Rejeição do voto impresso não calará Bolsonaro

Por Tereza Cruvinel, jornalista, no Brasil 247

Foi uma derrota acachapante, uma resposta eloquente ao desfile dos tanques com intenção intimidatória: na noite dessa terça-feira, a emenda do voto impresso obteve apenas 229 favoráveis  Bem menos que os 308 necessários. Votaram contra 218 deputados e 64 se ausentaram para não melindrar Bolsonaro com um voto contrário.

Jair Bolsonaro

Ele vai respeitar o resultado, como teria prometido a Arthur Lira? Claro que não. Era isso mesmo que ele queria, a manutenção do voto eletrônico para poder falar em fraude quando for derrotado, criar confusão e, se puder, dar seu sonhado golpe. Desacreditar o sistema eleitoral é sempre um recurso dos que procuram a ditadura. O aparato sucateado que desfilou ontem, e o mal estar no alto comando do Exército, informam que não será tão fácil arrastar as Forças Armadas para a aventura, mas o plano segue adiante. O ridículo a que elas se prestaram ontem, em ato que expôs a debilidade e o isolamento político de Bolsonaro devem deixar sequelas.

Lira, nas entrevistas que se seguiram à votação,, disse algumas vezes que não deve haver “vencedores e derrotados”. Que é importante buscar medidas para dar mais segurança às urnas e sanar desconfianças da população, como se o povo, e não Bolsonaro, estivesse lançando dúvidas sobre o sistema.

O que ele está articulando junto ao TSE é  a tal ampliação do número de urnas que são submetidas ao teste de integridade. Este teste é feito em todos os pleitos, comparando votações simuladas com voto impresso e apenas eletrônico. Mas, como registrou o TUC em seu relatório, os partidos raramente comparacem, em sinal de que não desconfiam do sistema. Isso também não contentará Bolsonaro. Então, se ele chegar ao pleito, temos a confusão marcada.

O Senado também respondeu aos tanques com uma votação, derrubando a Lei de Segurança Nacional da Ditadura, agora transformada em Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito. Por mais fina ironia, vai à sanção de Bolsonaro, que conspira o tempo inteiro contra a democracia. E ainda poderá ser enquadrado nela.

Iracema Portella compõe a lista dos três parlamentares do PI que votaram a favor do voto impresso

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

Iracema Portella, do PP, partido que não fechou em torno da causa e liberou a bancada 

Três parlamentares da bancada federal do Piauí na Câmara dos Deputados votaram a favor da PEC do Voto Impresso. Foram eles Iracema Portella (PP), Júlio César (PSD) e Marina Santos (Solidariedade).

O governo foi derrotado porque não obteve os 308 votos necessários para aprovação. O resultado final foi 229 votos a favor da PEC do Voto Impresso e 218 votos contra, além de 1 abstenção. O quórum foi de 449 parlamentares, aquém dos 513 existentes. 

O presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) disse que a democracia da Casa deu uma resposta ao assunto. “A democracia do Plenário desta Casa deu uma resposta a este assunto e, na Câmara, espero que este assunto esteja definitivamente enterrado”, afirmou.

A decisão de levar a PEC ao Plenário foi tomada pelo presidente da Câmara com o objetivo de por fim à disputa política em torno do tema.

A proposta determinava a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

VEJA COMO VOTOU A BANCADA DO PIAUÍ:

Átila Lira (PP): Não; Capitão Fábio Abreu (PL): Não; Flávio Nogueira (PDT): Não;

 Iracema Portella (PP): Sim; Júlio Cesar (PSD): Sim; Marcos Aurélio Sampaio (MDB): Não; Margarete Coelho (PP): Não; Marina Santos (Solidariedade): Sim; Merlong Solano (PT): Não; Rejane Dias (PT): Não

Oposição tentará impedir aumento do bolsa-família

Plenário virtual do Se ado Federal. Foto: Agência Senado/Reprodução

A oposição se articula para tentar impedir o aumento do valor médio do Auxílio Brasil, nova denominação do Bolsa Família, que passará dos atuais R$196 para no mínimo R$300. Ninguém assume publicamente a articulação, por ser antipática aos eleitores, mas é forte o temor de opositores de que o aumento do benefício, que pode até mais que dobrar, para R$400, pode tornar viável a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2022. A “ordem” é impedir o aumento a qualquer custo.

