



Entre os parlamentares piauienses que mudaram de partido na atual legislatura, a deputada estadual Gracinha Mão Santa é apontada por analistas como o caso de maior consolidação política. Ao trocar o Progressistas pelo MDB, partido da base governista, a parlamentar preservou seu capital eleitoral e ampliou sua presença em toda a Planície Litorânea. As avaliações e pesquisas de cenário eleitoral indicam que Gracinha caminha para uma votação expressiva na região, com projeções que apontam para mais de 30 mil votos somente na Planície Litorânea.

Se esse desempenho se confirmar nas urnas, será uma das maiores votações já registradas por um deputado estadual no litoral piauiense. Mesmo após o desgaste político decorrente da ruptura com o grupo que assumiu a Prefeitura de Parnaíba, episódio interpretado por seus aliados como uma traição política, Gracinha manteve sua força eleitoral. Sua presença se consolidou nos municípios da Planície Litorânea por meio de uma votação espontânea e de forte identificação popular. Assim como ocorreu com o ex-governador Mão Santa, sua principal referência política, Gracinha demonstra possuir um estilo próprio de fazer política.
Embora conte com o apoio de prefeitos, vereadores e lideranças locais, sua força eleitoral é vista como independente dessas estruturas, sustentada por uma relação direta com o eleitor. No cenário atual, a deputada é considerada favorita à reeleição e desponta como uma das principais puxadoras de votos do MDB na região Norte do Piauí, reforçando sua posição como uma das lideranças mais influentes da política litorânea. (Análise de Silas Freire)

