenta das dificuldades cotidianas. No semblante, a constatação de que a poucos dias do feriado da Semana Santa, a família precisa vender todo aquele material para garantir parte da sobrevivência no primeiro semestre. Gentil, o casal oferece água e um pano para secar o suor. A nuvem chuvosa se vai, e o céu retorna ao azul profundo. Hora de colocar os Judas novamente no mostruário à céu aberto. 

josé do judasjosé do judas
Política, universo dos famosos e o futebol são temas recorrentes na produção de Vandercleiton Antonio Laudenir

A politicagem de Temer, Dilma, Bolsonaro, Lula e o menos conhecido do público, Nestor Cerveró, dominam entre os “homenageados” mais vendidos. Na linha de bonecos com feições anônimas, tem espaço para a rivalidade entre Ceará e Fortaleza. Vestidos com as camisas dos populares clubes é venda garantida. São 17 anos no ramo, defende Vandercleiton. Quando a temporada de Judas terminar, o jeito é retornar ao batente como pedreiro. “O resto do ano? Faço casa, trabalho na construção civil. Trabalhei um tempo de carteira assinada na Ecofor, mas fui demitido. O que me chamar, eu corro atrás. Tudo que minha família precisa, eu luto para dar”, assevera José do Judas. 

Futuro

Os bonecos levam basicamente trapo, madeira para o esqueleto e a parte mais importante, a cabeça. As vestimentas são decisivas no valor final, que chega a R$ 300. Terno e sapato social, com direito a faixa presidencial deixam os Judas políticos mais salgados no preço. Consciente, o vendedor demonstra certo desconforto em personificar figuras da vida real. “Não faço por maldade a ninguém. Fui o que aprendi para o meu sustento. É meu trabalho”, argumenta. 

Em 2018, Milena explica que cerca de 70 unidades foram vendidas. Até 15 horas de ontem, já contabilizam 65 bonecos nesta temporada. Manter a média exige esforço, enfrentar o sol forte e chamar atenção dos motoristas. Sob o viaduto, o trânsito é ensurdecedor. O melhor dia para os negócios é a quinta-feira da Semana Santa. A explicação remonta ao fato de muitos compradores gostarem de viajar para o interior do Estado com a atração garantida na bagagem. Ao visitar os familiares e as raízes, os clientes mantêm a tradição. 
Vandercleiton e Maria Milena batalham pelo sustento juntos. 

Costuram, montam e vendem o espectro de um personagem secular, estigmatizado pela ideia de traição. Enquanto tiverem forças, até outra melhor oportunidade romper no horizonte, os bonecos continuarão a pôr comida na mesa destes cearenses. Ter fé é algo recorrente no dia a dia do José do Judas. Não desistir é o único milagre possível para essa família. 

Mulher morre afogada e homem está desparecido em barragem no PI

Uma mulher identificada apenas por Raquel, de 33 anos de idade, morreu na tarde dessa sexta-feira (19), vitima de afogamento na barragem Surubim, na cidade de Campo Maior.

Já um homem identificado por Francisco das Chagas Alves da Silva, de 40 anos, conhecido como Tchesco, que tentou salvar a mulher, está desaparecido. Eles e outras dezenas de pessoas tomavam banho na barragem no momento da ocorrência. As informações foram confirmadas pelo comandante do 15º BPM.

Segundo a polícia, no local tinha muitos banhistas e a mulher teria ido para uma parte funda da barragem. Ao ver a mulher se afogar, o homem teria tentado salvá-la e acabou se afogando também.

A Polícia Civil também esteve no local, onde disseram que estavam aguardando familiares das vítimas para identificá-las.

Fonte: Campo Maior em Foco

Seguro-defeso tem fraude em 65% dos benefícios, diz Bolsonaro

KELVYN COUTINHO/ TERESINA

Na última quinta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro declarou que as fraudes na concessão do seguro-defeso a pescadores podem atingir o total de 65% dos benefícios concedidos. Bolsonaro fez a declaração em transmissão ao vivo em sua página oficial no Facebook.

“Nós calculamos que 65%, ou seja, dois terços, sejam fraudes. A gente gasta mais de R$ 2 bilhões por ano e devemos combater isso aí”, afirmou Bolsonaro, que denominou a situação de “festa no seguro-defeso”. O presidente está na Base Naval do Guarujá, litoral paulista, onde passou o feriado e o fim de semana. Ele confirmou a realização de um recadastramento nacional para coibir a concessão irregular do benefício.

