





A montagem reconta a última noite que passaram juntas, se amaldiçoando por tudo que fizeram, ou deixaram de fazer uma à outra. A peça já recebeu diversas montagens Brasil afora e sempre com uma boa recepção, pelo teor cáustico cômico.
O texto original tragicômico é do paraibano Saulo Queiroz. Ele, de uma geração de autores/as dramaturgos/as que compõem o nicho literário dramático nordestino, no cenário da Paraíba. A história foi escrita em 1997.
O autor criou uma trama, de irmãs antagônicas que devem favores uma à outra e que geram uma “guerra” intra-paredes, em acelerado processo de armar o destino que defina que vai sobreviver às delicadas doses de “veneno” que preparam para a sorte dos próprios futuros.
Margarida é analfabeta, viúva, pobre e desenvolve um fanatismo religioso. Rosa é deficiente física, professora universitária aposentada e apreciadora de música erudita. Seus ouvidos afinados ao clássico a faz sentir-se “melhor” que o mundo, da irmã de pouca cultura. Elas vivem, a contragosto, uma difícil relação de dependência mútua. E não alimentam bons sentimentos acerca da vida familiar e da existência.
Uma coisa em comum? O mesmo sangue e o mesmo ódio. Um ódio surgido na infância que atravessou a adolescência e encontrou maior vigor em plena meia idade. Ironicamente o destino lhes pregou uma peça, são obrigadas a viverem sob o mesmo teto. Essa vida que as reúne e impõe dependência mútua é também a que jamais podem propiciar uma trégua, de verdade, dentro das tramas de fingimento e de falsas atenções familiares.
Uma, financeira e profissionalmente, bem sucedida, mas paralítica amarga. Outra, “sozinha” no mundo, mas jamais ambicionou um espaço maior que a própria cozinha. E, numa situação de quase abandono, se sujeita ao conforto e bondade da irmã paraplégica. Dividem um velho casarão e, dessa forma, terminam seus dias fazendo às vezes, ou quase sempre, uma companhia infernal uma à outra.
Atuam no espetáculo tragicômico, os atores Carlos Anchieta e Franklin Pires. Juntos pela primeira, Anchieta e Pires, têm experimentado o doce sabor da vitória na cena e dos “desvios” encontrados à construção da personagem que trazem, à cena, com gosto de crimes delicados.
A produção executiva do espetáculo é de Carlos Anchieta & Bid Lima; cenografia de Bid Lima e Manu Andrade; figurinos de Bid Lima; caracterização e maquiagem de Danilo França; sonoplastia de Márcio Brytho e luz de Pablo Erickson.
A peça conta com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Cultura.
“O espetáculo vem com um texto muito rico, que passeia pelo drama, mas vem com umas pitadas de comédia. Esperamos que o público goste”, diz o ator Carlos Anchieta.
Serviço:
“As MalDitas”
ESPAÇO BALAIO
15/07 – SÁBADO
ENTRADA FRANCA
ÁS 20:00 HORAS
CENSURA – 14 ANOS
INFORMAÇÕES: 86.9406 8310
Com a presença de grande público a Concha Acústica “Ary Uchôa”, no Bairro Nova Parnaíba, que estava abandonada há vários anos e foi revitalizada pelo Governo Mão Santa, recebeu na noite de ontem (09) atrações da programação do Delta Férias, promovido pela Prefeitura de Parnaíba, através da Superintendência de Turismo. O público presente pôde conferir apresentações de música eletrônica, reggae e forró, ao som de DJ Barreto, a banda Cabesativa e Forró Chefe é Chefe.







Tem um adágio popular que diz: “em terra de cego quem tem um olho é Rei”. Claro, quem faz oposição séria no Piauí? O governador segue livre, solto e fagueiro rumo à sua terceira reeleição e quarto mandato. A grande verdade é que o Piauí não tem lideranças de peso na oposição. E o mais grave, os poucos que têm, são neófitos, não têm propostas de desenvolvimento e muito menos de geração de emprego.
Uma leitura cabível para a eleição de 2018: não existe candidato imbatível nem adversário fraco. O conselho tanto serve para a oposição, que se anima em buscar um nome que possa representá-la, quanto para o governo, cujo nome para a disputa, Wellington Dias (PT) tem até metade das intenções de voto em diversas sondagens feitas até aqui. Ocorre é que metade não é maioria, senão uma vantagem ampla que o tempo é capaz de erodir. Neste sentido, cabe lembrar ao governador e seus aliados que há pelo menos um terço dos eleitores que não votam no governo pelo simples fato de ele ser governo. Então, a oposição tem um espaço bastante confortável também para suas manobras no rumo de virar o governo e converte-se em governo. Neste cenário em que o governo tem metade ou pouco menos que isso das intenções de voto há um ano e três meses das eleições, há que se considerar que pelo menos um quarto dos eleitores não está nem com o governo nem com a oposição. São esses eleitores que mais contam e possivelmente os que mais observam os erros e acertos do governo e dos seus opositores. Assim sendo, uma boa medida para se olhar os cenários de 2018 é estar atento ao que pensam eleitores mais independentes – que estão em toda parte e costumam ser bastante certeiros em apontar tendências e rumos. Quem estiver desatento corre o risco só se dar conta do que aconteceu quando voltar do coma em que caiu atropelado pelos fatos.
Nem vem
O ex-senador João Vicente Claudino (sem partido) já avisou que não quer conversa com Wellington Dias. Vai ficar na oposição ao governador e possivelmente se apresentará aos eleitores para pedir que eles tirem o emprego do ex-aliado.
Oposição
JVC está sendo cortejado pelo PTB para um retorno à agremiação. Neste caso, antes de desempregar Wellington Dias, o ex-senador vai tirar a boquinha de dois deputados do partido: Janaína Marques, que está na Secretaria de Infraestrutura, e Nerinho, secretário do Desenvolvimento Econômico.(Portalaz)