Parceria privada

Para não ficar mal, a oposição pretende acionar parceiros do “mercado” contra “irresponsabilidade fiscal” ou o risco de “furar o teto de gastos”.

Parceria pública

Se perder a votação no Congresso, como é provável, a oposição conta com a “simpatia” do Supremo Tribunal Federal (STF) à sua causa.

Preocupação forte

O aumento foi tema de conversa, por exemplo, do presidente do PDT com o ex-senador Roberto Requião, ao convidá-lo a se filiar ao partido.

Esvaziamento

Políticos do PDT dizem que Carlos Lupi, chefe do PDT, vê iminente o esvaziamento abrupto da pré-candidatura de Ciro Gomes a presidente.(Tiago Vasconcelos)

Pesquisa Estimativa: Rafaell com apoio de Lula tem 54% e Ciro com Bolsonaro 24%

Pesquisa realizada pelo Instituto Estimativa traz intenções de voto para as eleições de 2022 e avaliação das gestões estadual e nacional. A pesquisa teve cobertura no Piauí, com entrevistas em 121 municípios, onde 2.000 eleitores foram questionados. A pesquisa tem margem de erro de 2,2% e nível de confiança de 95%.

Lula mais citado disparado e impulsiona Rafaell
Em um dos dados da pesquisa mostra que o apoio de Lula coloca o pré-candidato que ele deve apoiar para o Governo do Piauí, Rafaell Fonteles (PT), disparado nas intenções de voto, com 54,20%, mesmo o secretário de Fazenda sendo desconhecido da maioria dos entrevistados. Ciro Nogueira apoiado por Bolsonaro conta com 24,85% das intenções de voto. Confira:

Avaliação de W. Dias
Numa das perguntas, os eleitores responderam como avaliam a gestão do governador Wellington Dias. 27,25% disse que é boa e 24,65 regular

 

ALEPI aprova pedidos de empréstimos do governo de R$ 697 milhões

A Assembleia Legislativa do Piauí aprovou, em sessão plenária desta terça-feira (10), as mensagens enviadas pelo governo do estado solicitando autorização para contratação de duas operações de crédito, que somam R$ 697 milhões. As matérias foram aprovadas em primeira e segunda votação sob protesto dos deputados de oposição, e seguem para sansão do Governador. As mensagens foram aprovadas com voto contrário da deputada Teresa Britto – foram 16 votos a favor e um voto contra.

A primeira matéria votada foi a Mensagem nº 42 que autoriza o poder Executivo a contratar operação de crédito com o Banco Itaú S.A, com garantia da união; e a segunda, autoriza o poder Executivo a contratar operação de crédito com o Banco de Brasília (BRB). 

Os deputados Teresa Britto, Marden Meneses e B. Sá (Progressistas) apresentaram parecer negativo às mensagens que tratavam dos empréstimos. Eles alegaram inconstitucionalidade e falta de transparência por parte do poder Executivo e também que o projeto era muito curto diante de sua importância, mas tiveram seu relatório negado pela maioria dos membros das comissões.

Na votação, as mensagens do governador referentes aos empréstimos venceram por 5 votos a 2 na CCJ e na CFCFT. Na primeira, foram favoráveis os deputados Gessivaldo Isaías (Republicanos), Francisco Limma, Ziza Carvalho (PT), Nerinho e Henrique Pires e contrários B. Sá e Teresa Britto. Na segunda, Henrique Pires, Oliveira Neto (Cidadania), Cícero Magalhães (PT), Franzé Silva e Francisco Costa (PT) votaram a favor e Marden Meneses e B. Sá votaram contra.

Imaginava-se que com Ciro no Planalto iria haver diálogo e não blindados em dia de votação na Câmara

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

Com a elevação de Ciro Nogueira ao posto de ministro-chefe da Casa Civil imaginava-se que a partir de então iria haver diálogo do Planalto com os outros poderes, principalmente com o Congresso Nacional, e não blindados nas ruas, a exemplo de desfile raro, cuja ideia, para muitos, era a de demonstrar a força e a pujança do Executivo, quando, na verdade, o que o Planalto passa é a imagem de fraqueza do poder, tendo que recorrer às armas ao invés do diálogo e da sensatez em dia de discussão sobre a votação da PEC do voto impresso.

