Omissão do Estado prejudica transporte intermunicipal em Parnaíba

                                                                                       Maurício Machado Jr.

Denúncias que chegam à secretaria municipal de transporte e trânsito dão conta de que alguns permissionários do transporte intermunicipal continuam desrespeitando as normas de trânsito no centro de Parnaíba, principalmente no que tange à sinalização horizontal e vertical, invadindo espaços não permitidos, na busca de passageiros do transporte municipal.

“A guarda Civil Municipal tem atuado diária e incansavelmente para realizar um trabalho educativo com os operadores do transporte intermunicipal, no sentido deles trazerem os passageiros desses municípios e levarem até o terminal da Quarenta, de lá seguindo para os municípios distintos. Mas alguns insistem em desrespeitar as normas de trânsito. Em alguns locais onde eles abusam das leis, estão sendo autuados diariamente. Tem veículo de transporte intermunicipal irregular que já possui quase 10 mil reais de multa”, disso e secretário de transportes do município, Maurício Pinheiro Machado Jr.

De acordo com o secretário, a responsabilidade de fiscalização desses ônibus cabe à Secretaria Estadual de Transporte e Trânsito que vem se omitindo e não toma nenhuma providência, transferindo para o município responsabilidade que é de competência estadual. “Inclusive fizemos uma audiência pública com o Ministério Público, da qual participou o secretário de transportes do estado, e o Ministério Público ficou de adotar providências, principalmente com relação aos transportes que circulam de forma irregular”, declarou Maurício.

“Quanto ao transporte municipal, que é de responsabilidade da Prefeitura, temos conseguido melhorar sensivelmente e dar maior conforto às pessoas do município, que são usuárias. Mas o transporte intermunicipal, que envolve Parnaíba como ponto de partida de passageiros ou de chegada, está sendo prejudicado por omissão do governo do estado”, finalizou o secretário.

POR: Bernardo Silva
Fonte: Jornal “Tribuna do Litoral”
Publicação:blogdobsilva

Bolsonaro: barba, cabelo e bigode

Bolsonaro não só impulsionou candidatos a governador e senador em colégios eleitorais importantes, como Minas e Rio, como também fez com que sua sigla emplacasse campeões de votos nos estados com mais eleitores.

Que tiro foi esse? O resultado final da apuração indica que a polarização e a pregação do voto útil fizeram com que Bolsonaro e Haddad dragassem ao limite votos de seus rivais.

Alvaro Dias (Podemos) pontuou 0,8%. Marina Silva (Rede), 1%. Cabo Daciolo (Patriota) teve mais votos do que ela e do que Henrique Meirelles (MDB). Bateu 1,26%.(Folha Painel)

O confronto é entre duas seitas, lulistas e bolsonaristas, mas viva a democracia!

                                                                                           Charge reproduzida do Arquivo Google

Jair Bolsonaro (PSL) virou onda sob os ventos conservadores que assolam o Brasil, mas a vitória em primeiro turno parecia improvável. A perspectiva era de um segundo turno entre duas seitas políticas, o bolsonarismo e o lulismo, alheias à crítica, à autocrítica e às divergências. A eleição passa, mas essa guerra vai continuar.

Fernando Henrique, em 1994, e Lula, em 2002, tinham uma certa lógica, até onde a política consegue ter alguma lógica. Mas 2018 lembra mais 1989, com o “caçador de marajás” Fernando Collor (seria cômico, não fosse trágico), e 2014, com a “gerentona” Dilma Rousseff (o que é só trágico).

ERA UM TEATRO – Collor crescendo, crescendo, e os brasileiros acreditando, festivamente, nos jargões, no teatro, sem refletir sobre o passado do candidato nem projetar o futuro presidente. Dilma liderou do início ao fim, sem que os eleitores, expostos a um marketing de muita qualidade técnica e pouca ética, enxergassem as pedaladas para driblar a realidade e cair no precipício logo ali.

Assim chegamos a este 7 de outubro com o País sem racionalidade, dividido entre antipetismo e antibolsonarismo. Os eleitores só veem, ouvem e sentem o que querem, sem a dúvida, os prós e contras. Se a seita PT obedece a tudo o que seu mestre Lula mandar, a seita bolsonarista bate continência a todas as ordens do capitão Bolsonaro.

Para o PT, estão errados a Justiça, o MP, a PF, a Receita e a mídia, só Lula está certo. Não interessa que ele tenha dividido o País em “nós e eles”, mergulhado alegremente nas benesses de empreiteiras e bancos, institucionalizado a propina e fatiado a Petrobrás. Só que ele usou os ventos internacionais para dar crédito, consumo e bolsas à vontade e é adorado por um terço da população.

CONTRA O PT – E por que Bolsonaro? “Porque sou contra o PT.” Sim, mas e o Bolsonaro? O que ele já fez, faz, é capaz de fazer? O que ele é, o que pensa? A equipe dele? O risco?

