
Doadores da campanha de reeleição de Rafael Fonteles


O evento terá a participação de centenas de lideranças da regiãoFlávio Nogueira
Os deputados federal Flávio Nogueira (PT) e estadual Severo Eulálio estarão em Parnaíba no próximo sábado (12), onde participará de uma reunião na residência do ex-governador do Piauí, Antonio José de Moraes Souza Filho, o Zé Filho, localizada no bairro Nova Parnaíba, nesta cidade.

Severo Eulálio
A grande reunião denominada “Amigos do Zé”, deve contar com a presença de lideranças políticas, profissionais liberais, vereadores, suplentes e demais membros das camadas sociais do município. A reunião está prevista para ocorrer às 19hs do sábado (12), do mês em evidência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, na noite desta quarta-feira (9), apoio às candidaturas de Júlio César (PSD) e Marcelo Castro (MDB) ao Senado pelo Piauí. A manifestação ocorreu durante ato político que reuniu cerca de 50 mil pessoas na Arena Carhoo, em Teresina.
Em discurso, Lula afirmou que não possui outros candidatos ao Senado no estado e pediu diretamente votos para os dois nomes que integram a chapa governista.
“Eu vim aqui para pedir voto para Júlio César. Eu vim aqui para pedir voto para o Marcelo Castro. E quero que vocês saibam que eu não tenho outro candidato. Meu senador é o Júlio César e o Marcelo Castro. Não aceito vira-lata do nosso lado. Queremos gente de bem”, declarou o presidente.
A fala reforça o envolvimento de Lula na disputa pelas duas vagas do Piauí no Senado e ocorre em meio à reta final da campanha eleitoral.
Antes do presidente, Júlio César discursou sobre a importância de Lula contar com uma bancada alinhada no Congresso Nacional. O candidato afirmou que a eleição de aliados para o Senado é fundamental para a aprovação de projetos defendidos pelo governo federal, especialmente aqueles voltados aos trabalhadores e à população de menor renda.
Durante o evento, o governador Rafael Fonteles (PT) e o ministro Wellington Dias também reforçaram o apoio a Júlio César e Marcelo Castro, defendendo a eleição dos dois candidatos da base governista.
O ato em Teresina reuniu integrantes da chapa majoritária, lideranças políticas e apoiadores e marcou a última agenda de Lula no Piauí nesta quarta-feira.

O deputado estadual Dr. Hélio (MDB) afirmou em entrevista ao Viagora que acredita na repetição do resultado das últimas eleições, com o MDB e o PT elegendo as maiores bancadas da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).
Segundo o parlamentar, os dois partidos estão estruturados e contam com chapas consideradas robustas, além de integrarem a base de apoio do governador Rafael Fonteles (PT).