Em seu discurso de posse Ciro Nogueira chegou a dizer que a sua presença no governo de Jair Bolsonaro seria para fortalecer a democracia. “Porque, com a minha presença, me somando à equipe de seus ministros e ministras, nós vamos ajudar o Brasil a dar os sinais certos para onde nós estamos indo. O primeiro deles, senhor Presidente, e que não tenham dúvida: a democracia é líquida e certa. Difícil por natureza, mas é a coisa certa. E é por ela que estou aqui, é por ela que todos estamos aqui, é por ela que Vossa Excelência está aqui: para cuidarmos dela, para zelarmos por ela, para aprofundarmos na diversidade, nas diferenças a nossa realidade democrática“, chegou a dizer.

“TIMONEIRO” E “AJUDANTE” 

Em outra passagem do seu discurso Ciro Nogueira disse que Jair Bolsonaro seria o “timoneiro” e o político piauiense o “ajudante” tentando mostrar um rumo que seja certo. “Estamos cruzando o cabo das Tormentas. Das tormentas políticas, das tormentas sociais, econômicas e institucionais. Vossa Excelência é nosso timoneiro, e eu serei como aquele ajudante que estará constantemente ao seu lado, avisando dos perigos no percurso, tentando ajudar a enxergar em meio à névoa e querendo, sempre, auxiliá-lo a encontrar o rumo certo“, falou. 

PRESIDENTE DA CPI LEMBRA PAPEL DAS FORÇAS ARMADAS

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que o papel das Forças Armadas “é defender a democracia, não ameaçá-la”.

“Desfiles como esse serviriam para mostrar força para conter inimigos externos que ameaçassem nossa soberania, o que não é o caso. As Forças Armadas jamais podem ser usadas para intimidar sua população, seus adversários, atacar a oposição legitimamente constituída. Não há nenhuma previsão constitucional para isso”, completou.

“AMEAÇAS”

Nesta segunda-feira (9), deputados federais, entre eles o vice-presidente da Câmara, relataram a existência de mensagem “agressiva”, “arrogante” e até “ameaças” para que os parlamentares votassem favoráveis à PEC do voto impresso.

Não haverá impeachment e Bolsonaro ficará no poder, fantasiado de Rainha da Inglaterra

Charge do João Bosco (O Liberal)

Carlos Newton

Neste momento de gravíssima crise institucional, a responsabilidade do deputado Arthur Lira (PP-AL) é enorme. Como presidente da Mesa da Câmara, cabe a ele, em opção solitária, decidir se deve permitir a tramitação de algum dos pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

O movimento “Vem Pra Rua”, um dos responsáveis pela mobilização popular que tirou o PT do poder, no governo de Dilma Rousseff, entrou sexta-feira com pedido no Supremo para obrigar o presidente da Câmara a aceitar um dos 126 requerimentos.

PROPOSTA INÚTIL – A petição do “Vem Pra Rua” serve politicamente para marcar posição, mas não tem o menor efeito, porque o STF já negou pedido idêntico. No final de julho, a relatora Cármen Lúcia mandou arquivar um requerimento que também pedia ao Supremo que obrigasse Arthur Lira a analisar o pedido de impeachment feito pelo PT no ano passado.

No entanto, não há como obrigar Arthur Lira a cumprir a lei, devido ao princípio jurídico da independência dos Poderes, um do marcos da democracia na visão genial do barão de Montesquieu, expressada há quase três séculos.

“O juízo de conveniência e de oportunidade do processo de impeachment é reserva da autoridade legislativa, após a demonstração da presença de requisitos formais”, determinou Cármen, levantando um muro entre Congresso e Supremo.

OITO INQUÉRITOS – Bolsonaro já responde a oito inquéritos no Supremo e no TSE. Não tem condições de escapar de nenhum deles, pois produziu abundantes provas contra si. Aliás, não faz outra coisa.

