
Candidato de Ciro Nogueira abandona a cidade onde é prefeito


O bloco da oposição liderado pelo Progressistas e PSDB, que até o atual momento protagoniza a disputa pelo Governo do Piauí contra o grupo do governador Wellington Dias (PT), deve ser o primeiro a lançar suas propostas de governo para as eleições de 2022. Apesar de já ter data marcada para o lançamento, que será no próximo dia 22 de novembro, o grupo ainda não definiu quem de fato será o candidato ao governo e quem será o vice. Até agora o que se sabe é que no trio composto por Iracema Portella (PP), Silvio Mendes (PSDB) e Joel Rodrigues (PP), nenhum tem vaga confirmada, até mesmo o prefeito Joel, apesar de ter nítida preferência, também disputa na chapa a vaga na pré-campanha ao senado com o tucano Kleber Montezuma.

Iracema Portella e Silvio Mendes (foto: reprodução Instagram)
Enquanto isso, os líderes de ambos os partidos dizem que a definição do nome do candidato ao governo e do vice deverá ser decidido somente no fim deste ano ou início de 2022, com base em pesquisas eleitorais internas e externas. Até o momento, as pesquisas realizadas por diversos institutos vêm dando a liderança das intenções de voto ao pré-candidato Silvio Mendes, enquanto a deputada Iracema aparece em terceiro, atrás do pré-candidato Rafael Fonteles (PT), que representa o atual governo.
Nos bastidores, o que se comenta é que os Progressistas querem prolongar o quanto puderem essa escolha, para tentar emplacar a todo custo o nome de Iracema Portella que ainda não ‘vingou’ nas pesquisas, mas seria mais confiável. O partido do ministro Ciro Nogueira (PP) poderá levar em consideração a preferência dos líderes políticos dentro do partido, que sem sombra de dúvidas preferem o nome da deputada como candidata ao governo, que é do próprio partido e pode ter um trato melhor com os gestores.
Não é segredo para ninguém que apesar de ter o nome forte na capital, com boa porcentagem das intenções de voto dos teresinenses, o ex-prefeito da capital pode ter ainda seu nome visto com desconfiança por líderes do Progressistas, principalmente no interior. Vale lembrar que Silvio foi eleito prefeito de Teresina em 2004 e reeleito em 2008, ambos as vezes com apoio do grupo do ex-prefeito Firmino Filho (PSDB). Entretanto, Silvio deixou a prefeitura em 2010 para ser candidato ao governo do Piauí, quando acabou derrotado pelo então governador Wilson Martins (PSB). Naquela época, atribuiu-se a derrota ao baixo poderio dos tucanos de angariar votos no interior.
Nesse período, Firmino não participou efetivamente da campanha de Silvio, dando brechas para que falassem nos bastidores que os tucanos estariam com divergências políticas. Na época, após deixar a prefeitura para se candidatar ao governo, Silvio deixou o cargo de prefeito nas mãos do seu vice Elmano Férrer (do PTB naquela ocasião). O então prefeito Elmano se candidatou à reeleição em 2012, porém foi derrotado por Firmino Filho, que voltou a ser candidato a prefeito, sendo eleito ainda por mais dois mandatos (2012/2016).
Como não podia mais ser candidato nas eleições municipais de 2020, o saudoso Firmino Filho demorou alguns meses para definir quem apoiaria como candidato à Prefeitura de Teresina, mesmo tendo o nome de Silvio apontado como preferência do eleitorado. Entretanto, o prefeito Firmino preferiu ‘tirar um coelho’ da cartola e apostar no nome do seu secretário Kleber Montezuma (PSDB) como candidato ao Palácio da Cidade, mas acabou derrotado no segundo turno pelo agora atual prefeito de Teresina, Doutor Pessoa (MDB). Por conta disso, nos bastidores muito se comentou que Firmino teria resistência ao nome de Silvio Mendes, que foi deixado de lado na recente eleição municipal de 2020. Porém, o próprio Firmino não confirmou oficialmente esse desentendimento político com o amigo Silvio.

