Por:ZózimoTavares
O pré-candidato a governador pelo PMDB, deputado federal Marcelo Castro, tenta fazer um acordo de cavalheiro com o seu principal concorrente, o senador Wellington Dias (PT). Tudo para que a presidente Dilma Rousseff não venha ao Piauí durante a campanha eleitoral. E, se vier, que suba aos palanques dos dois candidatos.
Essa conduta já foi acertada em nível nacional entre o PMDB e o PT, para evitar o desequilíbrio na disputa política entre aliados da presidente nos Estados. Porém, o deputado peemedebista quer colocar o preto no branco, como se diz popularmente. Assim, argumenta que é eleitor de Dilma tanto quanto seu adversário.
As pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora apontam o favoritismo da presidente na busca pela reeleição. Uma leitura mais acurada dos números revela, no entanto, que a situação dela não é tão tranquila quanto aparenta. Por que, então, o candidato do PMDB luta para que ela ou suba em seu palanque ou não suba no palanque de Wellington?
A posição de Marcelo Castro indica, claramente, que ele está inseguro na campanha. Se já tem o apoio do Governo do Estado e está montando um super esquema político e partidário para as eleições deste ano, por que faz tanta questão de marcar a presença de Dilma na campanha do Piauí? Só porque ela é aliada do PMDB?
Ora, se estivesse seguro, o candidato do PMDB aceitaria tranquilamente que Dilma viesse participar da campanha de Wellington Dias. O senador é o legítimo detentor do passe da presidente, pois é filiado ao seu partido. O peemedebista que buscasse o vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado de seu partido, para ilustrar o seu palanque.
Marcelo Castro e Wellington Dias não precisariam correr para debaixo da sombra do prestígio popular da presidente se tivessem propostas consistentes e convincentes para apresentar ao eleitor do Piauí. A postura deles em fazer campanha usando o nome de Dilma só atesta que suas campanhas são vazias de ideias e de propostas.