A menos de um ano e dois meses das eleições, não se pode contar com o Supremo ou o TSE para provocar processo de impeachment. Portanto, só resta Arthur Lira, uma espécie de juiz singular entre 220 milhões de brasileiros.

Diz ele que seu dedo já está sobre o sinal amarelo do impeachment, mas quem pode acreditar nesse tipo de político? É o Centrão que está no poder, representado por Arthur Lira, Ciro Nogueira e Rodrigo Pacheco, os três mosqueteiros do Planalto.  E quem já está no poder não tem o menor interesse de sair dele. 

Os puxa-sacos plantonistas querem fabricar candidatura a qualquer custo

Não se sabe ainda nem se Gracinha Moraes Sousa será mesmo candidata a algum cargo eletivo em 2022, porém, os puxa-sacos adestrados não param de fabricar peças para mostrarem serviço. Tudo para justificar a portaria recebida.

A peça acima circula nas redes sociais e não se sabe com que objetivo. Se Zé Filho é candidato a deputado estadual e Gracinha à Câmara Federal, certamente haveremos de admitir que a dobradinha não iria funcionar plenamente, como sugere o banner. Em Brasileira, por exemplo, já existiria compromisso de lideranças locais com Zé Filho para estadual e Florentino Neto, o secretário de saúde, para deputado federal. E assim será no Piauí inteiro. Apoio fechado 100% com os mesmos candidatos não existe.

Florentino Neto e Zé Filho com o apoio da mesma liderança em Brasileira

Florentino Neto e deputado Dr. Hélio, por exemplo, vão marchar juntos, para federal e estadual, respectivamente, em vários municípios. Mas não em todos. Enfim, Os marqueteiros que fizeram a arte acima parecem daqueles feitos a facão.

 

Que oposição é essa, Ciro Nogueira?

A mãe de Ciro Nogueira, a agora senadora Eliane Nogueira, mantém seus contratos de aluguel com o Governo do Estado.
É essa a oposição que temos: recebe dinheiro público e tem contratos com o governo que diz combater.
Além de contrato de aluguel, o partido de Ciro Nogueira, Progressistas, mantém 3 secretários no Governo de Wellington Dias. São eles:
– Sádia Castro, Secretária do Meio Ambiente e irmã de Margarete Coelho, está envolvida no Escândalo do Zoobotânico e é suspeita de ter arquitetado o desvio da reforma do Parque.
– Wilson Brandão, Secretário de Mineração, no ano passado por condenado na Justiça por desvio de dinheiro público.
– Hélio Isaias, Secretário de Transportes, já foi condenado por abuso de poder econômico por privilegiar a candidatura de sua esposa, Carmelita Castro, irmã de Margarete Coelho e prefeita de São Raimundo Nonato.(Fonte:OPiauiense)

Lula chega a Teresina dia 17 e tem agenda com estudantes e empresários

Nova visita de Lula no Piauí vai durar dois dias: 17 e 18 de agosto

Nova visita de Lula no Piauí vai durar dois dias: 17 e 18 de agosto

Por Arimatéa Carvalho

Definida a agenda do ex-presidente Lula no Piauí. Ele chega a Teresina no dia 17 de agosto, vindo de Pernambuco, e pela manhã participa de encontro com estudantes em escola da zona Norte da capital. Trata-se de jovens que foram beneficiados por programas criados por Lula, a exemplo do Prouni. Um dos rapazes conheceu o ex-presidente em Guaribas, no seu primeiro mandato, formou-se em Direito e hoje advoga em São Paulo. 

Na parte da tarde do dia 17, o petista tem encontros com empresários, 30 lideranças evangélicas de todo o Piauí, populares e grupos organizados no hotel Blue Three. No final da tarde, por volta das 17h30, fará uma live para todo o Piauí, com transmissão para instalações em 224 municípios. Ele pernoita na capital. 

No dia 18, visita obras do PRO Piauí ao lado do governador Wellington Dias e do secretário Rafael Fonteles (Fazenda) e segue para o Maranhão. 