Aí, a resposta é um muxoxo, uma certa preguiça para pensar, admitir que o candidato foi péssimo militar, é péssimo político, meteu a família inteira na política, nunca administrou nem padaria. Um “defensor da família” que já se separou quantas vezes mesmo? Algumas, aliás, de forma bem tumultuada.

Na hora do “vamos ver”, quando passam a festa e a transição e o eleito senta na cadeira para governar, começam os problemas. Em meio à tempestade, com 13 milhões de desempregados, pior ainda. Há, porém, uma diferença clara entre o que poderá ser o início Bolsonaro e o início Haddad.

DOIS ESTILOS – O capitão vai meter o pé na porta, botar pra quebrar, como gostam seus apoiadores. Mas Haddad vai chegar com jeito de professor, fala mansa, agregador. Quando todo mundo se acostumar, quem sabe até gostar, aí é que o PT “toma o poder”. Está na alma do partido aparelhar o Estado: bancos públicos, empresas, instituições, até organismos internacionais.

Quando Bolsonaro vier com tudo, o PT será de grande utilidade. Quando o PT intervier no governo Haddad, se for ele o vitorioso, a militância de Bolsonaro, forjada em junho de 2013 e encorpada pelas redes sociais, estará a postos. O confronto entre governo e oposição é saudável, democrático, mas como não aprofundar a polarização e o ódio que vai se instalando, replicado até mesmo no próprio Supremo?

Tempos difíceis virão com um segundo turno entre candidatos com índices inéditos de rejeição e um governo, seja qual for, que assumirá com déficit monumental, falta de dinheiro para tudo, necessidades urgentes, reformas inadiáveis, empresas fechando, milhões de desempregados e… uma oposição armada até os dentes.

Mas tem boa notícia: quanto maior a ameaça do autoritarismo, mais os brasileiros se lembram do valor da democracia.

Juliana é a 1° e Zé Filho o 2° mais bem votados em Parnaíba

Em meio a um dos pleitos eleitorais mais acirrados dos últimos anos, com grande fragmentação de votos, a deputada estadual Juliana Moraes Souza (PSB) e o ex-governador Zé Filho (PSDB), que disputavam respectivamente vaga na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), permanecem mantendo força e a preferência entre o eleitorado parnaibano.
Juliana, que decidiu pela candidatura às vésperas do início do período eleitoral e tendo na Câmara Municipal dos Vereadores o apoio unicamente de um parlamentar, o vereador Carlson Pessoa (PPS), conseguiu ser a candidata a deputada federal mais bem votada em Parnaíba, arrebatando 7.307 mil votos, somando 10,03% e a 17° na colocação geral com 16.996 mil votos.
Zé Filho, por sua vez, foi o 2° mais bem votado dentro de Parnaíba, com 9.120 mil votos, somando 12, 32%, ficando atrás apenas do Dr. Hélio, que se classificou em primeiro no litoral com 10.648 votos. Na apuração geral, o ex-governador arrebatou 29.100 mil votos, ficando na 31° posição, sendo o primeiro da coligação. Por pouquíssimos votos e por conta do quociente eleitoral Zé Filho não conquistou uma das cadeiras da Alepi.


Por Luzia Paula

Falta de visibilidade em faixas de pedestres motiva debate na Câmara Municipal

                                                                                           Vereador Reinaldo Filho

POR: BERNARDO SILVA

As más condições em que se encontram as faixas de pedestres nas ruas de Parnaíba motivaram a apresentação de um requerimento na Câmara Municipal, de autoria do vereador Reinaldo Filho, pedindo providências da Prefeitura, no sentido de renovar a pintura das existentes, providenciando também a colocação de outras, em locais de extrema necessidade, “como em frente a Santa Casa de Misericórdia, por exemplo”, segundo defendeu a vereadora Fátima Carmino, que já teve requerimento seu aprovado neste sentido.

Esta semana o presidente da Câmara Municipal, vereador Geraldo Alencar Filho, aprovou projeto de lei de sua autoria, instituindo uma campanha educativa, em nível de município, denominada “Pé na Faixa, Pé no Freio”, cujo objetivo “é conscientizar a população a respeitar a faixa de trânsito gerando uma mudança de comportamento dos motoristas e pedestres”.

Para o vereador Reinaldo Filho, “a campanha é pertinente mas é preciso que existam as faixas. Também estão faltando placas de sinalização horizontal e vertical. Algumas não estão dentro do padrão exigido, porque não são refletivas; há sinalização até atrás de árvores, em locais que os vândalos roubam”, comentou o vereador, apelando para a secretaria municipal de infraestrutura, a quem compete o assunto, porque a responsabilidade sobre a questão foi retirada da secretaria de trânsito.

Vários vereadores se pronunciaram, todos mostrando as falhas na sinalização de trânsito, inclusive com relação à pintura da ciclovia da Avenida São Sebastião. “Eu falei que o orçamento da secretaria de trânsito para 2018 era inferior à de 2017. Há muitas solicitações em torno de questões ligadas ao setor. Este ano(quando da discussão do orçamento 2019), vamos ficar atentas a essa situação”, disse a vereadora Fátima Carmino.