“Não há nenhuma dúvida. Certamente, aqui também, assim como eu tenho certeza na vitória do Rafael no primeiro turno, eu não tenho dúvida de que as maiores bancadas serão do PT e do MDB nessa linha”, declarou.
Dr. Hélio destacou ainda a expectativa de que o PT conquiste o maior número de cadeiras, enquanto o MDB fique com a segunda maior bancada.
“São dois partidos que se estruturaram, estão aqui na base do governador, estão com uma chapa muito robusta e certamente teremos esse resultado. O PT com a maior bancada e o MDB com a segunda maior bancada”, afirmou.(Letícia Dutra)
O desespero do Marcelo
O receio de Marcelo Castro em perder a eleição para Júlio César é porque ele sabe que o filho de Júlio César, deputado Georgiano, é muito organizado. Marcelo sabe que os eleitores do interior, os chefes de grupos, chefes políticos confiam no Georgiano e não é à toa que se diz que as pesquisas já mostram Júlio César sendo o segundo mais votado no estado, porque o primeiro está sendo Ciro Nogueira.
Os gastos
Já não é segredo que Marcelo tem cobrado maior empenho até do governador.
Mas só ele não percebe que há muito se tornou um tipo de candidato que pede mais do que dá.
Diz-se, por exemplo, que até as obras que destina aos municípios têm custo, o que deixa antever que ele não tem qualquer compromisso.
Lula e Ciro
Há muitos dias, Lula tem dito a Rafael que só gravará para um candidato ao Senado da chapa governista. Para Marcelo ou para Júlio César. Sabe por quê?
Gravação
Se pudesse, Lula gravaria para Ciro Nogueira, com quem tem um pacto de “boa vizinhança”, ou seja, de votar e ser votado.
Lula vem ao Piauí na certeza de que os votos de Ciro estão protegidos. Daí o desespero de Marcelo Castro.
Júlio César
Há quem já acuse algum esfriamento no relacionamento de Marcelo Castro com Júlio César.
Sabe por quê? Os votos de Júlio estão aumentando. Georgiano tem trabalhado nesse sentido.
Da bancada de hoje, apenas um deputado, Júlio César (PSD), não será candidato à reeleição. O deputado disputa vaga no Senado. Os demais estão em campanha para permanecer na Câmara Federal. A concorrência no Piauí pelas 10 vagas envolve treze postulantes: Dez governistas e três da oposição.

A dúvida: como será a correlação de forças na bancada piauiense a partir do próximo ano. A mesma de hoje, com oito da base governista e dois da oposição ? ou nove governistas com apenas uma vaga para a federação Progressistas/União Brasil? façam as apostas. A única certeza é que são apenas 13 os postulantes efetivos para as 10 vagas. Três sobram. (Elivaldo Barbosa)
Um homem identificado como Jhonatan Machado Figueiredo, de 27 anos, foi preso na noite desta terça-feira (09/09), após ser flagrado agredindo um idoso com um galho de árvore, em Bom Princípio do Piaui.
De acordo com o 31º Batalhão de Polícia Militar (BPM), as equipes faziam o patrulhamento na Travessa Raimundo Albuquerque quando avistaram o suspeito agredindo a vítima, identificada como Cosmo Ferreira dos Santos, que tentou se defender usando uma pedra.

Diante disso, o homem foi preso em flagrante e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), foi acionado para atender tanto o suspeito, quanto a vítima. Segundo a PM, o idoso apresentava sangramento nasal, mas recusou ir para o Hospital.
O idoso relatou aos militares que havia discutido com o homem na casa de um amigo, e que na volta para casa, foi surpreendido pelo agressor. O suspeito já era conhecido pelo comportamento agressivo e tinha contra ele um procedimento relacionado a Lei Maria da Penha.
Os policiais tambeém informaram que durante o trajeto do homem para a Central de Flagrantes de Parnaíba, ele passou a proferir ameaças de morte contra a vítima e a guarnição. (Luyze Sousa)

Há ainda um pouco de gente, sem raciocínio, talvez, a afirmar que “política é missão, não é profissão”. Ora, ora, ora…e eu leio aqui que o senador Marcelo Castro, do Piauí, “exerce mandato há 43 anos; se for reeleito, ficará no senado até 84 anos. E há quantos anos o Lula deixou sua profissão de torneiro mecânico e apenas faz política “nesse país?” Em Parnaíba tem vereadores como o Geraldim Alencar e Ronado Prado que estão há mais de 32 anos na Câmara…

Nos dias atuais, uma pessoa que não deu certo nos estudos, ou não quer estudar; não deu certo na profissão que escolheu, corre para tentar uma carreira política. Entra pra ser vereador e, se perde, passa a ser suplente. E com os votinhos recebidos se auto-intitula liderança, passando a negociar os votos recebidos com os candidatos a deputado na eleição seguinte. Vendem os votos que não receberam e enchem a cidade de candidatos desconhecidos, alguns ladrões contumazes do dinheiro público.