W. Dias diz que Estados do Nordeste vão plantar 45 milhões de árvores

governador Wellington Dias (PT), coordenador do Consórcio Nordeste e presidente do Fórum dos Governadores, anunciou , na segunda-feira (9), que os Estados Nordestinos vão plantar 45 milhões de árvores, 5 milhões em cada Estado, em 5 anos, e criar 5 unidades de conservação, onde moradores vão recolher sementes e criar mudas de árvores, pagos como ressarcimento com dinheiro do crédito carbono.

Governador do Piauí anuncia ação inédita no Nordeste (Foto: CCOM)

Governador do Piauí anuncia ação inédita no Nordeste (Foto: CCOM)

As medidas foram anunciadas, após a divulgação de que há um aquecimento generalizado em todo o país por efeito da ação humana, apontado no.Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) publicado na segunda-feira.

O documento afirma que os seres humanos são responsáveis por um aumento de 1,07°C na temperatura do planeta, e que os efeitos já são irreversíveis. Os esforços, agora, são para evitar que essas consequências piorem.

Atualmente é possível observar aquecimento generalizado em todo o país. Na maior parte do Brasil, a temperatura do ar tem aumentado cerca de 0,4°C por década. Observa-se também um clima mais seco no Nordeste do Brasil e mais chuvoso no Sul do Brasil, afirmaram os autores do relatório.

Wellington Dias afirmou que o relatório do IPCC é levado muito a sério pelos governadores, que formaram o Consórcio do Clima, com os 27 Estados e o Distrito Federal, que apresentou 9 projetos ao grupo  de 30 países, liderados pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Bolsonaro usa tanques e blindados do Exército para intimidar deputados em Brasília

Os tanques e blindados que Jair Bolsonaro deve exibir em uma tentativa de intimidação nesta terça-feira (10) já estão, nesta segunda-feira (9), posicionados em Brasília, próximos à Esplanada dos Ministérios. O flagrante dos veículos estacionados foi feito pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

Tanques e blindados do Exército usados para intimidar os parlamentares antes da votação da PEC do Voto Impresso

“Os tanques de guerra p/ o exibicionismo golpista de Bolsonaro já estão posicionados no Grupamento dos Fuzileiros Navais, localizado próximo à Esplanada dos Ministérios. Bolsonaro está dobrando a aposta e a reação dos democratas desse país precisa ser enérgica!”, escreveu a parlamentar, junto a um vídeo que mostra os carros militares posicionados.

Tentativa de intimidação

O PSOL protocolou junto à Justiça do Distrito Federal, nesta segunda-feira (9), um mandado de segurança para impedir a manobra militar que o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, e Jair Bolsonaro planejam em Brasília nesta terça-feira (10).

Antes da votação da PEC do Voto Impresso no plenário da Câmara – após a proposta ser rejeitada em Comissão Especial da casa -, o presidente vai aguardar a chegada de um comboio com tanques e blindados de guerra no Palácio do Planalto.

Por volta das 8h30, o comboio militar vai desfilar pelas avenidas na Praça dos Três Poderes e estacionar em frente ao Planalto, onde generais vão entregar a Bolsonaro e ao ministro da Defesa, Walter Braga Netto, convites para a demonstração operativa da Operação Formosa.

Políticos e partidos da oposição têm interpretado o ato de Bolsonaro como uma tentativa de intimidação e até mesmo um ensaio golpista contra a iminente derrota do voto impresso na Câmara. O presidente tem defendido a pauta como forma de tumultuar o processo eleitoral, visto que ele já deu sinalizações de que não aceitará o resultado da eleição de 2022 caso perca o pleito.

“A informação de que haverá uma manobra militar amanhã na Esplanada dos Ministérios é grave. O PSOL decidiu entrar com um Mandado de Segurança na Justiça do DF para proibir qualquer presença de veículos ou tropas militares durante as votações no Congresso Nacional”, disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

Quem também entrou na Justiça contra o ato militar atípico encampado por Bolsonaro no dia da análise da PEC do voto impresso foi o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

“Pedi à Justiça que impeça o gasto de recursos públicos em uma exibição vazia de poderio militar. As Forças Armadas, instituições de Estado, não precisam disso”, informou o congressista.

O Congresso vai se render à intimidação militar de Bolsonaro?