Os pescadores têm direito de receber verbas federais, no valor de um salário mínimo por mês, no período do defeso, quando ficam impedidos de trabalhar. O defeso é a paralisação temporária da pesca, no período de reprodução, para a preservação das espécies. A Secretaria de Aquicultura e Pesca é o órgão que está organizando um novo cadastro nacional de pescadores, que deverá estar pronto até o fim de maio. O presidente disse que quem não fizer jus ao benefício, não deverá se recadastrar, mas quem insistir em manter a fraude poderá ser processado.

“Quem, até lá, voluntariamente, sair do sistema, sem problema nenhum será anistiado. Quem teimar em ficar, poderá receber um processo por falsidade ideológica, coisa que, no fundo, a gente não quer fazer, [mas] isso é fraude, é desvio”, disse.

‘Lucro’ da Caixa com sorteios da Mega-Sena superou R$1 bilhão este ano

Arrecadação com apostas superou prêmios pagos em mais de R$ 1 bilhão desde janeiro. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Eleitores do presidente Jair Bolsonaro ainda esperam a abertura da caixa-preta das loterias oficiais. No caso da Mega-Sena, uma das estrelas, há queixas de falta de transparência sobre o destino do dinheiro arrecadado. Só em 2019, após pagar todos os prêmios, sobraram R$1,03 bilhão. A Caixa embolsou 73,5% de tudo que foi apostado este ano, sem se obrigar a detalhar o destino do dinheiro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Este ano foram realizados 33 sorteios e o prêmio máximo, amplamente divulgado para seduzir apostadores, foi pago apenas quatro vezes.

Em média, cada sorteio arrecadou R$42,4 milhões e pagou R$11,2 milhões em prêmios. O restante, R$31,2 milhões, é o lucro por sorteio.

Ao contrário da maioria dos países, onde se faz festa com a entrega de cheque gigante, o Brasil faz segredo sobre os ganhadores de loteria.

Censura: confusão no país

Episódio de censura revela a perigosa confusão existente no país. Personagens mudam de posição a cada momento e todos os gatos parecem pardos

André Singer – Folha de S.Paulo

De que lado está Antonio Dias Toffoli? De parte com Lula, de quem foi auxiliar, ou dos que atacaram Lula, como Gilmar Mendes, de quem se tornou amigo? 

Ao constranger a liberdade de um veículo de direita, Alexandre de Moraes, que também é de direita, encontra-se em que posição? 

Quando utilizam o arbítrio para coibir ataques, quiçá também arbitrários, os meritíssimos do STF (Supremo Tribunal Federal) ajudam a quem?

episódio da “censura” encerrado quinta (18), com a liberação da reportagem da revista Crusoé, revela a perigosa confusão em que nos encontramos. No terreno pantanoso, em que personagens mudam de posição a cada momento, todos os gatos parecem pardos, estimulando o golpismo. 

E contumazes adversários da imprensa, como o presidente Bolsonaro, aproveitam para pescar em águas turvas, declarando que, sem a mídia, “a chama da democracia se apaga”. 

Em tais momentos, convém baixar a bola e recomeçar a jogada desde atrás. O estopim do golpismo veio da Operação Lava Jato. A partir de 2014, “prisões alongadas”, na expressão de um dos atores acima citados, começaram a ser executadas ao bel-prazer de promotores, delegados e juízes. Na época, o impacto das revelações escandalosas —e pelo menos em parte reais— atordoou a consciência do que se passava.

Aos poucos ficou claro que se instalava um poder paralelo e parcial. Visava, sobretudo, embora não exclusivamente, destruir o PT e o lulismo. A ofensiva teve papel decisivo no impeachment de Dilma. 

Após o impedimento, setores que tinham feito vista grossa aos desmandos do “tenentismo togado”, certeiro nome sugerido pelo sociólogo Luiz Werneck Vianna, começaram a lhe opor resistência. Talvez por cálculo, uma vez que agora o MDB e o PSDB entravam na mira. Pouco importa.

Os torquemadas retrucaram com a melhor arma de que dispõem: novas e críveis denúncias de corrupção. O episódio Joesley Batista, que quase levou Michel Temer pelo mesmo caminho que Rousseff, foi emblemático do confronto em curso. O ex-presidente sobreviveu graças ao Congresso. Depois, a eleição de Bolsonaro