O certo é que não é só entre os políticos da capital que o nome de Silvio ainda é visto com certa desconfiança. No interior, parte dos prefeitos tem mostrado pelas redes sociais que o nome de Iracema tem sido mais abraçado em suas visitas como pré-candidata e já a colocam como a candidata da oposição.
Resta agora a pergunta se Ciro vai confiar no nome de Silvio à frente de uma chapa da oposição e dar ainda todo suporte do Progressistas para o tucano ser o candidato principal da chapa, deixando de lado seu ‘sonho’ de governar o Piauí, mesmo que por tabela. Outro questionamento é se Silvio vai aceitar ser vice na chapa da oposição, mesmo tendo seu nome preterido nas pesquisas ou terá ‘peito’ para sair da chapa comandada pelo Progressistas e mais uma vez bancar sua candidatura solo ao governo do Piauí, semelhante ao que fez em 2010, quando acabou não tendo êxito.(Política Dinâmica)
A imprensa nacional tem repercutido a possível filiação de Jair Bolsonaro no PL. De acordo com o jornal O Globo, até esta terça-feira (9), o chefe do Executivo deve ingressar no partido de Valdemar Costa Neto.

O presidente está há dois anos sem partido, desde que saiu do PSL. A cúpula do PL se reuniu no mês passado para tratar da ida de Bolsonaro para o partido.
Sendo oficializada a filiação de Bolsonaro, já se noticia que deputados da sigla podem deixar o partido.
No Piauí, o PL conta com cinco deputados, sendo três estaduais e dois federais: Carlos Augusto, Hélio Oliveira, Fábio Xavier, Marina Santos e Fábio Abreu.
O pensarpiauí,logo cedo, procurou a assessoria dos parlamentares para saber qual a posição deles sobre a filiação do presidente.
O deputado Fábio Abreu disse que pretende permanecer no PL, mas pode deixar o partido caso veja a necessidade, e pretende ouvir as orientações e seguir na base do governador Wellington Dias.
Fábio Abreu disse sua posição sobre o assunto. “Há uma conversa com o presidente do partido em que esclarecemos a ele nossa situação no Piauí, com um governo que é do PT, e ele nos garantiu total autonomia e liberdade. Portanto, estamos firmes no nosso projeto de ampliar nossa base no PL. Do contrário, qualquer interferência por parte do presidente Bolsonaro, nós estaremos fora do PL”, afirmou ele.
Procuradas, as assessorias dos demais deputados não deram resposta sobre o assunto até a publicação desta matéria. Atualmente, o PL tem 43 deputados e 4 senadores.(Fonte:pensarpiaui)
O ex-senador não é mais presidente licenciado do PTB no Piauí. A decisão foi anunciada nesta terça-feira,09, num encontro com dirigentes da executiva estadual e prefeitos filiados à sigla. João Vicente prepara agora migração para o Podemos e pré-candidatura ao governo. O ex-senador considera a candidatura de Sérgio Moro à presidência da República como fator que favorece terceira via no Piauí.
“Teremos um palanque nacional, situação que não ocorreu em 2010 em que nossa coligação apoiava Dilma Rousseff (PT), a mesma candidata da aliança governista estadual”, esclarece JVC. Em 2010 João Vicente disputou o governo do estado contra Wilson Martins (PSB) e Silvio Mendes (PSDB). Venceu Wilson Martins no segundo turno contra o tucano Silvio Mendes.(Elivaldo Barbosa)

A Câmara Municipal de Parnaíba vai realizar na próxima quinta-feira(11) uma audiência pública cujo objetivo é “discutir os aspectos e melhorias no transporte público coletivo em Parnaíba”, segundo justifica o vereador proponente da matéria, Zé Filho Caxingó.

Vereador Zé Filho: autor da proposta
Para quem conhece os meadros da administração Mão Santa sabe de antemão que esta audiência será apenas mais uma, perda de tempo, porque no final de tudo nada de melhoria vai ocorrer, porque quem manda de fato na administração municipal (que não é o Mão Santa) assim não o deseja. E a Cooperativa de Transporte Coletivo- Coopertramp vai continuar deixando na mão, nos finais de semana, principalmente, toda a população que necessita de transporte coletivo.
Antigamente existiu um Conselho Municipal de Transportes, cujo presidente deve ser o secretário da pasta. Ainda existe? Qual a última vez que se reuniu? Aliás, qual é o representante da Câmara neste Conselho?
Em 5 anos consecutivos de gestão Mão Santa sequer foi construído um abrigo para passageiros na cidade. Um, sequer. E este assunto foi motivo de muitas críticas quando Mão Santa foi candidato em 2016 – 5 anos passados. O secretário de Transportes, Maurício Machado, até tentou um projeto em parceria com a iniciativa privada, como é comum em muitas gestões, Brasil à fora, mas quem manda de fato na Prefeitura (que não é o Mão Santa) achou que isso não seria necessário.
Há pouco tempo andaram reavivando parte da sinalização vertical de trânsito, apenas para fazer média com a população. Houve o apoio popular e alteraram o número de áreas beneficiadas – só porque agradou a população e a intenção do governo é só fazer média. Mesmo assim, em muitas artérias importantes da cidade a sinalização continua praticamente invisível. Então, que os vereadores façam a AUDIÊNCIA PÚBLICA”; percam o tempo deles. E aguardemos os resultados. Que venham, deva-se dizer.