Agenda do poder – O povo brasileiro vai saber daqui a pouco, ao longo do dia de hoje, se o Congresso Nacional se submeterá à intimidação do presidente da República, que decidiu usar as Forças Armadas para constranger o Legislativo e levá-lo a aprovar a reintrodução do voto impresso nas eleições, ou se terá consciência de seu papel e dará uma resposta firme às ameaças golpistas, rejeitando a emenda constitucional que representa um enorme retrocesso.

Exército na rua

Aprovar a reinstituição do voto impresso, no dia em que estará cercado de tanques, lança-mísseis e veículos blindados das Forças Armadas, será o pior sinal possível para a democracia brasileira. Será inevitavelmente interpretada como submissão irreversível, num momento em que se deve esperar um gesto de grandeza das instituições que têm o dever de proteger o estado democrático de direito.

O Estadão, por meio da colunista Eliane Cantanhêde, desmente hoje, com chamada de primeira página, o frágil argumento do presidente da Câmara dos Deputados, Artur Lira, segundo o qual o desfile militar extemporâneo em torno do Congresso, com parada prevista diante do prédio do STF, seja apenas uma “trágica coincidência”. Segundo o jornal, o ato de intimidação é deliberado e foi decidido na sexta-feira, pelo próprio presidente da República, após a derrota da emenda consitucional do voto impresso na comissão especial que examinou preliminarmente a proposta. Ou seja: Bolsonaro convocou o desfile militar no mesmo dia em que Artur Lira anunciava a votação da PEC em plenário, para criar um ambiente de pressão sobre os parlamentares.

Algum resultado já obteve com sua atitude. Enquano o presidente do |STF, Luiz Fux, recusava convite de Bolsonaro para assistir à parada militar, o ministro Dias Tofolli negou, no fim do dia, recurso da oposição que pediu a suspensão do desfile de tanques, para evitar a suposta coincidência, alegando que tal decisão caberia ao STJ. Eximiu-se, assim, de tomar posição.

O golpismo de Bolsonaro criou uma situação de instabilidade política perigosa. A primeira reação já foi adotada: senadores e deputados de oposição decidiram se postar, juntos, diante do Congresso Nacional no momento em que o desfile militar estiver ocorrendo, em ato de denúncia,repúdio àtra a intimidação e de defesa da democracia.

A madrugada de hoje já registrou a chegada dos veículos militares ao Distrito Federal.(pensarpiaui)

Revista Veja: mãe de Ciro Nogueira fatura R$ 324 mil em aluguel para o governo de W. Dias

Segundo o jornalista Robson Bonin, da coluna Radar, na Veja, a senadora Eliane Nogueira (PP), mãe do ministro da Casa Civil, acaba de renovar contrato com o governo petista de Wellington Dias no Piauí.

Receberá 324.000 reais por um ano de aluguel de um imóvel onde funciona a força-tarefa composta pela Delegacia Especializada Contra Crime de Ordem Tributária Econômica e Contra as Relações de Consumo, pela Secretaria da Fazenda, a Procuradoria Fiscal e a Vara Contra Crimes Tributários do governo do Piauí.

Piauí recebe mais 65 mil doses de vacina, anuncia secretário Florentino Neto

O estado do Piauí vai receber, no decorrer desta semana, 65.660 doses de vacinas contra a Covid-19, comunicou o secretário de Estado da Saúde Florentino Neto.
Nesta segunda-feira (09) está previsto o desembarque de 21.200 CoronaVac/Butantan, às 15h30, no aeroporto de Teresina. Já as 44.460 doses de Pfizer/BioNTech devem chegar ao estado na terça-feira (10), às 15h30. “Com a entrega de mais uma remessa de vacinas contra a Covid-19 nesta semana e sábado (07), mais piauienses poderão ser imunizados contra a doença”, destaca o secretário. 
No último sábado (07), uma remessa de 116.100 doses contra a Covid-19 chegaram ao Piauí. Foram 52.650 doses da Pfizer/BioNTech, 1.300 doses da Janssen e 62.150 FioCruz/AstraZeneca, enviados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), os imunobiológicos serão para aplicação da primeira (D1) e segunda (D2) doses.
“Estas vacinas já estão sendo entregues aos municípios, para que os mesmos possam aplicar na população o mais breve possível. Pedimos a todos que no dia marcado para a sua vacinação procure os seu local de vacina e se imunize, só assim conseguimos sair desta pandemia”, disse Florentino Neto. 
Os imunizantes serão encaminhados aos municípios, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e distribuídos de acordo com a resolução da Comissão Intergestora Bipartite (CIB). 50% dos imunizantes serão para a população em geral de 18 a 59 anos, não contempladas nos demais grupos, 30% para grupos estabelecidos Plano Nacional de Imunização e também para 20% dos serviços essenciais escolhidos pelos conselhos municipais de saúde.
Vacinômetro
Com 1.418.011 vacinados contra o coronavírus com a primeira dose, dos quais 548.023 receberam também a segunda aplicação, e mais 47.947 vacinados com o imunizante de dose única, até às 09 horas desta segunda-feira (09), o Piauí já vacinou 43,21% da população com a primeira dose e a imunização completa (segunda dose ou dose única) 18,16% dos piauienses.