Moradores chamam a atenção para o acúmulo de lixo nas proximidades do Colégio Militar de Parnaíba Roland Jacob, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, uma das áreas centrais da cidade.
Segundo a denúncia o local teria se transformado em uma espécie de “minilixão”, com grande quantidade de resíduos acumulados e presença frequente de animais de grande porte nas proximidades.
A situação tem provocado indignação entre moradores e pessoas que circulam diariamente pela região. Além do aspecto de abandono, o acúmulo de lixo pode trazer riscos à saúde pública e ao meio ambiente, especialmente quando ocorre em uma área de grande circulação.
Os moradores cobram providências da Prefeitura de Parnaíba para a retirada dos resíduos, a limpeza e a fiscalização do local, além de medidas que impeçam o descarte irregular de lixo.
A denúncia também chama atenção para a presença de animais de grande porte na área, aumentando a preocupação de quem transita pela avenida.
Para os moradores, a situação representa um descaso com a limpeza urbana e a conservação de uma região central de Parnaíba. Eles esperam que o poder público adote medidas para solucionar o problema e evitar que o ponto volte a ser utilizado para descarte irregular de resíduos.
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) abriu um procedimento para investigar denúncias de suposto abuso de poder e perseguição política contra servidores públicos do município de Ilha Grande, administrado pela prefeita Marina Brito, no litoral do estado. A apuração tem como alvo atos atribuídos à gestão municipal relacionados à instauração de Processos Administrativos Disciplinares (PADs).
Marina Brito, prefeita de Ilha Grande do PiauíA investigação tramita na 1ª Promotoria de Justiça de Parnaíba e teve origem em uma notícia de fato registrada sob o número 003350-369/2025. Como o prazo inicial de apuração terminou sem que os fatos fossem esclarecidos, o MPPI decidiu converter o caso em Procedimento Preparatório de Inquérito Civil.
Segundo a portaria publicada no Diário Eletrônico do MPPI, o denunciante apresentou imagens de processos disciplinares que teriam sido instaurados contra servidores da Prefeitura de Ilha Grande. O conteúdo da denúncia, no entanto, não detalha quais funcionários foram atingidos nem informa as possíveis motivações políticas atribuídas à administração municipal.
Durante as diligências iniciais, o Ministério Público encaminhou ofício à prefeita Marina de Oliveira Brito. No documento, o órgão solicitou esclarecimentos sobre as razões que levaram à abertura dos PADs, cópias integrais dos procedimentos e a legislação utilizada pela prefeitura para fundamentar as medidas.
De acordo com o MPPI, a prefeita não apresentou resposta dentro do prazo concedido. Diante da falta de manifestação, o órgão determinou a reiteração da solicitação e estabeleceu um novo prazo de dez dias úteis para que a gestora encaminhe as informações e os documentos requisitados.
Na portaria, o Ministério Público ressalta que o abuso de poder pode ocorrer quando uma autoridade, embora tenha competência para praticar determinado ato, ultrapassa os limites de suas atribuições ou utiliza o instrumento administrativo para finalidade diferente da prevista em lei. O texto também destaca que uma perseguição política pode ser caracterizada quando atos aparentemente legais são empregados com violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade.
A abertura do procedimento não significa que as irregularidades tenham sido comprovadas. A investigação busca reunir documentos e outros elementos que permitam ao MPPI verificar se os processos disciplinares tiveram fundamento legal ou se foram utilizados para perseguir servidores. A Prefeitura de Ilha Grande ainda poderá apresentar sua versão e a documentação solicitada antes de uma decisão sobre eventuais providências judiciais.(Lupa1)
O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) admitiu uma denúncia sobre a contratação direta do artista Rey Vaqueiro por R$ 600 mil para apresentação no Fest Férias 2026, evento promovido pela Prefeitura de Parnaíba, adminsitrada pelo prefeito Francisco Emanuel. O processo aponta possíveis irregularidades e inclui um pedido de suspensão de eventual saldo ainda não pago do contrato.
Francisco Emanuel, prefeito de Parnaíba e cantor Rey VaqueiroA contratação foi realizada por meio da Inexigibilidade de Licitação nº 61/2026. Conforme o denunciante, o valor apresentaria indícios de antieconomicidade por suposta incompatibilidade com preços praticados pela mesma empresa em outros municípios.
A denúncia também questiona a justificativa do preço, a publicidade dada à contratação, a classificação orçamentária utilizada e a liquidação parcial da despesa antes da realização do evento.-
Outro ponto apresentado ao Tribunal é a suposta promoção pessoal do prefeito Francisco Emanuel Cunha de Brito mediante a utilização de sua identidade visual em material audiovisual produzido durante a programação.
Além do prefeito, foram denunciados a secretária municipal de Gestão, Zulmira do Espírito Santo Correia; o gestor da Central de Licitações e Contratos Administrativos, Pedro de Aguiar Pires; o secretário municipal de Fazenda, Oscar Machado da Cunha Filho; e o superintendente municipal de Cultura, Gabriel Araújo Rodrigues. A denúncia foi apresentada por João Carlos Guimarães Araújo.
O denunciante solicitou, em caráter cautelar, a suspensão de eventual saldo remanescente do contrato. No julgamento definitivo, pediu o reconhecimento das irregularidades, a aplicação das sanções cabíveis, eventual ressarcimento ao erário e o encaminhamento do caso aos órgãos competentes para apuração de outras responsabilidades.
Ao examinar inicialmente o processo, o conselheiro substituto Alisson Felipe de Araújo considerou que a denúncia preenche os requisitos de admissibilidade e possui elementos mínimos para a verificação dos fatos relatados.
O relator determinou a intimação do prefeito e dos quatro gestores municipais para que se manifestem sobre o pedido cautelar no prazo de cinco dias úteis. A decisão publicada não suspendeu o contrato nem reconheceu definitivamente as irregularidades apontadas.
A apuração deverá analisar especialmente a compatibilidade do preço, a justificativa da contratação e o cumprimento dos princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade, economicidade e transparência.
A decisão foi assinada em 30 de julho de 2026 e publicada na edição de 5 de agosto do Diário Oficial Eletrônico do TCE-PI. O caso tramita sob o número TC/009.902/2026.(Lupa1)

