




O Festival Gastronômico Maria Isabel, um dos principais eventos gastronômicos do Piauí, teve sua abertura realizada nesta quarta-feira (20), no Teresina Shopping, marcando o início da 9ª edição do festival, que segue até o dia 23 de agosto. Com o tema “Sabores que contam Histórias – Encantos do Piauí”, o evento reúne 13 estabelecimentos e promove uma programação voltada à valorização da gastronomia, da cultura e do empreendedorismo piauiense.

Mafuá
A cena de Rafael Fonteles com a esposa Isabel no Mercado do Mafuá é forçar a barra, coisa de marqueteiro que quer dar verniz de popularidade a um governador do PT que veste figurino dos tempos áureos do tucanato.
Pelo que se sabe, ao longo dos últimos três anos e oito meses, nunca nem o governador nem sua esposa bateram um caldo e um bolo frito no Mafuá.
Cuida, Rafa!
Wellington Dias tem avisado aos mais próximos que seu empenho nessa campanha diz respeito a “seu menino”, eleger o Vinicius. Rafael é o resto que cai do galho.
Porque ele sabe que, eleito, Rafa vai preparar o vice para ser o próximo governador.
Pega-marrecas
Marcelo Castro faz contas e diz que mandou R$ 5 bilhões em recursos para o Piauí ao longo de sete e poucos anos de mandato.
Mas não apresenta os números, sinalizando que a prestação de contas de Ciro Nogueira, com um monte de planilhas indicativas da aplicação da grana, o pegou de calça curta.
O asfalto
Diz Marcelo Castro que, por sua ação, Teresina ganhou a maior obra de asfaltamento de sua história.
Contudo, quem anda pela cidade não vê esse asfalto todo. Exemplo disso é que o asfaltamento anunciado pelo governo do Piauí com dinheiro de emendas do senador sanraimundense ficou limitado à Dom Severino, Alameda Parnaíba e umas ruas transversais à segunda via na Vila Operária.
Nesta sexta-feira (28), o deputado estadual Dr. Hélio (MDB) realizará o lançamento oficial da candidatura à reeleição no município de Canto do Buriti. Ao comentar os trabalhos realizados ao longo do mandato na cidade onde nasceu, o emedebista alfinetou políticos que, segundo ele, visitam o município, mas apresentam poucos resultados.
Foto: Heitor Carvalho/Conecta Piauí
“Canto do Buriti é a cidade em que nasci, 36 anos morando em Parnaíba, no litoral, mas onde temos assim raízes muito fortes, inclusive minha mãe, de 97 anos, ainda em Canto do Buriti, meus familiares e muitos amigos. E também muitos serviços prestados, o que nos faz diferente de tantos que andam lá, fazem muita farofa, mas pouco trabalho. E os amigos estão nos cobrando, vamos fazer lá também o lançamento na próxima sexta-feira, às 19 horas”, destacou.
Candidato ao quarto mandato na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), Dr. Hélio afirmou que pretende sair do evento fortalecido para intensificar a campanha pelo estado.(Conecta Piaui)
Segundo a denúncia apresentada pela candidata Gracinha Mão Santa, dia 23 de agosto o perfil de Instagram @tinapaporeto veiculou publicação utilizando-se de persona feminina gerada por inteligência artificial nominada “Tina PHB”, sem qualquer aviso explícito de rotulagem ou identificação de conteúdo sintético.
Ainda conforme a denúncia, a postagem promoveu severo ataque pessoal e desqualificação da honra e imagem da candidata, ao expor capturas estáticas de tela (print screen) de supostas conversas mantidas no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, atribuindo-lhe à Gracinha Mão Santa, autoria dos diálogos sem nenhuma confirmação idônea de higidez técnica, veracidade ou autenticidade das mensagens eletrônicas.
“A publicação culmina com a inserção de frases abertamente depreciativas e lesivas à sua honra e reputação familiar, destacando a utilização da assertiva de que “caráter não se herda de pai”. Alega que a difusão de conteúdo fabricado e desprovido de verificação fática ultrapassa a legítima crítica política e configura propaganda eleitoral negativa ilícita, caracterizando, ademais, violência política de gênero pela dissimulação de autoria masculina sob avatar feminino fictício para atacar sistematicamente candidata mulher”, diz trecho da denúncia.
Ao apreciar o pedido, a Justiça Eleitoral concedeu a liminar, entendendo que “o perigo de dano, por sua vez, manifesta-se inconteste a partir da ampla capilaridade e velocidade de disseminação de postagens nas redes sociais da internet, em especial a plataforma Instagram”.
A decisão, assinada pela desembargadora Lucicleide Pereira Belo, também impõe multa diária de R$ 5.000,00, até o limite de R$ 30.000,00. (Daniel Silva/Gp1)
Os meninos não param de agir. O empresário Bruno Santos Leal Campos, apontado nas investigações da Polícia Federal como ligado ao círculo de influência do governador, teria se preparado para mais um negócio envolvendo recursos públicos, segundo mensagens anexadas à investigação da Operação OMNI. De acordo com material revelado pela reportagem de Ribas Durã, da TV Blocão, o empresário teria orientado a criação de uma empresa do setor hospitalar em nome da própria mãe, com capital social de R$ 500 mil, mirando negócios com o Governo do Piauí.