“É uma piada”, diz modelo sobre seu ex-chefe, Ciro Nogueira, virar ministro

Metrópoles – Em entrevista, a modelo Denise Rocha, que em 2012 foi assessora do senador Ciro Nogueira (PP-AL) diz que a nomeação do ex-chefe a ministro da Casa Civil “é uma piada”.  

Denise Leitão Rocha

A advogada que foi vice-campeã de A Fazenda 6, capa da Playboy e ficou conhecida como o Furacão da CPI, lembra da reação que teve ao saber da escolha do parlamentar para o comando da Casa Civil. “Na hora, eu pensei: Não! Agora o mundo tá acabado mesmo! Ciro Nogueira na Casa Civil? Aí não tem para onde correr”.

Segundo Denise, o pouco tempo que trabalhou com o parlamentar foi suficiente para traçar o perfil político que  Ciro Nogueira representa. Ela explica que não se trata de um político que procura os holofotes. “Ele gosta de atuar nos bastidores. E faz um estrago danado.” Denise, porém, não deu detalhes sobre o que é “fazer um estrago”. 

Denise assessorou Ciro Nogueira durante a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investigou crimes cometidos por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com a participação de políticos.

No decorrer das audiências, um vídeo íntimo, protagonizado por Denise, passou a ser compartilhado entre os políticos que integravam a comissão. Ali, ela começou a ser chamada de Furacão da CPI e acabou demitida pelo senador.

Já na época, Denise classificou a atitude como “desumana” e “machista”. O vídeo não tinha relação com qualquer episódio ou personagem relacionado à CPI.

A saída rumorosa em agosto de 2012 acabou em convite para um ensaio fotográfico para a capa da revista Playboy de setembro do mesmo ano. Ela aceitou.

Um ano depois, foi chamada para participar da sexta edição do reality show A Fazenda, da Rede Record. Topou e faturou o segundo lugar.

Em 2014, ela cogitou disputar uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas acabou desistindo da candidatura.

Denise diz que preferiu manter distância do ambiente da política. “O único laço que tenho com a política se resume às poucas amizades que me restaram em Brasília”, diz a modelo que, pelo visto, não inclui o ex-chefe na lista restrita de amigos.(pensarpiaui)

Em “homenagem” a Bolsonaro, Zeca Baleiro lança “O rei da mamata” em suas redes

O cantor Zeca Baleiro utilizou as redes sociais neste domingo (8) para divulgar sua nova música, o chorinho “O Rei de Mamata”.

Zeca Baleiro

Segundo ele, a música é uma homenagem para aqueles que gostam de entrar em suas redes e escrever “o choro é livre”.

Além de “homenagear” a base bolsonarista nas redes, a música traz uma série de críticas irônicas aos integrantes do governo Bolsonaro.

“Dizem por aí/ Eu sou o Rei da Mamata/ Caçador de comunistas e esquerdopatas/ Dizem também que de arte ninguém mais precisa”.

Em outro momento, Zeca faz críticas diretas ao secretário especial da Cultura do governo Bolsonaro, Mario Frias.

“Dizem que eu mamo nas tetinhas da cultura/ Quando o artista canta, o idiota nem murmura/ Bando de hipócritas lambendo a sandália”.