Parnaíba paga hoje uma fortuna mensal para a Câmara Municipal com 19 vereadores que, somado o que fazem, não justifica o mandato de dois ou três. Portanto, há vereadores demais para um trabalho de menos. E não se surpreendam se nas próximas eleições, como acontece agora nas eleições de deputados, Parnaíba não receber um monte de figuras estranhas ao município na busca de um mandato de vereador. Todos atraídos pelo alto valor que custa um gabinete de vereador. MAS, SE HÁ ESSE TIPO DE MARMOTA NA POLÍTICA, É PORQUE SÃO MUITOS OS ELEITORES QUE POSSUEM TITICA DE GALINHA NA CABEÇA. (POR: Bernado Silva)
Chama atenção no cenário eleitoral do Piauí a tentativa da família do ministro Wellington Dias de ampliar ainda mais sua presença na política justamente no momento em que Rejane Dias, ex-secretária de Educação e atual conselheira do TCE-PI, responde na Justiça Federal a ações relacionadas a supostas irregularidades milionárias no transporte escolar. O Ministério Público Federal levou à Justiça acusações envolvendo contratos da Educação e investigações que apontam prejuízos superiores a R$ 50 milhões em recursos destinados, entre outras finalidades, ao transporte de estudantes.

Rejane nega a prática de improbidade e sustenta que as acusações não procedem. Mesmo diante desse desgaste judicial, o casal Wellington e Rejane Dias entra na campanha de 2026 trabalhando pela eleição do filho Vinícius Dias para deputado estadual pelo PT. A candidatura de Vinícius, está deferida pela Justiça Eleitoral. A situação inevitavelmente abre espaço para um questionamento político: uma família que já ocupa posições de grande influência no poder público, e que ainda convive com graves questionamentos judiciais sobre a gestão da Educação, pretende agora ampliar sua representação na Assembleia Legislativa?
Não se trata de atribuir ao filho qualquer responsabilidade pelos processos envolvendo a mãe, mas de um debate legítimo sobre concentração de poder, renovação política e responsabilidade pública. É uma discussão que certamente deverá acompanhar a família Dias durante a campanha eleitoral. (Silas Freire/Encarando)
O Tribunal de Contas do Estado do Piauí abriu investigação sobre possíveis irregularidades na execução das obras de revitalização e urbanização da Orla da Lagoa do Bebedouro, em Parnaíba. A representação envolve o prefeito Francisco Emanuel Cunha de Brito, secretários municipais, servidores responsáveis pelas contratações e a empresa EBN Engenharia e Construção Ltda., vencedora da licitação pelo valor de R$ 11.499.470,70.
Francisco Emanuel, prefeito de ParnaíbaDe acordo com a denúncia admitida pelo TCE-PI, existem indícios de incompatibilidade entre o avanço físico da obra e os valores medidos, liquidados e pagos pela Prefeitura de Parnaíba. Entre as suspeitas apresentadas estão medições antecipadas, pagamentos por serviços que não teriam sido executados ou estariam parcialmente concluídos, superfaturamento quantitativo e deficiência na fiscalização do contrato.
A representação também levanta a possibilidade de sobreposição de objetos, trechos, serviços ou fontes de financiamento. A apuração deverá verificar se despesas custeadas com recursos municipais coincidem com intervenções contempladas por convênio que possui participação de verbas federais.
Como elementos iniciais, foram apresentados documentos do Portal da Transparência relacionados a dois empenhos e registros fotográficos da obra. Para o relator, conselheiro substituto Alisson Felipe de Araújo, o material constitui indício mínimo suficiente para que as acusações sejam examinadas pelo Tribunal.
O denunciante pediu a suspensão de novos pagamentos, liquidações e liberações financeiras vinculadas à obra até que seja comprovada a correspondência entre os valores pagos e os serviços efetivamente realizados. Também solicitou uma inspeção no local, a entrega integral dos processos administrativos e a identificação dos agentes responsáveis pelas medições, fiscalização, emissão de atestos e autorização dos pagamentos.
Além do prefeito Francisco Emanuel, foram chamados a se manifestar o secretário de Infraestrutura, Habitação e Regularização Fundiária, Iranildo Junio Camapum Brandão; a secretária de Gestão, Zulmira do Espírito Santo Correia; o responsável pela Central de Licitações e Contratos, Pedro de Aguiar Pires; o secretário de Fazenda, Oscar Machado da Cunha Filho; e a EBN Engenharia e Construção.
O TCE concedeu prazo de cinco dias úteis para que os responsáveis apresentem esclarecimentos sobre o pedido cautelar de suspensão dos pagamentos. A decisão publicada ainda não determina a paralisação financeira da obra, pois essa medida somente será analisada após as manifestações dos envolvidos.
Durante a instrução, o Tribunal poderá confrontar os quantitativos registrados nas medições com os serviços efetivamente executados, verificar a regularidade das despesas e calcular eventual prejuízo aos cofres públicos. Caso as suspeitas sejam confirmadas, poderão ser aplicadas multas, determinada a devolução de recursos e encaminhadas cópias do processo ao Ministério Público para adoção das providências cabíveis.(Lupa1)