O vereador Antônio Diniz, por sua vez, sugeriu a criação de um plano permanente de sinalização de trânsito, “porque Parnaíba não pode mais esperar. A cidade precisa hoje de pelo menos 50  novos pontos semafóricos. Ruas que precisam ser transformadas em mão única e não dá mais para ficarmos esperando. A atual gestão já avançou muito, sem dúvida: na iluminação, limpeza pública, recuperação de calçamentos, mas é preciso vir este plano, com começo, meio e fim e que tenha sequência”, justificou o vereador.

Fonte: Jornal “Tribuna do Litoral”

Publicação:Blogdobsilva

Especialista analisa reeleição de W.Dias: “Lulismo, salários em dia e escolha do vice”

Publicado por: Edrian Santos

O Nordeste protagoniza mais uma vez a decisão de um segundo turno para a corrida presidencial no Brasil. O Piauí está num lugar de destaque, já que o governador Wellington Dias (PT) foi reeleito logo no primeiro turno, com resultado das urnas divulgado na noite de domingo (07/10), e vai com tudo para defender o aliado Fernando Haddad (PT) contra o opositor Jair Bolsonaro (PT)

Para além dessa dicotomia esquerda versus direita ou petismo versus antipetismo, o OitoMeia ouviu quem entende do assunto para explicar o fenômeno Wellington Dias no quarto mandato para governador do Piauí. Quem fala é o professor universitário Edmundo Ximenes, doutor em Políticas Públicas que leciona História na Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

Para o especialista, Dias mostrou que sua capacidade de estratégia continua ávida rente à busca por aliados, a fim de neutralizar históricos opositores, refletidos num cenário local e nacional. Citando Maquiavel, Ximenes destaca que o empenho de Dias fez com que ele tirasse um ótimo proveito da sorte, alinhando os conceitos de “virtù e fortuna”.

Veja o que foi enumerado pelo especialista ao OitoMeia:

  • Manutenção de um eleitorado fiel ao “lulismo”;
  • A campanha eleitoral dele focou mais nesta referência do que no que o governo fez;
  • Foi acertada também a estratégia de deixar para o último momento a definição de vice-governador, o que impediu a reação mais incisiva de dissidências na base;
  • Ele conseguiu isolar Themístocles Filho, o qual teve que recuar para não prejudicar os deputados do MDB que desejam a reeleição;
  • Habilmente, garantiu a vaga de vice ao PT e elegeu Marcelo Castro;
  • Não obstante sua rejeição ter crescido junto ao funcionalismo público, Wellington Dias conseguiu manter até agora os salários em dias – “Minha hipótese é que o funcionário público concursado na sua maioria preferiu o voto conservador com receio de piorar sua situação com outros candidatos”;
  • Dias além de ter aglutinado e mantido sua base, a oposição só começou a fazer maior barulho com denúncias mais incisivas de janeiro para cá.
  • O candidato Luciano Nunes só começou com apenas 6 %, diferente de Firmino Filho, que já pontuava em 12%, ainda em dezembro;
  • Doutor Pessoa só em julho se apresentou realmente como candidato.

Análises feitas, Wellington Dias reforça o “lulismo” citado por Ximenes. O governador fala em uma “gratidão muito grande” do piauiense e do nordestino em geral pelo trabalho do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma na região, principalmente no que diz respeito à assistência social.

“O povo nordestino depositou a esperança de ver este país voltar ao eixo, prosperar, crescer, gerar oportunidades, empregos. Acho que o Haddad tem uma missão que é muito maior do que nós vivemos, já que estamos vivendo num ambiente muito ruim. No lugar do ódio, temos que colocar muito amor. No lugar da violência, muita paz, para unir o Brasil”, ressaltou Dias ao OitoMeia.

Veja os candidatos que foram eleitos deputados estaduais do Piauí

                     Lucy Soares, Themístocles Filho, Carlos Augusto e Flora Izabel

JOSEFA GEOVANA
DE TERESINA

A apuração dos votos das eleições de 2018 para o cargo de deputado estadual do estado do Piauí chegou ao fim na noite desse domingo (07). Um total de 30 candidatos acabaram sendo escolhidos pela população piauiense, entre os eleitos se encontram candidatos que conseguiram a reeleição.

Os candidatos irão formar a nova bancada da Assembleia Legislativa do Piauí a partir do ano de 2019. Entre os eleitos estão a esposa do prefeito Firmino Filho, Lucy Soares, o presidente da Alepi Themístocles Filho, o ex-comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto e também a candidata Flora Izabel.