Segundo dados do Portal da Transparência, a Maximus Hospitalar acumulou mais de R$ 10,1 milhões em empenhos do Governo do Piauí entre 2023 e 2026. A investigação da PF apura suspeitas de direcionamento de licitações, superfaturamento e lavagem de dinheiro em contratos da área da saúde. Se as mensagens forem confirmadas, o caso levanta uma questão: quantas empresas e contratos ainda podem aparecer no decorrer das investigações? Por enquanto, as suspeitas seguem sob apuração e não representam condenação dos envolvidos. (Silas Freire)

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luchsinger buscou a intervenção de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula (PT), para tentar viabilizar negócios de interesse do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, junto ao Ministério da Saúde.
Mensagens encontradas no celular de Roberta mostram movimentações para acelerar negociações envolvendo a contratação de material derivado de canabidiol e de kits para combate à dengue. Nenhum dos dois contratos foi firmado.
Segundo a PF, as conversas indicam que Roberta tentava viabilizar os negócios antes da mudança de Lulinha para a Espanha, em 2025. Em 23 de janeiro daquele ano, ela relatou ao empresário Gustavo Gaspar que Antunes pressionava pela conclusão dos negócios, mas não fazia o mesmo diretamente com Fábio Luís. Na sequência, afirmou que havia tratado do assunto com Lulinha e que seria necessário que ele “se mexesse”.
A Polícia Federal interpretou o diálogo como indicação de que as demandas de Antunes dependeriam da intervenção de Fábio Luís. Gaspar, empresário e ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também participava das negociações.
Em 27 de janeiro de 2025, Roberta afirmou que buscava “capitalizar” Antunes e pressionava Swedenberger do Nascimento Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, conhecido como Berger, para acelerar a compra dos kits contra a dengue.
Em uma das mensagens, escreveu: “Correr para o Berger comprar isso logo”.
Para a Polícia Federal, a lobista também indicou que havia urgência porque “Fábio vai embora”, em referência à mudança de Lulinha para o exterior.
Os documentos registram conversas entre Roberta e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Segundo a investigação, ela tratava dos negócios com o governo desde março de 2024. Naquele mês, Roberta afirmou a Marcola que havia feito Gaspar investir na empresa de canabidiol e pediu que ele pressionasse Berger.
Em maio, escreveu: “Temos q colocar Fábio em cima do berge rsrs”. E Marcola respondeu “blz”.
Em novembro de 2024, Roberta disse a Marcola que Fábio Luís, então em Portugal, havia pedido que ele pressionasse Berger sobre os negócios. As conversas mencionam um churrasco para o qual Roberta pediu que Marcola levasse o então secretário-executivo.
Antônio Camilo Antunes tornou-se posteriormente um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades em benefícios de aposentados e pensionistas. Ele está preso desde setembro de 2025. Gaspar atualmente cumpre prisão domiciliar.
A defesa de Marco Aurélio Ribeiro afirma que ele jamais intermediou negociações ou encaminhou documentos relacionados a compras ou licitações no Ministério da Saúde, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou em outros órgãos. Segundo a defesa, a ausência de acesso à íntegra dos autos e os vazamentos de trechos da investigação estariam sendo usados para distorcer os fatos e interferir no processo eleitoral.(Diário do Poder)
A relação de Rafael Fonteles com uma lobista hoje investigada no escândalo do INSS ganhou um registro que não pode ser ignorado. Em 2022, Roberta Luchsinger apareceu em clima de intimidade ao lado de Rafael Fonteles e Wellington Dias e fez campanha aberta para eleger o atual governador do Piauí.