Ministros Alexandre de Moraes (E) e André Mendonça (D) (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Nunca antes na história “desse país” (sic) um diretor-geral da Polícia Federal foi afastado do comando. Mas aconteceu pior: um ministro do STF impediu a posse de um indicado para a direção da PF, anulando a prerrogativa presidencial de nomear auxiliares. Era governo Bolsonaro e a violência foi solicitada pela esquerda e canetada por Alexandre de Moraes. O aval do STF criou o precedente usado para afastar Andrei Rodrigues. André Mendonça não inventou, apenas seguiu o figurino.
O que nunca aconteceu nos 84 anos da PF foi o monitoramento flagrado de ministro do STF, gerando 6 “relatórios de inteligência” só em agosto.
Ao citar os “relatórios de inteligência” Mendonça definiu a conduta de Andrei como disfuncional, irregular e de extrema gravidade.
Mendonça se refere aos relatórios da arapongagem como “documentos”, assim mesmo, com aspas, em todas as 24 citações.
Andrei Rodrigues chegou ao posto em 2023, por “sugestão” do então ministro da Justiça Flávio Dino, hoje ministro do Supremo.(Cláudio Humberto)
Jurity
O candidato do Democracia Cristã (DC), Francisco Jurity, vem se destacando nos debates pela forma direta como questiona o governador Rafael Fonteles. As intervenções têm colocado o chefe do Executivo em situações desconfortáveis, especialmente diante de perguntas sobre prioridades, gastos públicos e resultados da gestão. Em alguns momentos, as respostas do governador parecem frágeis diante da insistência do adversário. Jurity, ainda pouco conhecido do grande eleitorado, começa a chamar atenção justamente nos confrontos.
Professores
Nos debates, Francisco Jurity, candidato do Democracia Cristã (DC) ao Governo do Piauí, vem questionando a política de remuneração dos professores estaduais com base em dados publicados pelo Movimento Profissão Docente. O levantamento, divulgado em 2026 e citado pela imprensa nacional, colocou o Piauí na última posição entre os estados na remuneração no topo da carreira: R$ 5.090,10 para docentes com doutorado, em 2025. O dado tem deixado o governador Rafael Fonteles desconfortável nos debates.
Salários
A cobrança sobre os salários dos professores não é recente. Há anos a categoria questiona a remuneração diante das responsabilidades da carreira docente. Embora o governo tenha concedido reajustes e progressões abaixo do valor nacional, a questão salarial continua sem uma solução capaz de atender à reivindicação dos professores. Na avaliação desta coluna, a gestão Rafael Fonteles tem negligenciado essa pauta, que agora ganha espaço nos debates e expõe uma dívida que permanece sem resposta.(Portalaz)
Viatura da PM. | Foto: Meio NewsUm homem foi preso suspeito de agredir a ex-companheira no bairro Nova Parnaíba, em Parnaíba, no litoral do Piauí, nessa segunda-feira (07). Ele foi identificado como Francisco Vagner do Nascimento, de 34 anos, conhecido popularmente como “Vaguinho”.
A prisão ocorreu após a vítima procurar a Central de Flagrantes de Parnaíba, ferida e com dificuldades para caminhar. Conforme as informações divulgadas, o casal possui um filho de dois anos.
As autoridades realizaram diligências e prenderam o suspeito, que foi conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis.O caso deverá ser investigado pelas autoridades.(Jéssica Machado)
O debate da TV Cidade Verde terminou novamente com um saldo desconfortável para o governador Rafael Fonteles. Mesmo com a participação de candidaturas consideradas mais próximas do campo governista, como Ravena Castro e Gustavo Henrique, Rafael encontrou pela frente ataques duros e cobranças que o obrigaram a passar boa parte do confronto na defensiva. Quem surpreendeu foi o candidato Juriti, da Democracia Cristã. Ele partiu para cima do governador ao levantar denúncias e investigações relacionadas à saúde, mencionando o caso da Saúde Digital e cifras de R$ 80 milhões.Juriti chegou a usar expressões fortes, como “roubo dos Rafaboys”, numa tentativa de vincular politicamente ao governo episódios que precisam ser distinguidos entre acusações, investigações e eventuais responsabilidades já comprovadas.