Confira a lista com o nome dos deputados estaduais eleitos:

  1. Georgiano (PSD)
  2. Lucy (PP)
  3. Wilson Brandão (PP)
  4. Julio Arcoverde (PP)
  5. Flávio Nogueira (PDT)
  6. Zé Santana (MDB)
  7. Marden Meneses (PSDB)
  8. Dr Francisco Costa (PT)
  9. Severo Eulálio (MDB)
  10. Janainna Marques (PTB)
  11. Francisco Limma (PT)
  12. Themistocles Filho (MDB)
  13. Pablo Santos (MDB)
  14. Henrique Pires (MDB)
  15. Fernando Monteiro (PRTB)
  16. Fábio Xavier (PR)
  17. Dr. Hélio (PR)
  18. Fábio Novo (PT)
  19. Gustavo Neiva (PSB)
  20. Hélio Isaias (PP)
  21. Franzé Silva (PT)
  22. Coronel Carlos Augusto (PR)
  23. João Mádison (MDB)
  24. Flora Izabel (PT)
  25. Pastor Gessivaldo (PRB)
  26. Firmino Paulo (PP)
  27. Evaldo Gomes (PTC)
  28. Nerinho (PTB)
  29. Teresa Britto (PV)
  30. Oliveira Neto (PPS)

Ciro Nogueira se torna o novo ACM do Piauí

                                                 Ciro Nogueira e ACM       Reprodução Instagram / Fabio Pozzembom (Agência Brasil) 

Por: Jhone Sousa

Ser um ACM não é replicar a personalidade e ou a estatura e a dimensão política do grande líder baiano António Carlos Magalhães. Ser um “ACM” é ser algo que pouquíssimos líderes conseguem em qualquer lugar do mundo, em qualquer tempo: transformar-se em defensor de seus povos. O senador Ciro Nogueira sai destas eleições com a chance histórica de se tornar numa espécie de ACM do Piauí.

Ciro conseguiu reunir em torno de si um arco amplo de alianças, de todos os matizes. Conquistou sua reeleição pela força de seu trabalho, pelas entregas de sua atividade parlamentar, em termos de benefícios concretos, obras, verbas, para todos os municípios do estado. Essa é uma das características fundamentais de ser um ACM: ser um polo irresistível de atração de apoio político no estado e, ao mesmo tempo, um poderoso canal para obter verbas federais para sua unidade da federação.

ACM dominou a política baiana por mais de três décadas por saber exercer esse duplo papel: um imã de apoio político dentro do estado e, simultaneamente, a mais eficaz barreira ou vazante de verbas federais para a Bahia, a depender da afinidade das lideranças (submissão, alinhamento) à sua inconteste liderança.

Essa dupla condição confere a políticos assim um patamar quase mitológico no imaginário da população. ACM mandou na Bahia tendo ou não mandatos. Como ministro das Comunicações no governo Sarney, era ele quem definia quem iria ou não receber as migalhas federais – ou banquetes. Como governador, mandou com o chicote na mão. Fez e refez governadores criados pelo seu toque de ‘Midas’ eleitoral.

Tudo isso porque os baianos viam em ACM muito mais do que um político e, por isso, ter ou não um mandato não o fazia maior ou menor, embora quase sempre ele tenha tido. Na prática, ACM era a voz da Bahia perante o Brasil. Ninguém tocava na Bahia sem despertar a ira e a vingança do velho coronel. E todos os temiam, dentro e fora do estado. E, assim, ele era um protetor dos baianos. Até hoje, mais de uma década depois de sua morte, o aeroporto da capital leva o nome de seu filho, Luís Eduardo. Seu neto, que possui suas iniciais, governa a capital há seis anos.

Claro, Ciro Nogueira está ainda longe de criar a aura e a mística de um ACM. Mas sua vitória neste domingo  (07/10) foi um grande salto nessa direção. Ciro tem tudo para se transformar em algo muito maior do que um senador ou detentor de mandato: pode se firmar como o grande protetor do Piauí. Mas há um alerta sobre essa receita: o ACM, original, acabou criando inimigos inúteis, caiu na tentação de rompantes, perseguiu sem necessidade e acabou criando o “anti-cartismo”, uma força também poderosa.

Que o candidato a ACM do Piauí aprenda com as lições da história e reproduza apenas o que o molde original tinha de admirável e excepcional: sua capacidade de agregar forças, de simbolizar poder e de fazer essa força e esse poder funcionarem em favor dos cidadãos do seu estado.

Governo faz cabelo, barba e bigode no Piauí

Por:Zózimo Tavares

O governador Wellington Dias é o único político do Piauí com três mandatos no Palácio de Karnak. Ontem, ele quebrou o seu próprio recorde, ao se eleger para o quarto mandato de governador.

Todas as suas eleições para o governo foram conquistadas sempre no primeiro turno.

Em 2002, Wellington Dias conseguiu a sua primeira eleição de governador com 50,95% dos votos válidos, contra 44,06% do governador Hugo Napoleão (PFL) e 3,10% do professor Jônathas Nunes (PMDB).

Ele foi reeleito em 2006 com 61,08%, contra 25% do senador Mão Santa (PMDB) e 12,21% do então ex-prefeito Firmino Filho (PSDB).

Wellington, à época na metade do mandato de senador, venceu nova eleição para o governo, em 2014, pela oposição, com 63,08% dos votos, contra 33,25% do então governador Zé Filho (PMDB). Foi o seu melhor desempenho na disputa para o governo.

Ontem, ele foi reeleito com 55,65 % dos votos.