A fotografia foi publicada pela própria Roberta e voltou a circular justamente agora, depois que seu nome passou a aparecer nas investigações que atingem o esquema bilionário de fraudes contra aposentados do INSS e as relações dela com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A Polícia Federal investiga, inclusive, mensagens nas quais Roberta teria pedido a intervenção de Lulinha para tentar viabilizar negócios de interesse do empresário conhecido como “Careca do INSS”.
Na época da eleição, Roberta não era uma figura do Piauí. Mesmo assim, pediu votos para Rafael e, após a vitória, recebeu agradecimento do próprio perfil do governador. O Poder360 destaca justamente a exposição pública dessa proximidade.
A história não terminou na campanha. Já em 2023, quando Wellington Dias havia deixado o governo do Piauí para assumir o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Roberta esteve no ministério. Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que ela esteve 17 vezes na pasta entre 2023 e 2024, segundo levantamento publicado pelo Portal AZ.
Não há, até o momento, acusação contra Rafael Fonteles por participação no esquema do INSS. Mas a fotografia de 2022 expõe uma proximidade política que hoje ganha outro peso: o governador pediu e recebeu apoio de uma lobista que posteriormente passou a ser investigada em um dos maiores escândalos de corrupção envolvendo dinheiro de aposentados no país.
A pergunta é inevitável: o que aproximou Roberta Luchsinger da cúpula política do Piauí antes de ela aparecer no centro das investigações que agora alcançam também o círculo de Lulinha?(Portal Encarando)
O candidato ao governo do Piauí pelo Democracia Cristã, o professor Jurity, defendeu nesta quarta-feira (26), em entrevista, um plano de recuperação econômica do estado baseado na parceria direta com os municípios, modelo que classificou como “governador-prefeito”. Ele também criticou a gestão do governador Rafael Fonteles, citando o uso de empréstimos para financiar investimentos.

Candidato ao governo pelo DC, Professor Jurity defende parceria com municípios.
“Seremos da mesma escola de Alberto Silva, que foi o maior governador-prefeito da história do Piauí. Então nós seremos governador-prefeito para Teresina e para as grande cidades do Piauí, que precisa do apoio, da parceria com o governo do estado.”
Ao avaliar o cenário econômico, Jurity questionou a eficiência da atual administração estadual e defendeu que o valor captado em empréstimos recentes poderia ter sido direcionado a obras estruturantes, como a interligação ferroviária do Piauí.
“Nós temos aí R$ 22 bilhões de empréstimo que daria pra gente fazer uma ferrovia do Porto, que ainda não funciona, mas um dia ele vai funcionar, até Bom Jesus. Nós temos a proposta de recuperar toda a economia do estado e transformá-lo.”
O candidato afirmou ainda que pretende descentralizar o crescimento econômico, integrando o território piauiense a partir de investimentos que começariam pela capital. “O nosso objetivo inicial é Teresina e daqui nós vamos fazer essa grandeza do Piauí de norte a sul do estado.”(O Dia)
Ciro Nogueira e Raimundo Neto concentram 47,7% dos bens declarados pelos 14 candidatos incluídos no levantamento; juntos, têm quase três vezes o patrimônio do núcleo Castro, segundo colocado
O senador Ciro Nogueira e o irmão, Raimundo Neto, aparecem isolados na liderança do ranking patrimonial das famílias políticas do Piauí com candidaturas registradas nas eleições de 2026. Os dois declararam à Justiça Eleitoral bens avaliados em R$ 53.816.988,21.