Veja:

 

STF marca julgamento do ministro Ciro Nogueira para 13 de agosto

O ministro Gilmar Mendes devolveu para julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, no último dia 03 de agosto, após três anos suspenso, o inquérito no qual o senador licenciado e atual ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, o deputado federal Eduardo da Fonte e o ex-deputado federal Márcio Junqueira são acusados de embaraçar investigação criminal que envolve organização criminosa, crime previsto no artigo 2º, parágrafo 1º, da Lei 12.850/2013. Os três, segundo a Procuradoria-Geral da República, tentaram comprar o silêncio da testemunha José Expedito Rodrigues Almeida, que foi assessor do senador.

O julgamento virtual será retomado no dia 13 de agosto e a previsão é que seja finalizado no dia 20 de agosto.

O objetivo seria que o ex-assessor desmentisse depoimentos que prestou em 2016 à Polícia Federal nos inquéritos sobre a organização criminosa integrada por membros do Partido Progressista (atual Progressistas) no Congresso Nacional, que tramitam sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a PGR, em razão dos depoimentos, José Expedito foi incluído no programa de proteção a testemunhas do Ministério da Justiça e lá permaneceu até 2017, quando teria passado a ser assediado por Márcio Junqueira, para mudar suas declarações.

De acordo com a denúncia, o ex-deputado prometeu cargo público e uma casa ao ex-assessor, pagou despesas, fez entregas de dinheiro e ameaçou sua vida para comprar seu silêncio e prejudicar as investigações em curso no STF.

Diante disso, José Expedito voltou a procurar a Polícia Federal, manifestando sua intenção de retornar ao programa de proteção a testemunhas, reafirmando as declarações prestadas e detalhando as abordagens até então ocorridas.

Ciro Nogueira

Na visão da PGR, “Márcio Junqueira teria agido a mando e no interesse de Ciro Nogueira e de Eduardo da Fonte, seja pela incompatibilidade de tais repasses com a sua renda mensal e a capacidade financeira ,seja porque todos os elementos probatórios fornecidos por José Expedido dizem respeito a ilicitudes atribuídas aos congressistas”.

Iniciado em 2018, o julgamento já conta com dois votos favoráveis ao recebimento da denúncia, do relator Edson Fachin e da ministra Cármen Lúcia. Faltam votar os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandovski e Nunes Marques.

Caso a denúncia seja recebida, os acusados se tornam réus e será deflagrada a ação penal.

Outro lado

O ministro Ciro Nogueira não quis se pronunciar sobre o caso.(Gil Sobreira/Gp1)

Voto impresso era bandeira de PDT, PSDB, DEM…

Há pouco tempo, o espaço hoje ocupado pelo presidente em favor do voto impresso era dividido entre partidos importantes como PSDB, DEM e até mesmo o PDT. Foto: Justiça Eleitoral

Justiça Eleitoral, PT e seus puxadinhos sempre estiveram sozinhos na defesa cega do sistema 100% eletrônico até o “fenômeno” Bolsonaro. Há pouco tempo, o espaço hoje ocupado pelo presidente em favor do voto impresso era dividido entre partidos importantes como PSDB, DEM e até mesmo o PDT, desde o fundador Leonel Brizola. A guerra interna nesses é intensa porque uns querem defender os ideais partidários e outros ignorá-los por completo, desde que seja para ficar contra Jair Bolsonaro.

Saindo pela tangente

Presidente do PDT, Carlos Lupi pisa em ovos dentro do partido quando é acusado de apoiar Bolsonaro. “Brizola já defendia a impressão do voto”.

Consenso no Legislativo

Em 2015, o Congresso aprovou o voto impresso e passou por cima do veto de Dilma Rousseff com votação suficiente para abrir impeachment.

Sem ressalvas

Quando o veto foi derrubado, o hoje governador Ronaldo Caiado (DEM-GO), disse que o voto impresso era a “consolidação da democracia”.

Sistema jabuticaba

Para o líder do PSDB Carlos Sampaio, o sistema é inauditável e “não se enquadra em qualquer modelo reconhecido em entidades internacionais”.(Cláudio Humberto)