Marcelo Castro e Ciro Nogueira, os senadores

O novo mandato

O governador disse ontem à noite, em sua primeira entrevista após a reeleição, que depois da vitória tudo parece fácil, mas não foi nada fácil na conquista de seu quarto mandato para o Palácio de Karnak. Ele afirmou que aconteceram milagres.

Wellington Dias garantiu que o novo mandato nada terá a ver com os anteriores, porém não detalhou no que ele será diferente.

Além de renovar o mandato, o bloco do governo conseguiu ontem eleger os dois senadores – Ciro Nogueira (Progressistas) e Marcelo Castro (MDB).

Fez mais: preencheu oito das dez cadeiras de deputado federal e 25 das 30 cadeiras da Assembleia Legislativa.

Como se diz popularmente, fez cabelo, barba e bigode.

Dr. Pessoa se pronuncia e diz que houve invasão da democracia

O candidato do Solidariedade ao governo do Piauí, deputado estadual Dr. Pessoa (PSD), lamentou o resultado das eleições afirmando que houve uma “invasão da democracia”.  Dr. Pessoa, que ficou em segundo lugar na votação, afirmou que desconfia do resultado das urnas eletrônicas. 

As surpresas das eleições deste domingo (7)

                                                                                             Fábio Sérvio – a grande surpresa

Eleito

Marcelo Castro foi a grande surpresa da eleição. Tido por todos os institutos de pesquisa como o terceiro colocado, ele superou Wilson Martins, que liderava todas as pesquisas. 
Deve ser eternamente agradecido a Wellington Dias. 

Numa boa

Fábio Servio, com pouco espaço de TV, pouco dinheiro, a cara e a coragem, não foi eleito governador, mas mostrou que um discurso bem articulado encanta as pessoas.
Seu quarto lugar tem o doce sabor da vitória. Seu bom desempenho em Teresina faz com que se preste mais atenção em sua atuação daqui para frente.

Efeito orloff

A pífia votação de Elmano Ferrer, principalmente em Teresina, onde perdeu para Fábio Servio, faz lembrar a campanha do “Aceita, Chico”, que George Mendes fez para convencer o então prefeito Chico Gerardo a aceitar a candidatura de governador, em 1998. Chico Gerardo, sensato, fez ouvidos de mercador ao apelo.

Efeito vencido

Chico Gerardo, entretanto, só resolveu aceitar a candidatura quando já tinha passado o embalo da campanha. O resultado foi um fiasco. Não foi para lugar nenhum, a não ser o céu da boca da porca.

Mesma coisa

Assim ocorreu com Elmano. Em julho ele renunciou à candidatura alegando que ‘forças ocultas’ tinha torpedeado seu projeto. 
Muito tempo depois, sem apoio de qualquer partido resolveu e entrar na disputa, perdendo feio, como se viu.

Ocorrências

Duas ocorrências, de entrega de dinheiro, foram registradas com o envolvimento do candidato a deputado federal Flávio Nogueira. 
A primeira, se diz que um vereador de Piripiri estaria queimando os cartazes do candidato porque ele não cumpriu os acertos. 
A segunda, a PRF apreendeu R$ 36 mil no rumo de Água Branca. A ‘mula’ entregou o candidato.

Fim

Heráclito Fortes derrotado para a Câmara Federal na semana dos 30 anos da Constituição Federal que ele ajudou a escrever. 
Para ele, um ocaso triste para uma carreira política brilhante. (Informações do Portalaz)

Ex-governador Zé Filho não se elege e fica na 1ª suplência

O ex-governador Zé Filho(PSDB) obteve uma grande votação (29.100 votos) para deputado estadual, e por conta da legenda não conseguiu ser relacionado entre os 30 eleitos, ficando na 31ª. 

07 candidatos eleitos obtiveram a votação muito abaixo de Zé Filho.

Motoristas do Piauí devem quitar DPVAT até o final de outubro

Proprietários de veículos no estado do Piauí com placas de final 0 devem realizar o pagamento do Seguro DPVAT ainda este mês. A quitação é condição obrigatória para a obtenção do CRLV, documento que comprova o licenciamento anual do veículo e de porte obrigatório.

O calendário completo com as datas de vencimento está disponível no site da Seguradora Líder, administradora do DPVAT.

De acordo com informações, do Detran, os motoristas deverão emitir a guia referente ao DPVAT diretamente pelo site do Detran e realizar o pagamento somente no banco Bradesco. 

O Seguro DPVAT deve ser quitado com a cota única ou primeira parcela do IPVA. No caso de veículos isentos do IPVA, o vencimento do prêmio à vista se dará com o emplacamento ou no licenciamento anual.

De janeiro a agosto, mais de 50 milhões de bilhetes do Seguro DPVAT foram pagos em todo o Brasil. Aqueles que ainda não quitaram o Seguro DPVAT deste ano podem efetuar o pagamento sem multa ou juros por atraso. Quem já emitiu a guia e não pagou o seguro até a data de vencimento também não precisa fazer nova emissão, já que o pagamento pode ser feito a qualquer momento.