Um superiate avaliado em 350 milhões de euros, aproximadamente R$ 2 bilhões, que teria pertencido ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, passou para as mãos do bilionário Nik Storonsky, cofundador do banco digital Revolut. A negociação veio a público nesta terça-feira (4) por meio de documentos de uma ação que tramita na Alta Corte de Londres.
A embarcação tem 102 metros de comprimento e foi construída pelo estaleiro alemão Lürssen. Batizado de Nixie, o superiate possui piscina de borda infinita com fundo de vidro, heliponto, academia, clube de praia, câmara de crioterapia e cabines com capacidade para acomodar 12 convidados.
Segundo informações do jornal britânico Financial Times, reproduzidas pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, o iate foi inicialmente encomendado pelo empresário canadense e ex-jogador de hóquei Patrick Dovigi. Antes da entrega, a embarcação teria sido vendida a um “brasileiro preso sob acusação de fraude em novembro de 2025”.
Embora a petição apresentada à Justiça britânica não mencione Daniel Vorcaro nominalmente, as reportagens relacionam a descrição ao ex-controlador do Banco Master, preso naquele mês durante uma investigação da Polícia Federal. Por essa razão, o vínculo entre o empresário e a embarcação deve ser tratado como uma informação atribuída aos documentos judiciais e às reportagens que tiveram acesso ao processo.
Iate teria sido recomprado após prisão
Conforme a sequência apresentada no processo, Patrick Dovigi teria recomprado o superiate depois da prisão de Vorcaro. Posteriormente, em janeiro de 2026, a embarcação foi vendida ao cofundador da Revolut, Nik Storonsky. A transação tornou-se objeto de uma disputa judicial movida pela corretora britânica Cecil Wright & Partners. A empresa afirma ter apresentado o iate aos representantes de Storonsky, mas sustenta que o negócio foi concluído diretamente com Dovigi, sem a sua participação na etapa final.
A corretora cobra uma comissão equivalente a 5% da operação, no valor de 17,5 milhões de euros — cerca de R$ 102 milhões. A empresa argumenta que foi a responsável por aproximar o comprador da embarcação e, por isso, teria direito à remuneração. Um porta-voz do escritório que administra o patrimônio de Storonsky declarou ao Financial Times que a ação não possui fundamento e será contestada. Vorcaro não é réu nessa disputa, que envolve a corretora e o fundador da Revolut.
Relação com o caso Banco Master
Daniel Vorcaro foi preso em novembro de 2025 no âmbito da investigação sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. O empresário nega ter cometido irregularidades, e sua defesa afirma que ele colabora com as autoridades. Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras empresas do conglomerado. A medida interrompeu as atividades das instituições alcançadas pela decisão e colocou o patrimônio do grupo sob administração de liquidantes designados pela autoridade monetária.
A revelação sobre o superiate amplia a exposição pública do patrimônio de luxo relacionado ao ex-controlador da instituição. No entanto, o processo em Londres não discute a origem dos recursos usados na aquisição da embarcação nem atribui crime a Vorcaro em razão dessa negociação. A ação trata exclusivamente da comissão reivindicada pela corretora na venda posterior do iate. (piaui)
Fontes: UOL, Folha de S.Paulo e Banco Central.
Fonte: UOL, Folha de S.Paulo e Banco Central.

Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’, filho do presidente Lula. (Foto: Redes Sociais).
A Polícia Federal (PF) tem em seu poder, há meses, mensagens atribuídas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), que passaram a integrar o conjunto de elementos analisados em investigações sobre supostas irregularidades financeiras.
Segundo informações obtidas pelos investigadores, os diálogos mostram conversas entre Lulinha e a empresária e lobista Roberta Luchsinger sobre estratégias para manter “patrimônio escondido” no exterior, longe de exposição às autoridades brasileiras.
De acordo com a apuração, as mensagens discutem alternativas para reduzir a incidência da fiscalização da Receita Federal e estruturar recursos fora do alcance dos órgãos de controle, em uma espécie de roteiro para blindagem patrimonial internacional.
Em uma das conversas, Luxemburgo é citado por Roberta Luchsinger como uma possível jurisdição para a alocação de recursos.
O país europeu é conhecido por seu ambiente favorável a estruturas internacionais de gestão de patrimônio e, ao longo dos anos, figurou em listas e debates sobre jurisdições de tributação favorecida, sendo frequentemente mencionado em operações de planejamento tributário e proteção de ativos no exterior.
A informação foi compartilhada pelo cientista político Felipe d’Avila, que foi candidato à Presidência da República nas eleições de 2022 e por Danuzio Neto.