Candidato à reeleição para o Senado, Ciro informou patrimônio de R$ 34.610.258,62. Raimundo Neto, escolhido como primeiro suplente na chapa do irmão, declarou R$ 19.206.729,59.
O total dos irmãos é R$ 34.879.215,59 superior ao do núcleo Castro, que ocupa a segunda posição no recorte atual, com R$ 18.937.772,62. Na prática, Ciro e Raimundo Neto reúnem um patrimônio 2,84 vezes maior que o dos dois candidatos Castro já contabilizados.
A distância é semelhante em relação à família Junqueira, terceira colocada, com R$ 18.280.134,26. Nesse caso, a soma dos Nogueira é 2,94 vezes maior.
Cada irmão supera isoladamente os demais grupos
O contraste fica ainda mais evidente quando os valores são analisados individualmente. Com R$ 34,6 milhões, Ciro Nogueira sozinho possui patrimônio declarado superior ao total de qualquer outro núcleo familiar incluído no levantamento.
Raimundo Neto também supera, individualmente, todos os demais grupos considerados até agora. Seus R$ 19,2 milhões ficam R$ 268.956,97 acima da soma de Marcelo Castro e Castro Neto, atualmente em segundo lugar.
O resultado é especialmente significativo porque Raimundo Neto concorre como primeiro suplente, enquanto o patrimônio dos demais grupos reúne, em vários casos, candidatos a diferentes cargos.
| Grupo político ou familiar | Bens declarados | Distância para os Nogueira |
| Irmãos Nogueira | R$ 53.816.988,21 | – |
| Núcleo Castro | R$ 18.937.772,62 | R$ 34.879.215,59 |
| Família Junqueira | R$ 18.280.134,26 | R$ 35.536.853,95 |
| Flávios | R$ 7.945.978,21 | R$ 45.871.010,00 |
| Família Lima | R$ 7.113.461,40 | R$ 46.703.526,81 |
| Família Sampaio | R$ 6.824.567,83 | R$ 46.992.420,38 |
Quase metade de todo o patrimônio analisado
Os 14 nomes considerados no levantamento declararam, juntos, R$ 112.918.902,53. Desse montante, 47,7% pertencem apenas a Ciro Nogueira e Raimundo Neto.
Os outros 12 candidatos, somados, possuem R$ 59.101.914,32. Isso significa que todos os demais nomes reunidos superam os dois irmãos em apenas R$ 5.284.926,11.
No núcleo Castro, Marcelo Castro declarou R$ 16.046.199,10, enquanto Castro Neto informou R$ 2.891.573,52.
Na família Junqueira, Tiago Junqueira concentra todo o valor do grupo, com R$ 18.280.134,26. Primeira suplente na chapa, Jhamya Junqueira declarou não possuir bens.
Em seguida aparecem Flávio Nogueira Júnior e Flávio Nogueira, que somam R$ 7.945.978,21. A família Lima, formada por Júlio César, Georgiano e Júlio César Filho, reúne R$ 7.113.461,40. Já o grupo composto por Themístocles Filho e os filhos Marcos Aurélio e Felipe Sampaio soma R$ 6.824.567,83.
Comparado a esses três últimos grupos, o patrimônio dos irmãos Nogueira é entre 6,8 e 7,9 vezes maior.
As informações patrimoniais são fornecidas pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e podem ser consultadas no DivulgaCandContas, sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral. Os valores declarados não correspondem necessariamente ao preço atual de mercado dos bens, e a comparação patrimonial, isoladamente, não representa indício de irregularidade.(Sebastian Eugênio)
Teresina vive um momento que pode ser percebido a olho nu: lojas fechando as portas, estabelecimentos reduzindo operações e trabalhadores perdendo seus empregos. O comércio da capital, especialmente o pequeno e médio varejo, sente os efeitos de uma economia cada vez mais pressionada pelos custos. Exemplos não faltam. Algumas unidades da Drogarias Globo foram fechadas, deixando dezenas de trabalhadores sem emprego. O grupo Pintos, tradicional no comércio piauiense, também encerrou atividades em algumas unidades. No Centro de Teresina, a Marisa fechou sua loja, contribuindo para o esvaziamento comercial da região e deixando trabalhadores desempregados.