Resultados em São Paulo, Rio e Minas desmoralizam pesquisas eleitorais

João Paulo Saconi, Matheus Maciel e Felipe Grinberg
O Globo

As pesquisas do Ibope divulgadas no sábado (6/10) não previram com exatidão os cenários para o segundo turno nas eleições para o governo de pelo menos três estados do Brasil. No caso dos primeiros colocados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os resultados da boca de urna divulgados a partir das 17h deste domingo não confirmaram o que havia sido apontado anteriormente pelo instituto de pesquisa. Há ainda surpresas no Senado: apontados previamente como possíveis primeiros colocados, Eduardo Suplicy (PT-SP) e Dilma Rousseff (PT-MG) podem ficar de fora da casa legislativa segundo a pesquisa deste domingo.

Os dados da última semana apontavam que Márcio França (PSB-SP), Wilson Witsel (PSC-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG) não figurariam na segunda etapa do processo eleitoral para o governo dos estados.

AS SURPRESAS -De acordo com as prévias, porém, são eles os mais cotados para concorrer pela preferência dos eleitores diante de João Dória (PSDB-RJ), Eduardo Paes (DEM-RJ) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Candidato do PSB em São Paulo, Márcio França tinha, segundo a pesquisa de sábado, 18% dos votos válidos contra 32% de João Dória e 30% de Paulo Skaf (MDB-SP) . Na boca de urna, ele surpreendeu e empatou com Skaf: os dois tiveram 21% dos votos, segundo a pesquisa. Luiz Marinho (PT-SP) também deve ter tido mais votos do que o previsto: enquanto a última pesquisa indicava 8% da preferência dos eleitores, a boca de urna mostra 12%.

JUIZ DISPARA – No Rio, o ex-juiz federal Wilson Witzel (PSL) ocupava a quarta colocação com 7% das intenções de voto até a última quarta-feira, segundo o Ibope . No sábado, porém, pulou para o terceiro lugar, empatado com Indio da Costa (PSD-RJ), com 10%.

A boca de urna, porém, apontou o candidato na liderança com 39% dos votos, em direção a um segundo turno com Eduardo Paes (DEM-RJ), que teria 21% dos votos. Neste cenário, quem ficaria para trás seria Romário (PODE-RJ), apontado pelas pesquisas como provável segundo colocado com 20% no último sábado. Ao Globo, na manhã deste domingo, Witzel adiantou que a subida “não foi uma surpresa”.

Cláusula de desempenho reduzirá partidos e logo eliminará ‘puxadinhos’ do PT

A redução de partidos, provocada pela “cláusula de desempenho” (ou “de barreira”) forçará o retorno ao PT dos “puxadinhos” criados por ex-petistas desgarrados, por opção ou expulsão. As negociações já começaram, mas antigos petistas – hoje no Psol, Rede, PCdoB, PSTU, PV etc – exigem o PT mude de nome, para “virar página” e tentar deixar para trás os escândalos de corrupção dos governos petistas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os partidos que não atingirem a cláusula de desempenho ficarão sem tempo na TV e perdem o dinheiro fácil dos fundos Partidário e Eleitoral.

A avaliação dos dirigentes partidários de esquerda é que não dá para voltar sem dar ao PT uma nova aparência, mais moderna e mais limpa.

Grande preocupação de ex-petistas é a herança maldita de escândalos que inspiraram a Lava Jato e levaram à prisão seu principal líder: Lula.

A estimativa é que, após a eleição, hoje, haverá redução de 35 para 18 partidos, e em 2022 o fim das coligações diminuirá ainda mais, para 8

Dr. Pessoa vota e diz que sua foto não apareceu na urna: ‘Maquinazinha não é 100%’

Houve tumulto durante a votação do candidato do Solidariedade, Dr. Pessoa.

Ele afirma que mesmo tendo digitado seu número corretamente, sua foto não apareceu na urna. “Estou digitando meu número e confirmando, e não está saindo a minha imagem. Como é que eu voto pra mim e não sai a minha fotografia”, disse aos jornalistas.

Pessoa chegou até a se irritar quando questionado se havia feito o procedimento de votação correto.

“Não é possível! Eu vou digitar meu número errado? Da outra vez, pra prefeito, aconteceu a mesma coisa”, reclamou. Ele disse ainda que nem a foto de Frank Aguiar, candidato a senador, apareceu.

O candidato ainda questionou a segurança da urna eletrônica.

“Essa maquinazinha não é 100%”, disse à mesária que o tentou ajudar.

Após se reunir com a chefe da seção e seus advogados, Dr. Pessoa disse que irá buscar os seus direitos que questionar juridicamente o erro.

 

Luciano vota e diz que objetivo é levar a eleição para o 2º turno

Acompanhado dos filhos e esposa, o candidato ao governo do Estado pelo PSDB, Luciano Nunes, chegou à Unidade Escolar Darcy Araújo para confirmar voto por volta das 9h40. Na entrada o tucano foi recepcionado por eleitores e pelo candidato ao Senado Robert Rios (DEM).