Conversas de Roberta obtidas pela PF também mostram o planejamento de ações para “abrir portas” no governo federal aos negócios do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, investigado por suspeita de liderar o maior esquema de desvios de aposentadorias e pensões.
Os diálogos foram usados para embasar as novas investigações sobre a atuação do filho de Lula. Roberta é amiga de Lulinha. (Diário do Poder)
(*)César Fontes
O IBGE, através da PNADC 2025, divulgou interessantes informações sobre o analfabetismo no Brasil e unidades federativas do país.
A herança é pesada – Foto: Ilustração
O país apresenta atualmente 4,9% de analfabetos com 15 anos ou mais. São Paulo, com 1,9% de analfabetos, puxa a meta pra baixo.
Já o Piauí e Alagoas , no outro extremo, puxam a média pra cima, ao apresentarem alarmantes 13,1% de analfabetos.
O consolo, para nós piauienses, é que o recorte por faixa etária, nos permite verificar que tal mancha é muito mais relevante entre os mais velhos.
Em outras palavras: a herança é pesada. Considerando somente os piauienses com 60 anos ou mais, a taxa é de 35,2% contra 13,8% do Brasil.
Se este consolo, por um lado, poupa os gestores educacionais mais recentes, por outro, escancara o fracasso nacional do EJA – educação de jovens e adultos – modalidade de ensino voltadas às fases finais e iniciais da educação básica regular.
(*) César Fortes é Doutor em Planejamento Regional – Universidade de Grenoble/França; Professor aposentado UFPI.
A expectativa em torno da primeira operação de transbordo de minério no litoral do Piauí continua crescendo. Passados mais de 40 dias desde a chegada da embarcação de maior porte, que aguarda em alto-mar para receber a carga, a primeira transferência de minério ainda não foi concluída. A operação é considerada decisiva para testar a viabilidade logística do projeto. Para completar o carregamento do navio transatlântico, seriam necessárias diversas viagens da embarcação de menor porte entre o terminal e o navio fundeado em alto-mar.

No entanto, nem mesmo a primeira etapa foi finalizada, aumentando a apreensão em torno do empreendimento. A demora alimenta dúvidas e preocupações. Entre elas, a possibilidade de novos entraves operacionais envolvendo a embarcação utilizada no transbordo e os impactos econômicos para o setor mineral do Estado. Mineradoras da região de Piripiri relatam dificuldades diante da paralisação das exportações pelo novo modelo logístico, enquanto aguardam uma solução que permita a retomada regular dos embarques.
Mesmo entre críticos do projeto, o sentimento predominante é de expectativa para que a operação finalmente seja realizada. Neste 4 de agosto, a torcida é para que o primeiro transbordo aconteça com sucesso, trazendo respostas concretas sobre a capacidade operacional do empreendimento e evitando que a frustração em torno do projeto continue aumentando.(Silas Freire)

Ricardo Veras
Sem dúvida alguma, é um jovem político diferenciado. Com três mandatos consecutivos na Câmara Municipal de Parnaíba ele poderia muito bem fazer como outros vereadores fazem: se reeleger várias vezes e ficar na Câmara até bem velhinho, como estão alguns, que já somam mais de 30 anos repetindo mandatos. Mas Ricardo Veras pretendeu alçar voos maiores. E em 2024 saiu como candidato a vice prefeito, aceitando o desafio, com o ex-prefeito José Hamilton, de enfrentar duas estruturas gigantescas com seus candidatos – Prefeitura de Parnaíba e Governo do Estado. O candidato apoiado pelo prefeito de então venceu o pleito.
DEPUTADO ESTADUAL
Ricardo chegou a fazer parte do Grupo Esperança, que reunia vários pretendentes a um mandato de prefeito em 2024. Os outros, a exemplo de Hílder Monção e Deusimar Tererê, capitularam e, supostamente, aceitaram vantagens e/ou promessas do governador Rafael Fonteles, desistindo de suas pretensões para apoiarem o candidato do governo, derrotado, deputado Hélio Oliveira. Ricardo Veras não cedeu e foi à luta, como candidato a vice-prefeito, ao lado do bem avaliado candidato a prefeito, José Hamilton.