Eliseu Aguiar também endureceu o jogo e fez questionamentos incisivos à administração estadual, ampliando a pressão sobre Rafael. Joel Rodrigues, por sua vez, adotou uma estratégia mais pontual. Um dos momentos de maior confronto ocorreu quando questionou Rafael sobre as filas de cirurgias e contrapôs declarações do governador sobre a redução do tempo de espera à realidade enfrentada por pacientes. A questão da falta d’água também voltou ao centro do debate, provocando novo embate direto entre Joel e Rafael. Na avaliação política do debate, Rafael teve dificuldades para transformar os ataques em uma agenda positiva para sua administração. Em vários momentos precisou responder simultaneamente sobre saúde, abastecimento de água e acusações feitas pelos adversários.
O confronto com Juriti talvez tenha sido o mais incômodo. Quando o candidato colocou corrupção no centro do debate, Rafael demonstrou sentir o golpe e precisou gastar tempo defendendo seu governo. Mesmo com uma composição de candidatos teoricamente menos hostil do que poderia enfrentar, Rafael não conseguiu fazer do debate da Cidade Verde uma tarde favorável ao seu projeto de reeleição. Mais uma vez, saiu do estúdio tendo de explicar problemas de sua administração, enquanto os adversários conseguiram impor boa parte da pauta.(Silas Freire)
Os ventos políticos deste 7 de Setembro sopraram favoravelmente para Flávio Bolsonaro. A crise instalada no STF, os desdobramentos do caso Banco Master e o empate com Lula nas pesquisas formam um conjunto de acontecimentos que dá novo combustível à candidatura do senador do PL. Flávio aproveitou o 7 de Setembro para ocupar a Avenida Paulista e transformar a crise envolvendo o Supremo em uma das principais bandeiras de sua campanha. O ato reuniu 28,5 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, e teve como um dos principais alvos o ministro Alexandre de Moraes.