Bolsonaro se filiará ao PL- Foto: Estadão
O presidente Jair Bolsonaro escolheu o partido que deve enfrentar às eleições de 2022. Entre esta segunda (8/11) e terça-feira (9), o chefe do Executivo deve ingressar no PL, de Valdemar Costa Neto. A informação é do jornal O Globo.
Bolsonaro vinha negociando com a legenda e com o PP. O Republicanos também demonstrou interesse em ter o mandatário como filiado. O presidente está há dois anos sem partido, desde que saiu do PSL. A cúpula do PL se reuniu no mês passado para tratar da ida de Bolsonaro para o partido.
A sigla que receber Bolsonaro irá arrastar consigo parte da ala de deputados bolsonaristas que ainda está no PSL. Segundo interlocutores do Planalto, um dos motivos para o presidente decidir pelo PL é ter o controle, ao menos, de diretórios regionais e algumas indicações de candidatos para as eleições de 2022.(Adriano Sousa)

Orçamento secreto com emendas de relator é herança da gestão Rodrigo Maia. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
As emendas de relator aparecem no centro do debate sobre votação da PEC dos Precatórios como uma moeda de troca utilizada para garantir votos favoráveis. O “orçamento secreto” foi criado recentemente, quando Rodrigo Maia presidia a Câmara e nutria sonho de ser “premier”. Em tempo recorde, ele aprovou a PEC do Orçamento Impositivo e conseguiu aprisionar o orçamento federal e limitar ainda mais ações do Executivo.
Quando se fala de dinheiro, ideologia fica de lado e Maia aprovou a PEC em dois turnos, em duas horas, mantendo o “sigilo”, hoje tão contestado.
O STF tem sido usado para moderar a atuação dos demais poderes. E é nisso que Maia apostou ao mover ação contra a PEC dos precatórios.
Maia sabe não haver afronta ao regimento no voto remoto, que foi usado para votar inúmeros projetos na pandemia, inclusive outras PECs.
Fundeb, Auxílio Emergencial, proteção de dados pessoais, entre outros assuntos, foram tema de PECs votadas remotamente, sem contestação.(André Brito)
Coordenador do PRO Piauí, Rafael Fonteles (PT), concedeu entrevista nesta segunda-feira, 08 de novembro, ao Jogo do Poder, na Rede Meio Norte. Na ocasião, o secretário de Fazenda anunciou a assinatura de dois contratos que viabilizarão quase R$ 700 milhões a mais em investimentos no Piauí.

Rafael Fonteles diz que o endividamento do Piauí é o menor da história (Foto: Victor Melo)
As operações envolvem R$ 600 milhões do banco Itaú e R$ 97 milhões do Banco de Brasília. Assim, o petista aproveitou para explicar que o endividamento do Piauí está no menor patamar da sua história e não será impactado pelos financiamentos, que de acordo com ele são ‘naturais e necessários’. “De fato são duas notícias importantes, pois completam a carteira de investimentos em infraestrutura do PRO Piauí, então agora estão 100% assegurados todo o planejamento de infraestrutura que foram pactuados no PRO Piauí, além desses recursos temos mais de R$ 1 bilhão próprios do Tesouro Estadual, então são mais de R$ 2 bilhões em investimentos, em obras de infraestrutura nos 224 municípios do Piauí”.
Para dar embasamento, Fonteles explicitou que o Governo Federal, por exemplo, deve um montante similar a 100% do seu PIB; enquanto no Piauí o índice é inferior a 10%, o que segundo ele, ‘é a prova cabal de uma gestão equilibrada‘.