E não são apenas as grandes marcas. No comércio de bairros, pequenas lojas, muitas delas pouco conhecidas do grande público, também vêm baixando as portas. São empreendedores que não conseguem mais sustentar aluguel, folha de pagamento, fornecedores e uma pesada carga tributária. O ICMS é apontado pelos empresários como um dos principais fatores de pressão. O Piauí trabalha com uma alíquota modal próxima de 22%, uma das mais altas do país, ficando atrás apenas do Maranhão. Para o pequeno empreendedor, a conta é simples: quanto maior o imposto, menor a margem para investir, contratar e sobreviver.
O resultado é uma contradição preocupante. Enquanto o discurso oficial fala em desenvolvimento, incentivo ao empreendedorismo e geração de empregos, o que se vê nas ruas de Teresina é comércio fechando, trabalhadores sendo dispensados e pequenos negócios desaparecendo. O Piauí corre o risco de transformar uma das maiores cargas de ICMS do Brasil em uma marca do seu modelo econômico. Porque imposto alto pode aumentar a arrecadação do governo, mas, quando sufoca quem produz, vende e emprega, também pode fechar portas literalmente. (Silas Freire)
O empresário Valdeci Cavalcante, presidente da Fecomércio-PI, voltou a fazer críticas ao modelo de desenvolvimento adotado no Piauí. Segundo ele, o Estado continua apresentando uma situação preocupante: o número de pessoas beneficiárias do Bolsa Família seria quase o dobro do contingente de trabalhadores com carteira assinada. Para Valdeci, esse cenário não pode ser apresentado como sinônimo de desenvolvimento. Afinal, desenvolvimento sustentável pressupõe geração de emprego, renda, autonomia e oportunidades para que as pessoas possam viver do próprio trabalho.

A crítica é dura, mas merece reflexão. Se um Estado precisa manter um contingente de beneficiários de programas sociais muito superior ao de trabalhadores formalizados, há algo estrutural que precisa ser discutido. Benefício social é fundamental para quem precisa, mas não pode substituir permanentemente emprego e renda. O discurso oficial de desenvolvimento, portanto, precisa ser confrontado com a realidade econômica e social.
Um Piauí em que a dependência de benefícios sociais supera amplamente a quantidade de empregos formais corre o risco de transformar assistência em dependência. Como resumiu Valdeci, isso não seria desenvolvimento. E a imagem é ainda mais forte: um Estado que não consegue libertar sua população da dependência permanente de benefícios corre o risco de manter seus cidadãos economicamente escravizado. (Silas Freire)
Por: Livia Pesoa
Faltando 40 dias para as Eleições 2026, as agendas dos principais nomes da disputa presidencial mostram ausência de paradas no Piauí. Até o momento, nem a assessoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem a de Flávio Bolsonaro (PL) confirmaram compromissos de campanha no estado. O que chama atenção é que lideranças locais de ambos os lados, admitem, nos bastidores, não saber se ou quando os presidenciáveis pisarão em solo piauiense.

A ausência é um cálculo político que passa pelo tamanho do eleitorado e de cada voto. Para Lula, o Piauí é solo fértil e histórico. Em 2022, o petista alcançou 74,25% dos votos válidos no primeiro turno, contra 19,9% de Jair Bolsonaro. Sob o palanque do governador Rafael Fonteles, a vinda de Lula cumpre menos o papel de “converter” e mais o de reenergizar a militância tradicional, além de abrir diálogo com um eleitorado jovem que não vivenciou o Lula 1 e 2 (2002-2010) e demonstra menor crença ao discurso do governo atual.
Já para Flávio Bolsonaro, o cenário exige fôlego. Sem o apoio explícito de Joel Rodrigues, que segue a mesma neutralidade do Progressistas nacional, o candidato bolsonarista teria em unanimidade apenas o palanque do PL Piauí. No entanto, Teresina possui setores médios que convergem com pautas conservadoras sociais e liberais econômicas, e a ausência do candidato na campanha pode evitar a construção de pontes no Nordeste e o fortalecimento do espólio político da direita para o futuro.
O eleitorado piauiense pode não ser o maior do país em volume absoluto, mas a presença física dos candidatos sinaliza prestígio e prioridade. No jogo eleitoral, espaço vazio é preenchido pelo esquecimento. Afinal, time que não entra em campo não tem torcida.