Enquanto isso, Brasília viveu o tradicional desfile oficial da Independência, com Lula ao lado das principais autoridades dos Poderes. O contraste político foi explorado imediatamente pelos adversários: Flávio nas ruas e Lula no ambiente institucional de Brasília, justamente no momento em que o Supremo atravessa uma forte crise interna. E o cenário das pesquisas aumenta a preocupação no campo governista. A Quaest divulgada nesta segunda-feira mostrou empate de 41% a 41% entre Lula e Flávio Bolsonaro numa eventual disputa de segundo turno. Na rodada anterior, Lula ainda aparecia numericamente à frente, por 42% a 41%. A crise do Banco Master também entrou definitivamente na campanha. Os desdobramentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça provocaram uma crise interna no STF, a ponto de o presidente da Corte, Edson Fachin, cobrar explicações dos dois ministros.
Flávio percebeu rapidamente o potencial eleitoral do episódio e passou a tentar associar politicamente Lula a Moraes. Isso não significa que a eleição esteja definida muito pelo contrário. Mas a fotografia política deste 7 de Setembro é claramente melhor para Flávio Bolsonaro do que era há algumas semanas. O candidato encostou em Lula, ganhou uma pauta capaz de mobilizar sua base e tenta transformar a crise do STF em combustível eleitoral. Se esse vento continuar soprando nas próximas pesquisas, o que hoje é empate poderá virar uma ameaça ainda maior ao projeto de reeleição de Lula. (Silas Freire)

Sede da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
O Brasil enfrenta a mais grave crise institucional em décadas e o Supremo é sacudido por degradantes revelações da própria Polícia Federal sobre as relações com ministros do STF de um ex-banqueiro fraudador, conhecido subornar autoridades. Apesar disso, entidades do meio fazem silêncio constrangedor, próprio de quem apoiou o vale-tudo recente no STF. A OAB escapou da lista da omissão: quarta (9), pedirá ao presidente do STF “investigação rigorosa” do caso Vorcaro/Moraes. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Enquanto isso, entidades como “Juristas pela Democracia” ou a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) fingem-se de mortos.
O “Grupo Prerrogativas”, de advogados petistas, e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) parecem em férias coletivas.
A Associação Nacional do Ministério Público (ANPR) também não se manifesta sobre as relações vexatórias de Paulo Gonet com Vorcaro.(Diário do Poder)

Presidente do STF, ministro Edson Fachin (Foto: Reprodução/YouTube)
Carta assinada por treze ministros aposentados e dez deles ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou nesta segunda-feira (7) ao atual presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em tom elegante, mas de cobrança, a designação, “com toda urgência”, de sessão pública para que o Tribunal Pleno determine imediata e rigorosa apuração” das graves denúncias que, na avaliação de todos eles, “vem comprometendo o prestígio e a autoridade do Tribunal, a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democrática”.
O texto tem um peso político devastador contra ministros do STF que ensaiam uma tentativa de impedir rigorosa apuração dos fatos investigados e documentados pela Polícia Federal sobre o relacionamento entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, acusado de roubar dezenas de bilhões de reais dos clientes e de subornar autoridades.
Os ministros aposentados e ex-presidente do STF Neri da Silveira, Francisco Rezek, Sidney Sanches, Celso de Mello, Carlos Veloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber assinam a mensagem.
Leia a carta dos ex-presidentes do STF:

Pizzaiolos já estavam a postos
Uma manobra de ministros ligados a Moraes passou a caracterizar a crise como uma suposta “briga” ou “disputa política” com o ministro André Mendonça, oque talvez fizesse tudo terminar em pizza. A ministra Cármen Lúcia chegou a afirmar que “os dois erraram”, numa tentativa de comparar a gravidade do caso Moraes/Vorcaro à frágil “denúncia” sobre o rito da investigação autorizada pelo relator, ministro André Mendonça.
Mendonça virou alvo do Planalto e seus aliados no STF por relatar inquéritos que incomodam a atual situação de poder político: além de Vorcaro, também é alvo de três inquéritos, inclusive por tráfico de influência e corrupção, Lulinha, filho de Lula (PT).
No âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, a PF realizou perícia em um dos celulares de Vorcaro e identificou entre seus interlocutores frequentes, em conversas por mensagens de Whatsapp, Alexandre de Moraes. O ministro e o ex-banqueiro trocaram ao menos 52 mensagens, segundo a PF, nas quais foi possível verificar a ocorrência ao menos de oito encontros pessoais entre eles. A grande parte das mensagens de Moraes eram de leitura única, do tipo que se apaga quando lida.
O acesso à troca de mensagens permitiu aos investigadores não apenas verificar o processo de negociação do fabuloso contrato de R$131 milhões do Banco Master com o escritório de advocacia da esposa de Moraes, como também a descoberta de um novo acerto, de R$50 milhões, pagos por meios de quotas de propriedade de um jato executivo Legacy e de um sofisticado helicóptero fabricado pela Airbus. Mensagens no celular de Vorcaro indicaram que a família Moraes já vinha utilizando as aeronaves.(Diário do Poder)