Fonteles: “Piauí deve menos de 10% do PIB, enquanto Brasil deve quase 100%” (Foto: Portal Meio Norte)
“Com relação ao endividamento, estamos no menor nível de endividamento da história do Piauí, por isso os financiamentos são mais do que naturais, eles são necessários para você antecipar investimentos que são importantíssimos, hoje o Estado do Piauí o que ele paga de financiamentos a cada ano é menor do que ele contrai de dívida, por isso o endividamento cai a cada ano, a nível de comparação, o Brasil em âmbito federal deve quase 100% do PIB, já o Piauí deve menos de 10% do PIB do Estado do Piauí, é a prova cabal de uma gestão equilibrada qual quer que seja o indicativo”, destacou. (MN)
Segundo o senador e presidente estadual do MDB, são mínimas as chances de viabilidade para um projeto de terceira via na sucessão do governador Wellington Dias. Para Marcelo Castro, os prefeitos, vereadores, deputados, senadores e a maioria das lideranças políticas sem mandato já estão divididos entre os dois dois grupos que disputarão o poder no próximo ano.

De um lado a oposição com o ministro Ciro Nogueira e aliados; do outro o bloco governista com Wellington Dias, Rafael Fonteles e as forças alinhadas. Nesse cenário, Marcelo Castro avalia que não há espaço para terceira via.
O vice-prefeito da capital entra no debate da terceira via contestando o senador Marcelo Castro (MDB). Robert Rios (PSB) reafirma tendência de terceira via competitiva na sucessão do governador Wellington Dias. O vice-prefeito da capital chamou o senador emedebista de ultrapassado nas análises políticas e cita casos. “Em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e outros estados a terceira via foi vitoriosa em 2018; para o próximo ano, a população ainda não se manifestou e aguarda via alternativa no Brasil e no Piauí”, afirma Robert, afirmando que partidos já articulam coalizão para fugir do confronto entre os grupos liderados pelo governador Wellington Dias e pelo ministro Ciro Nogueira.(Fonte:Elivaldo Barbosa)
O ministro da Casa Civil e comandante nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, avisou a integrantes do partido que o principal projeto político da sigla hoje é a filiação de Jair Bolsonaro e os filiados que discordarem poderão deixar a legenda. As informações são da Coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.

Isac Nóbrega/PR
Segundo dirigentes do PP, o piauiense diz que maioria dos 27 diretórios estaduais do partido é favorável à filiação do presidente à legenda e que, nesse cenário, o grupo “minoritário” contrário à filiação não pode inviabilizar o projeto apoiado pelo grupo majoritário.
Em conversas de bastidores, o ministro repete a previsão de que a entrada de Bolsonaro no PP ajudará a sigla em sua principal meta para 2022: aumentar a bancada da legenda na Câmara dos Deputados. Isso significará fatia maior do fundo partidário e de tempo de televisão para a legenda.
Com esse diagnóstico, Ciro já admite que o Progressistas deve perder lideranças filiadas ao partido, sobretudo no Nordeste. Os diretórios da sigla em que há maior resistência hoje à filiação de Bolsonaro são os de Pernambuco e o da Bahia, por possuírem alianças locais com a esquerda.