Ricardo Veras foi candidato a vice-prefeito de Zé Hamilton
Agora em 2026 Ricardo Veras, que continua no PSD, resolveu aceitar o desafio de sair novamente candidato a deputado estadual, cargo por ele já pleiteado em 2014, quando teve uma boa votação, considerando a pouca estrutura que dispunha na época. “Não vou desistir dos meus sonhos e continuarei fazendo política buscando sempre olhar para os mais necessitados, dando-lhes o apoio que puder, sem usar ninguém, sem demagogias e sem prometer aquilo que nunca poderei cumprir”- pontua Ricardo Veras.
O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) realizará, na quarta-feira (5 de agosto), uma audiência pública em Cajueiro da Praia para tratar da questão fundiária do município. O encontro acontecerá às 9 horas, na Câmara Municipal de Cajueiro da Praia, e reunirá autoridades, representantes de instituições públicas, moradores e demais interessados na busca por soluções para um dos principais desafios enfrentados pela região.
A audiência faz parte das iniciativas conduzidas pelo TCE-PI para acompanhar e contribuir com a construção de soluções para o conflito fundiário que afeta o município, especialmente diante dos impactos sobre o desenvolvimento urbano, a segurança jurídica, os investimentos públicos e privados e a qualidade de vida da população. O Tribunal vem atuando em articulação com diversos órgãos e instituições para promover o diálogo e fortalecer a cooperação institucional em torno do tema.

As audiências públicas promovidas pelo TCE-PI têm como objetivo ampliar a participação da sociedade na construção de soluções para temas de interesse coletivo, fortalecendo o diálogo entre o poder público, os órgãos de controle e a população. A iniciativa reforça o compromisso do Tribunal com a transparência, a mediação institucional e a busca de soluções que promovam segurança jurídica e desenvolvimento sustentável para os municípios piauienses.

Serviço
Audiência Pública sobre a Questão Fundiária de Cajueiro da Praia
Data: 5 de agosto de 2026 (quarta-feira)
Horário: 9h
Local: Câmara Municipal de Cajueiro da Praia

Leila do Vôlei, Lula e Weverton Rocha (Foto: Ricardo Stuckert)
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto e cumpriu mandados de busca e apreensão contra familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado às fraudes em descontos irregulares de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão. Segundo a Polícia Federal, as diligências são resultado do avanço das investigações, que identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais supostamente realizadas para ocultar a origem e o destino de recursos por meio de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo.
Weverton Rocha, aliado do governo Lula e vice-líder no Senado, foi o primeiro político citado na CPMI que investigou o roubo aos aposentados do INSS. A Polícia Federal já o apontou anteriormente como “sustentáculo político” do esquema, e ele figura entre os investigados no caso que envolve descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.
A PF busca apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a origem dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e o grau de participação de cada investigado.
A Operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Nesta etapa, o foco é apurar possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos fatos já investigados.(Diário do Poder)
A declaração do senador Ciro Nogueira durante a convenção do PL, em Teresina, ganhou repercussão nacional, mas também acabou sendo alvo de interpretações políticas. Ao ser provocado por uma apoiadora que gritou o nome de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República, Ciro respondeu de forma direta: “Não tenha dúvida. Meu voto será dele.” A fala foi rapidamente explorada por setores ligados ao governo Rafael Fonteles, que passaram a difundir a declaração nacionalmente na tentativa de criar um desgaste para o Progressistas, partido que, em alguns estados, mantém alianças locais com o PT dentro da estratégia da federação União Progressista.