Começa nesta sexta-feira (28), o horário eleitoral gratuito para o primeiro turno das eleições de 2026. Trata-se do tempo destinado a candidatos e candidatas para divulgar ideias e propostas de campanhas nas redes abertas de TV e de rádio.
A veiculação vai até o dia 1º de outubro, quatro dias antes do 1° turno, de segunda a sábado, em dois blocos de televisão e de rádio, somando 25 minutos diários.
Confira a grade completa por cargo:
Fora desses blocos, ainda há as inserções de 30 e 60 segundos, espalhadas pela programação entre 5h e meia-noite, somando 70 minutos diários por emissora.
O tempo de cada candidato dentro do bloco para os postulantes à presidência não é igual entre si. A legislação eleitoral determina que 90% do horário eleitoral disponível seja dividido de forma proporcional ao número de deputados federais eleitos em 2022 pelos partidos e pelas federações que compõem cada candidatura.
Os 10% restantes são repartidos igualmente entre as legendas que cumprem a cláusula de desempenho, regra que exige um mínimo de votos ou de deputados eleitos para acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita. Na prática, isso reduz o espaço na Televisão e no rádio a poucos nomes.
Pela projeção mais recente, baseada nas coligações fechadas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ter o maior tempo, cerca de 5 minutos e 32 segundos por bloco.
Ele fica à frente de Flávio Bolsonaro (PL), com aproximadamente 4 minutos e 18 segundos. E de Ronaldo Caiado (PSD), com cerca de 2 minutos e 2 segundos. Augusto Cury (Avante) também deve ter espaço garantido nos blocos, com pouco mais de 30 segundos para apresentar as suas propostas.
Candidatos como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), no entanto, ficam de fora, por não atingirem os requisitos da cláusula de desempenho, embora possam seguir na disputa por outros meios de campanha.
Se a eleição for para o segundo turno, a regra muda por completo: os dois candidatos remanescentes passam a ter exatamente o mesmo tempo de propaganda, independentemente do tamanho das coligações que os apoiam.

Momento em que Lula fugia das perguntas sobre o escândalo envolvendo Lulinha e assessores próprios.
A dificuldade de Lula (PT) em enfrentar o escândalo de corrupção e tráfico de influência no núcleo mais íntimo de seu governo ficou escancarada nesta terça (25), durante sua visita ao QG do Exército. No evento, ele mesmo se ofereceu aos jornalistas, mas, indagado sobre revelações devastadoras envolvendo principalmente seu próprio filho Lulinha em negócios milionários no seu governo, simplesmente caiu fora. Constrangedor. Pensava estar em “ambiente controlado”, só que não.
Lula condiciona presença em eventos e entrevistas, como definem seus assessores, a “ambientes controlados”, sem riscos de “surpresas”.
Nos bastidores, a falta de respostas convincentes sobre o escândalo é vista como a principal razão para Lula fugir do debate da Band, domingo.
Quando Lula foge de perguntas sobre o próprio filho e seus amigos de décadas, o discurso de “não haverá privilégio” soa mais uma lorota.
Lula já tentou a tática do “não sabia”, mandou Lulinha “provar inocência”, mas não consegue dizer, olho no olho, que nada tem com o esquema.(Cláudio Humberto)

Fica vermelha, cara sem-vergonha!
Olha aí o senador Marcelo Castro e o deputado federal Flávio Nogueira, flagrados enviando quase R$ 1 milhão de emendas para um fantasma, de endereço também fantasma.
O caso está no TCE, que pode não fazer nada.
Foto: Reprodução![]()

O candidato a governador Joel Rodrigues, presidente do Progressistas no Piauí, participou, na manhã desta terça-feira (25/08), de uma caminhada na região do bairro Vale Quem Tem, em Teresina, e conversou com comerciantes e moradores sobre algumas de suas propostas. Joel ouviu demandas e reivindicações e apresentou propostas para áreas que ele considera como prioritárias em seu plano de governo, como por exemplo a situação de carga tributária e impactos do ICMS sobre quem empreende e movimenta a economia local.
Ao dialogar com comerciantes, o candidato ouviu deles muitas queixas sobre as dificuldades enfrentadas para manter suas empresas funcionando, principalmente a alta carga de impostos. Joel defendeu uma redução do ICMS como forma de estimular a atividade econômica, gerar empregos e melhorar o ambiente de negócios.
“O homem público precisa estar próximo das pessoas, porque gestão pública se faz escutando. Aqui nesta região, mais uma vez, ouvimos dos comerciantes a preocupação com um ICMS que pesa e afronta quem tem uma empresa, quem mantém um comércio e quem quer produzir no nosso Estado e nós temos repetido que é preciso combater esse problema, reduzindo o ICMS no Piauí. O nosso Estado tem uma das maiores cargas de ICMS do Brasil, e isso precisa mudar. Queremos um Estado que incentive quem produz, quem investe e quem gera oportunidades”, comentou.
Outra proposta apresentada pelo candidato é a isenção completa do ICMS sobre quem faz o uso da energia solar. Para Joel, a medida pode contribuir para reduzir custos e estimular ainda mais a geração de energia limpa no Estado. “Também vamos isentar completamente o ICMS da energia solar. É uma medida que pode ajudar quem investe, reduzir custos e estimular um setor que tem grande potencial de crescimento no Piauí”. (Guilherme Freire)