Charge do Duke (O Tempo)
Bernardo Mello Franco
O Globo
A cada três décadas, o Brasil elege um salvador da pátria que promete acabar com a corrupção. Em 2018, Jair Bolsonaro reciclou o discurso moralista de Fernando Collor em 1989. Os dois seguiram a trilha de Jânio Quadros, fenômeno eleitoral de 1960.
Jânio subia ao palanque com uma vassourinha. Prometia usá-la para varrer a bandalheira da política. Como Collor e Bolsonaro, elegeu-se por um partido de aluguel, o PTN. A sigla foi extinta na ditadura, ressurgiu na democracia e mudou o nome para Podemos. Na semana que vem, lançará Sergio Moro como pré-candidato ao Planalto.
CAÇADOR DE CORRUPTOS – O ex-juiz se projetou com a imagem de caçador de corruptos. Depois abandonou a toga, virou ministro e caiu em desgraça ao romper com Bolsonaro e ter sentenças anuladas pelo Supremo. Ontem ele começou a distribuir convites para o ato de filiação. Escolheu o Dia de Finados para tentar ressuscitar na cena política.
Moro disputará espaço na terceira via, que hoje tem muitos candidatos e poucos votos. No fim de setembro, ele apareceu com 5% numa pesquisa do Ipec. Amargou um modesto quarto lugar, bem atrás de Lula (45%) e Bolsonaro (22%) e embolado com Ciro Gomes (6%).
Fãs de Moro dizem que ele pode furar a polarização entre o atual presidente e o ex. Mas duas rejeições não bastam para fazer um candidato. Além disso, pesquisas mostram que a corrupção desabou no ranking de preocupações do eleitor. E o ex-juiz só conta com a memória desbotada da Lava-Jato.
SEM VIDA FÁCIL – Detestado por petistas e bolsonaristas, o presidenciável não terá vida fácil em 2022. Precisará explicar a tabelinha ilegal com procuradores, o desempenho pífio como ministro e a atuação nebulosa como consultor. Além da decisão de concorrer por um partido de má fama.
No domingo, o jornal O Estado de S.Paulo começou a expor os rolos do Podemos. A presidente da sigla é investigada por lançar candidatas laranjas. O secretário-geral recebeu dinheiro vivo no mensalão do DEM. Antes de convidar o ex-juiz, a legenda apostou em personagens como o ex-jogador Romário e a dançarina Mulher Pera. Moro precisará da vassourinha para esconder os novos aliados embaixo do tapete.
O futuro candidato a governador do Piauí em 2022 pelo Cidadania, professor Washington Bonfim, concedeu entrevista ao GP1 nessa sexta-feira (05) para falar do novo encontro que teve com o ex-senador João Vicente Claudino (PTB) no início dessa semana. Bonfim ressaltou a convergência de interesses com JVC e não descartou a possibilidade de futuramente, os dois discutirem uma eventual composição para o ano que vem.

Washington Bonfim
“É uma possibilidade [de estarem no mesmo palanque], mas só o tempo dirá. Temos uma visão convergente de que o Piauí precisa de inovação, de uma proposta mais clara e concreta de desenvolvimento”, pontuou o professor.
Ainda conforme Washington Bonfim, ele e João Vicente fizeram uma análise dos contextos político e econômico do País e do Piaui. “Tratamos sobre os quadros político e econômico do país e do Piauí. Falei dos meus planos partidários, em relação ao Cidadania, e estamos alinhando nossas posições”, completou o professor.
Cidadania
Washington Bonfim revelou que pretende se filiar ao Cidadania no final do mês de novembro, oportunidade que deverá ser prestigiada pelo presidente nacional do partido, Roberto Freire.
“Sobre o Cidadania, estamos marcando a data da filiação para o final de novembro, dependendo da agenda do Presidente Roberto Freire, que estará aqui na oportunidade”, adiantou Washington Bonfim.(Gp1)

Brasil é vítima da desregulação do setor desde o governo FHC, há mais de vinte anos, sem qualquer proteção ao consumido
O dia de fúria, dias atrás, de um cidadão no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, não espantou o brasileiro há décadas tratado com desdém e desrespeito nas empresas aéreas. Ofendido em seus direitos, o cliente não tem a quem recorrer. O Brasil é vítima da desregulação do setor desde o governo FHC, há mais de vinte anos, sem qualquer proteção ao consumidor. Só empresas têm “direitos”. Em vez de rever procedimentos, a “agência reguladora” Anac e as empresas sempre chamam a polícia.
Ficam impunes vigarices, chanceladas pela Anac, como a promessa de reduzir o valor da passagem após a cobrança de bagagem. Caras-lisas.
Temos serviços aéreos cada vez mais precarizados e mais caros, além da rotina de afanos como não ressarcir voos cancelados ou adiados.
Além de pagar o bilhete mais caro do mundo, o brasileiro sofre extorsão quanto escolher o assento (até R$70) ou para reservá-los (R$90).
O consumidor não tem defesa, na exploração é inclemente em que voos domésticos são mais caras do que voos para Estados Unidos e Europa.(Cláudio Humberto)