Em breve pronunciamento à imprensa, Nunes falou sobre a expectativa para o resultado do pleito. “A expectativa é para um segundo turno. Estamos muito confiantes. O trabalho foi feito para isso. Temos recebido o apoio de todo o Piauí”, disse.

O tucano conseguiu entrar na seção para efetuar voto depois das 10h, depois de enfrentar pacientemente enorme fila. Já dentro da sala, mais espera. Uma eleitora não conseguia realizar a operação e teve de ser ajudada por mesários.

Na saída o candidato falou novamente com a imprensa e reiterou desejo por um segundo turno. “Estamos muito confiantes no resultado dessa eleição no primeiro turno para irmos para o segundo turno”, disse.

Na mesma zona do psdbista votou o ex-ministro João Henrique (MDB).

Wellington Dias é hostilizado durante votação na zona Leste: “ladrão e corrupto”

Ogovernador Wellington Dias chegou por volta das 9h para votar na Unidade Escolar Monsenhor Raimundo Nonato Melo, no bairro Morada do Sol, zona Leste de Teresina.

O candidato do PT à reeleição chegou acompanhado da filha Iasmin Dias e de aliados, como o senador Ciro Nogueira (PP) e o deputado federal Marcelo Castro (MDB), ambos são candidatos ao Senado.

Em entrevista à imprensa, Wellington ressaltou que segue confiante na vitória.

Foto:Lucas Sousa

“Se Deus e o povo me permitir um novo mandato, ele não será igual nem ao primeiro, nem ao segundo e nem ao terceiro, ser um novo governo, será um novo mandato, para um novo Piauí, com novos desafios e novas missões”, disse.

Projeto para o Piauí

Wellington Dias fez ainda uma autocrítica de seus governos anteriores e disse que “ninguém ou nenhum governo é perfeito”.

O petista afirmou ainda acreditar que Fernando Haddad, o candidato do PT à presidência da República, chegará ao segundo turno.

Foto:Lucas Sousa

“O que podemos dizer nesse momento é que quem tem um projeto para o Brasil é o Haddad, temos o pluripartidarismo mais radical do Brasil”, disse.

Hostilizado

O governador e seus aliados foram hostilizados ao chegar para votar na Escola Monsenhor Raimundo Nonato Melo.

Aos gritos de “ladrão e corrupto”, eleitores repudiaram a presença do petista.

Assista ao vídeo abaixo:

Turismo no litoral: Desafio para o próximo governador do Piauí

                                                                                        Nova estrada de Teresina a Barra Grande

Prevista para ser inaugurada em julho passado, a nova estrada que diminuirá em 80 km a distância entre Teresina e Barra Grande não foi finalizada, tampouco entregue à população, como foi divulgado na imprensa. Com uma extensão de 66 km, a nova estrada também vai interligar o litoral piauiense à Serra da Ibiapaba, contribuindo assim para o incrementar oturismo, o comércio, a agropecuária e a qualidade de vida da população.

Mas, como toda obra do atual governo, os prazos não foram cumpridos e, caso o governador Wellington Dias perca a reeleição, certamente será apenas mais uma dentre tantas obras inacabadas que ficarão de herança para o próximo governador do Piauí. Aliás, investimentos importantes no litoral piauiense sempre foram demorados, a exemplo da orla da Praia de Atalaia, iniciada ainda no segundo governo de Wellington Dia (2007/2010), só foi concluída pelo seu sucessor, Wilson Martins, alguns anos depois.

Aliás, fala-se que a nova estrada que deixará Teresina mais próxima da paradisíaca Praia da Barra Grande é mais uma tentativa do governador Wellington Dias isolar Parnaíba, vez que os teresinenses ao se dirigirem para o litoral em período de alta estação não serão obrigados a necessariamente passarem por dentro do município. Também ficariam isolados os barraqueiros da Praia de Atalaia, pequenos comerciantes que já sentem a queda de vendas nessas temporadas de férias, veraneio e carnaval, porque o grosso do turismo está sendo incentivado para a região de Cajueiro da Praia, graças à iniciativa privada, de empresários do setor, porque embora o governo do Estado prometa construção de grandes obras para aquela região, inclusive um aeroporto, isto ainda não aconteceu, embora já seja possível encontrar a presença do governo em obras de pequeno porte.

Sem dúvida, o próximo governador do Piauí terá como grande desafio os investimentos no setor de turismo, porque o atual governador Wellington Dias, ainda não viu que o turismo é um dos setores que mais cresce no Brasil, movimentando direta e indiretamente uma quantia incalculável, sendo considerado um meio lícito que mais movimenta dinheiro em qualquer país, ficando atrás somente do narcotráfico e da indústria bélica. A importância desta atividade para a economia mundial está associada ao motivo de que, com a chegada dos turistas, ocorrerá consequentemente o aumento do consumo, produção de bens e serviços, gerando assim a criação de novos empregos.