O turista que cuspiu no rosto da garçonete Maria Luiza Barbosa, de 22 anos em um restaurante de Barra Grande, no litoral do Piauí, é oficial de Justiça do Pará e se chama Washington da Silva, ele foi indiciado pelos crimes de injúria, injúria real e ameaça. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil do Piauí no dia 19 de agosto.
A informação foi confirmada pelo delegado João Filipe Leite, responsável pela investigação. De acordo com a Polícia Civil, além da garçonete que aparece nas imagens, uma segunda mulher que também trabalhava no estabelecimento foi identificada como vítima durante as investigações.
Washington da Silva atua como oficial de Justiça no estado do Pará. O caso ganhou repercussão depois que imagens das câmeras de segurança do restaurante registraram o momento da agressão contra a funcionária. Segunda vítima também foi identificada
Segundo a investigação, a garçonete que aparece nas imagens não foi a única vítima do episódio. Uma segunda mulher que trabalhava no restaurante também teria sido alvo de ofensas por parte do investigado.
A Polícia Civil incluiu essa segunda vítima no inquérito e atribuiu ao homem mais um crime de injúria. Com a conclusão da investigação, o caso será encaminhado ao Ministério Público e à Justiça, que deverão analisar o inquérito e decidir sobre os próximos procedimentos.
Polícia pede medidas cautelares
Durante a investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Entre os pedidos estão a proibição de contato com as vítimas e testemunhas por qualquer meio e o estabelecimento de uma distância mínima em relação às vítimas. A polícia também pediu que Washington da Silva seja proibido de frequentar o vilarejo de Barra Grande.
A medida foi solicitada porque as vítimas trabalham na região e, segundo a investigação, a presença do investigado no vilarejo poderia dificultar o cumprimento das medidas de afastamento. A Justiça ainda deverá analisar os pedidos apresentados pela Polícia Civil.
Relembre o caso
O caso aconteceu no dia 09 agosto, quando o turista Washington da Silva, oficial de Justiça do Pará, foi flagrado cuspindo no rosto da garçonete Maria Luiza Barbosa, de 22 anos, enquanto ela trabalhava em um restaurante de Barra Grande, no litoral do Piauí.
Segundo Maria Luiza, o episódio começou após um desentendimento envolvendo uma garrafa de cerveja. O turista havia comprado a bebida e deixado o restaurante levando o casco, justamente quando o estabelecimento encerrava as atividades.
A garçonete foi até um estabelecimento localizado ao lado para tentar esclarecer a situação. Segundo o relato dela, Washington afirmou que havia conversado com um funcionário e recebido autorização para levar a garrafa. Os trabalhadores, porém, negaram a informação e explicaram que apenas o proprietário poderia autorizar a retirada do recipiente.
Ainda conforme Maria Luiza, Washington retornou ao restaurante e passou a discutir com os funcionários, utilizando palavrões e fazendo xingamentos. Durante a confusão, os trabalhadores teriam percebido que ele estava armado. Diante da situação, a equipe decidiu não confrontá-lo.
No dia seguinte, Washington teria retornado ao estabelecimento e procurado diretamente por Maria Luiza. A jovem relatou que foi ameaçada durante a discussão e que, em seguida, o homem cuspiu em seu rosto antes de deixar o local.
O momento foi registrado pelas câmeras de segurança do restaurante e as imagens ajudaram a documentar a ocorrência.
Após o episódio, Maria Luiza acionou a polícia e buscou registrar a denúncia. O caso foi investigado pela Polícia Civil do Piauí e, posteriormente, Washington da Silva foi indiciado pelos crimes de injúria, injúria real e ameaça.(piauihoje)