O que Ciro deixou claro, entretanto, foi a diferença entre sua posição pessoal e sua responsabilidade institucional. Como eleitor, afirmou que seu voto será em Flávio Bolsonaro. Como dirigente partidário, manteve a linha de neutralidade adotada pela federação para as eleições presidenciais, uma estratégia voltada à ampliação da bancada no Congresso Nacional. A lógica é conhecida no meio político.
Ao não atrelar toda a federação a um único palanque presidencial, a União Progressista preserva alianças regionais, fortalece sua presença na Câmara e no Senado, amplia o acesso ao fundo partidário e eleitoral e ganha mais tempo de propaganda, aumentando seu peso nas negociações políticas em Brasília. Ou seja, a declaração de Ciro tratou de uma escolha pessoal nas urnas, e não de uma mudança na estratégia nacional da federação. Confundir uma coisa com a outra interessa ao embate político, mas não altera a posição oficial adotada pelo partido.(Silas Freire)
O senador e candidato à reeleição Marcelo Castro (MDB) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 16.046.199,10 nas eleições de 2026. Em comparação com a disputa de 2018, quando concorreu pela primeira vez ao Senado, o valor informado era de R$ 3.962.985,52, o que representa um crescimento aproximado de 305% no patrimônio declarado.
Os bens informados abrangem fazendas, glebas de terras, apartamentos, veículos, aplicações financeiras, contas bancárias, participação em uma aeronave e outros ativos. Parte significativa do patrimônio está localizada no estado do Maranhão, além de diversas propriedades rurais no Piauí.
Confira os bens declarados
Imóveis rurais e terrenos
Aeronave
Veículos
Aplicações financeiras e contas
Crescimento patrimonial
Nas eleições de 2018, Marcelo Castro declarou patrimônio de R$ 3.962.985,52. O valor informado em 2026, de R$ 16.046.199,10, representa um aumento aproximado de 305% no período.
As declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral são preenchidas pelos próprios candidatos e, em regra, seguem os valores constantes na declaração do Imposto de Renda, que podem corresponder ao custo de aquisição dos bens e não necessariamente ao seu valor de mercado.(Sebastian Eugênio)
O primeiro a anunciar que não disputaria a reeleição foi o deputado Wilson Brandão (Progressistas), eleito pela primeira vez em 1990 para a legislatura iniciada em 1991. Atualmente, ele é o decano da Alepi, com nove mandatos consecutivos.
O segundo foi o deputado Aldo Gil (Progressistas), eleito para o primeiro mandato em 2022. Ele desistiu de disputar a reeleição e, até o momento, não anunciou quem apoiará para deputado estadual.
Já Bárbara do Firmino (sem partido), também em seu primeiro mandato, decidiu não concorrer à reeleição porque o processo eleitoral coincidiu com o período de sua licença-maternidade. A deputada, que teve uma filha recentemente, lançou o marido, Breno Macedo, candidato pela primeira vez a uma cadeira na Alepi pelo PV.
Os deputados Franzé Silva (PT), Georgiano Neto (PSD) e Felipe Sampaio (MDB) deixarão a Assembleia para disputar outros cargos eletivos. Franzé e Georgiano concorrerão à Câmara dos Deputados, em Brasília.
Já Felipe Sampaio será candidato a primeiro suplente de senador na chapa de Marcelo Castro (MDB), que disputa a reeleição ao Senado. Com isso, abre espaço para que o pai, o atual vice-governador Themístocles Filho (MDB), concorra a uma cadeira de deputado estadual na Alepi novamente.(Gp1)
Um grave acidente de trânsito deixou um idoso de 76 anos seriamente ferido na manhã desse domingo (02), na altura do quilômetro 23,2 da BR-343, no município de Parnaíba. A colisão frontal envolveu dois veículos por volta das 08h20.
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| Colisão entre carros deixa idoso ferido em Parnaíba. Fotos: reprodução/redes sociais. |
Segundo informações iniciais, o acidente envolveu um Volkswagen Fusca 1500, conduzido pelo idoso, e uma picape Fiat Strada Endurance. Com o impacto da batida, o motorista do Fusca sofreu lesões graves e precisou ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo encaminhado ao hospital da região.
O condutor da Fiat Strada, um homem de 59 anos, teve apenas ferimentos leves. Ambos os motoristas são habilitados e viajavam sem passageiros no momento do sinistro.
A causa presumível do acidente, de acordo com os levantamentos preliminares, teria sido o acesso à rodovia sem a devida observação do tráfego de outros veículos. A dinâmica exata da colisão ainda está em elaboração pelas autoridades competentes. Não foram realizados testes de alcoolemia no local.(Infocopiaui)