No Piauí, o atual governante dá demonstrações claras que pretende gerar empregos apenas com a distribuição de contracheques, através de lideranças políticas que ele tem cooptado, para manter de pé um projeto de poder. Uma secretaria de turismo que existe no Estado, investe apenas na construção de calçamentos e, nos últimos anos, o secretário Flávio Nogueira tenta convencer os parnaibanos que vai construir a orla da Praia da Pedra do Sal, com verba de emendas parlamentares, que estão sendo prometidas já há algum tempo mas que se sabe que não serão liberadas no valor prometido.

E por falar em Pedra do Sal, o alargamento da PI – 116, que é o acesso àquela praia, também não foi concluída, travando o desenvolvimento do comércio e do turismo na região, fato que se agravou com uma reforma da Ponte Simplício Dias, que era para ser concluída em 11 meses, e já se foi mais de um ando e as obras ainda estão se arrastando apenas de um lado da ponte. O turismo patina por aqui, enquanto os políticos surfam à cata de votos para se manterem com um mandato e, consequentemente, com o foro privilegiado para livrá-los de pagar pelos crimes que praticam contra o Estado.

Governo do Estado continua alimentando a lenda do Porto dos Tatus

                                                                                           A  maquete do Wellington Dias

Porta de entrada para o Delta do Parnaíba o Porto dos Tatus aguarda receber nova estrutura desde a época em que era secretário estadual de turismo o publicitário Sílvio Leite. Já em 2012 (ano eleitoral), quando da inauguração da 1ª etapa da orla da praia de Atalaia, em Luís Correia, o então vice-governador Moraes Souza Filho solicitou esforços concentrados do secretário de Turismo, Silvio Leite, e do secretário da Infraestrutura, Castro Neto, no sentido de viabilizar a urbanização do Porto dos Tatus, no município de Ilha Grande. Mas o assunto foi para a gaveta do esquecimento. À época falou-se que havia um projeto para tal, orçado em R$ 3.671.088,00 aprovados pelo Ministério do Turismo (MTur) e pelo Prodetur – Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo.

Em outubro de 2016 (também ano eleitoral), o governo Wellington Dias lançou a maquete eletrônica do Porto, anunciando que o novo Porto dos Tatus contaria com terminal de recepção para turistas, um mirante com plataforma de acessibilidade, banheiros públicos com acessibilidade, administração, píer com passarela de madeira para embarque e desembarque de turistas e um portal de entrada. Houve, inclusive, um ato solene no Palácio de Karnak, logo após a assinatura do termo de cessão de uso gratuito do terreno onde está localizado o Porto, firmado entre a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e o Governo do Estado.

                                                                                                                  A realidade 

A cessão da área para o estado do Piauí, pela SPU, foi a última etapa antes da abertura do processo licitatório e se fazia necessária por se tratar de uma área pertencente à União. O valor inicial da obra está orçado em R$ 2.070.608,71, com recursos provenientes do governo do Estado, por meio da Setrans-PI. Recurso, portanto, inferior ao do Prodetur.

Wellington Dias naquela ocasião da expectativa para o início das obras. “Esta obra é de fundamental importância para a região do Delta. Tivemos uma pequena demora na liberação do projeto, mas agora a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) e o Governo do Piauí, através da Setrans, acertaram os últimos detalhes para a cessão da área, sendo que hoje concretizamos essa parceria. Esperamos que, num prazo de aproximadamente 60 dias, tenhamos as condições necessárias para contratação de empresa, através de licitação, para a realização desta obra, que é tão importante para o turismo do nosso litoral”, destacou o governador.

Para o secretário dos Transportes de então, Guilhermano Pires, segundo divulgou a imprensa na época, o novo Porto dos Tatus iria fomentar o turismo e a economia local. “A partir de agora daremos início ao processo de licitação, que estava dependendo apenas da cessão da área, pela SPU. Após a contratação da empresa e execução das obras, contaremos com uma nova infraestrutura, muito mais eficiente, confortável e segura, visto que as atuais instalações são precárias e não atendem as necessidades da comunidade, nem a demanda turística no local”, destacou o gestor, enfatizando que o projeto está em perfeita consonância com as normas relacionadas ao meio ambiente.

O terreno onde está localizado o Porto dos Tatus tem uma área correspondente a 1.168,80 m², inserido dentro do perímetro constituído pela Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta do Parnaíba.

O projeto de revitalização do Porto dos Tatus visa o atendimento do fluxo turístico com maior qualidade, tendo em vista que o Delta do Parnaíba é conhecido não só no Brasil, como também no exterior. Sem sobra de dúvidas, a nova infraestrutura vai trazer uma vida nova para a principal porta de entrada do Delta e esperamos que em um curto espaço de tempo consigamos concretizar esse projeto, que deve alavancar o turismo nessa região.”, disse a superintendente da SPU no Piauí, Aline Castelo Branco.

Como se vê, pelo menos no atual governo, tudo o que foi dito ficará apenas em palavras, visto que, como o tal Porto, uma série de outras obras continuam inacabadas, travando o desenvolvimento do Turismo na região do Delta o Parnaíba, inclusive a Ponte Simplício Dias e o alargamento da estrada de acesso à Pedra do Sal, iniciada há 4 anos, mas que permanece inconclusa.