Silas Malafaia ao lado de Flávio Bolsonaro, durante ato na Paulista no 7 de Setembro. (Foto: Reprodução/Youtube).
O pastor Silas Malafaia criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante manifestação nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista e questionou a validade de um documento utilizado para acusar o ministro André Mendonça.
Malafaia também fez críticas ao contrato milionário envolvendo a mulher de Moraes, Viviane Barci, e afirmou que o acordo seria uma demonstração de influência e poder exercidos pelo ministro.
“Isso mostra que a mulher de Alexandre não tem nenhum saber jurídico. Isso mostra que esse contrato é uma prova da compra do poder e da influência desse ditador”, afirmou o pastor.
Na sequência, Malafaia questionou o documento que, segundo ele, teria sido utilizado por Moraes para acusar André Mendonça. O pastor classificou o material como “apócrifo”.
“Isso aqui é sério. Povo brasileiro, o ministro Alexandre Moraes pega um documento apócrifo, um documento sem valor, um documento que não tem cabeçalho, que não tem assinatura de delegado de Polícia Federal. E pra sair da lama que ele tá envolvido, ele acusa André Mendonça”, declarou.
Malafaia também citou o caso envolvendo Débora do Batom e o uso de mensagens secretas em investigação para fazer uma comparação com a atuação de Moraes. Mensagens atribuídas ao banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro, foram divulgadas nesta semana.
O pastor então questionou a atuação do ministro e afirmou que Moraes estaria fazendo uma acusação contra si próprio ao classificar como criminosa uma pessoa envolvida em um caso relacionado a mensagens sigilosas.
“Se Alexandre de Moraes diz que Débora é criminosa, pegou 14 anos de cadeia por mensagens secretas, o que é Alexandre de Moraes? Ele tá falando dele mesmo”, concluiu Malafaia.(Diário do Poder)
Fim de ciclo
Duas avaliações sobre a atual eleição: em nível nacional, deve ser o fim de uma polarização personalíssima entre Lula e Bolsonaro; no Piauí, a debacle de duas décadas e meia do petismo sob o molde de Wellington Dias.
Wellington Dias amarga um triste fim na política ditado pelo ex-pupilo Rafael Fonteles
Distante
Esta será a primeira vez nos últimos 32 anos que o nome de Wellington Dias não estará nas urnas.
Ele foi candidato sucessivamente entre 1998 e 2022, não faltando às urnas uma única vez: foi candidato a deputado federal (1998), a governador em 2002, 2006, 2014 e 2018, a prefeito de Teresina em 2008, a senador em 2010 e 2022.
Rafael impôs o vice-governador que Wellington queria para o filho.
Mas…
O filho do senador, Vinícius Dias, candidato a deputado estadual pelo PT, mantém a estirpe do morubixaba no PT na urna eletrônica.
Dias, pai, precisa eleger Dias filho com boa votação, sob pena de, após 32 anos presente em todas as eleições na urna eletrônica, sair com um mandato de deputado estadual e sem horizonte para renovar o mandato de senador daqui a quatro anos.
iminente derrota de Lula, Wellington volta para cumprir o restante do mandato no Senado.