O Porto vai sair, sim!
Rafael vê com certa tristeza as críticas ao governo pela iniciativa de construção do Porto de Luís Correia.
O Porto, apesar dos problemas, vai sair e se firmar como uma grande alternativa para o escoamento da produção do Piauí e de outros estados.
Desvio de milhões
Vale lembrar que esse Porto, ou melhor, a ideia dele, enriqueceu centenas de espertos parlamentares, que durante anos arrancavam dinheiro do Tesouro para a tal obra, mas o desviavam para proveito pessoal.
A ideia de Porto, para muitos, era também uma oportunidade de desviar milhões que, se corretamente aplicados, dariam para construir vários portos. (Portalaz)

Artesã Esmeraldina
Três artesãs que costumavam expor e comercializar seus produtos na região do Portinho, em Parnaíba, procuraram a reportagem para denunciar que foram impedidas de montar seus espaços de exposição no local.
Segundo o relato de uma das artesãs, o grupo chegou ao local nesta semana e foi informado pelo vigilante e por uma representante da associação de que não poderia expor as peças. De acordo com ela, a determinação teria partido da responsável pelo espaço, identificada como Daphne.
As artesãs afirmam que trabalham há muitos anos com produção artesanal e que, antes da reforma realizada no local, tinham o costume de levar suas peças para vender no Portinho. Elas alegam que passaram a enfrentar dificuldades para continuar a atividade após as mudanças realizadas na área.“Somos três artesãs que trabalham com artesanato. Antes dessa reforma, nós tínhamos o costume de vir aqui vender nossas peças. Agora estamos sendo impedidas de expor nossas mercadorias”, relatou uma das profissionais.
Ainda segundo o grupo, as artesãs enfrentam despesas para se deslocar até o local e chegaram preparadas para comercializar seus produtos, mas permaneceram do lado de fora aguardando uma autorização que, segundo elas, não foi concedida.
As profissionais questionam os critérios utilizados para impedir a exposição e defendem o direito de trabalhadores do artesanato ocuparem espaços públicos para divulgar e comercializar sua produção.
O caso foi relatado pelas artesãs como uma reivindicação por esclarecimentos e por uma definição sobre as regras para exposição e comercialização de artesanato no espaço do Portinho.
A reportagem fica à disposição da administração responsável pelo local para apresentar sua versão e esclarecer quais são as regras atualmente estabelecidas para a utilização do espaço por artesãos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez elogios ao governador do Piauí, Rafael Fonteles, durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada neste domingo (02/08), em São Paulo. Ao discursar para filiados e apoiadores, Lula chamou o gestor piauiense de “cara mais esperto que conheço no mundo” e destacou sua formação em matemática.
“Está ali o nosso professor de matemática, o governador do Piauí, o cara mais esperto que eu conheço no mundo, está ali. Só perde para o Trump de inteligência e de esperteza. Mas o Rafael é matemático”, afirmou o presidente.
Lula aproveitou a menção a Rafael Fonteles para anunciar um programa voltado a estudantes com destaque em olimpíadas de matemática. O presidente lembrou que criou a primeira faculdade de matemática do país no Rio de Janeiro e afirmou que os melhores alunos terão direito a bolsa com moradia e alimentação.
“Ele sabe que a primeira faculdade de matemática nesse país foi eu que criei no Rio de Janeiro. Para os alunos que forem campeões da matemática nas Olimpíadas, a gente faz um vestibular. Os melhores vão fazer matemática no Rio com direito a apartamento, com direito a almoço, janta e café de manhã até se formar”, declarou.
A fala de Lula reforça a proximidade política entre o presidente e Rafael Fonteles, que disputará a reeleição ao governo do Piauí nas eleições deste ano. O governador estava presente no evento, acompanhado da comitiva piauiense.(Sebastian Eugênio)