Da coluna do jornalista Guilherme Amado, no Metrópoles
O ex-ministro José Dirceu, do PT, almoçou recentemente com os tucanos Aloysio Nunes e Arthur Virgílio e discutiu a necessidade de se formar uma frente democrática contra Bolsonaro na eleição de 2022.
Dirceu foi à reunião acompanhado de um amigo. Os três políticos se conhecem desde a luta contra a ditadura militar.
Homem forte do primeiro governo Lula e até hoje uma figura de poder no PT, Dirceu foi questionado sobre qual papel exerceria na candidatura do ex-presidente em 2022. O ex-ministro afirmou que não recebeu nenhuma missão específica e que isso só será definido mais para frente.
O almoço terminou com a promessa de que haverá novos encontros no futuro.
Petistas e tucanos da velha guarda têm retomado os contatos nos últimos meses. Lula já se encontrou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com o ex-governador Geraldo Alckmin e com o próprio Aloysio Nunes.
O governador Wellington Dias realizou neste sábado (6) a transmissão do cargo para a vice-governadora Regina Sousa. Dias embarcou para a Escócia onde participará da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow. Durante a viagem internacional, Regina estará no comando do Executivo estadual.
“Vou cumprir a agenda dele e algumas das minhas que estavam marcadas, tentar conciliar as duas e cumprir as rotinas administrativas”, destacou Regina Sousa.
Esta é a sétima vez que a vice-governadora, Regina Sousa, assume o governo de 2019 até agora. Em cinco oportunidades anteriores a mudança temporária também se deu por motivo de viagem oficial de Wellington Dias ao exterior.
Na COP 26, Wellington Dias estará representando o bioma da caatinga pelo Consórcio Brasil Verde. Também vai cuidar de agendas de interesse do Piauí. Uma delas é a busca por adesões ao PROVerde, programa que tem como objetivo o plantio de um milhão de árvores nativas e frutíferas por ano. No início o foco é a recuperação de áreas degradadas das 13 unidades de conservação estaduais de proteção integral e uso sustentável.

“Queremos contribuir para que neste encontro a gente tenha não só o compromisso do Brasil, mas um compromisso do mundo pra que a gente possa evitar esta subida da temperatura, que é um desafio da humanidade”, declarou Dias.
O encontro sobre o clima e o meio ambiente reúne representantes dos 196 países signatários do Acordo de Paris. Entre os assuntos discutidos estão ações de desenvolvimento e preservação do meio ambiente, emissão de gases que provocam efeito estufa e aquecimento global.(Gp1)
Um dos acontecimentos mais marcantes da história política do Piauí completa 20 anos neste sábado (6). Na tarde do dia 6 de novembro de 2001, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou procedente uma ação movida pelo então senador Hugo Napoleão (PFL), que havia perdido a eleição para o governo em 1998, e cassou os mandatos do governador Mão Santa e do seu vice Osmar Júnior. Tratava-se, ali, da primeira cassação de um governador no Brasil.
A decisão foi unânime. Todos os ministros do TSE votaram pela cassação da chapa. Mão Santa estava no segundo mandato e enfrentava uma enxurrada de denúncias.
Matéria sobre a cassação de Mão Santa no jornal O Globo
O governador, a época filiado ao PMDB, foi acusado de abuso do poder político e econômico. O relator do processo no TSE, ministro Nelson Jobim, considerou em seu voto que Mão Santa cometeu uma série de crimes eleitorais na campanha em que venceu Hugo Napoleão por uma diferença de pouco mais de 20 mil votos, uma das disputas para o governo mais acirradas da história do Piauí. Os demais ministros acompanharam o relator.
Segundo mandato de Mão Santa era alvo de várias denúncias de corrupção
Entre os crimes verificados pelos ministros do TSE estava a anistia de pagamentos de contas de água, contratação de milhares de cabos eleitorais fora do período previsto na legislação, uso de recursos da Agespisa para contratação de artistas para comícios, sorteio de material apreendido pela Secretaria de Fazenda, distribuição de remédios em seu comitê e ainda o lançamento de programas sociais com seu nome, como o Luz Santa, o Sopa na Mão e o Spa Santo.
Piauí foi manchete nacional durante vários dias seguidos
DIAS DE INCERTEZA
O ineditismo da cassação de Mão Santa fez o Piauí virar manchete nacional por vários dias. O estado viveu duas semanas intensas e de muita incerteza. Foram 13 dias entre a cassação e a posse do novo governador. Nesse intervalo, houve uma guerra judicial para tentar impedir a posse de Hugo. Mão Santa discursou na inauguração de uma obra mesmo estando cassado.
Uma das cenas mais marcantes é a de Mão Santa indo a pé do aeroporto de Teresina até o Palácio de Karnak acompanhado de uma multidão de apoiadores. O então prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), ajudou a organizar o protesto e estava ao seu lado.

No dia 8 de novembro, o aeroporto da capital piauiense foi palco de duas chegadas históricas. Mão Santa desembarcou vindo de Brasília por volta das 9h da manhã e foi recebido por milhares de pessoas. À noite foi a vez de Hugo Napoleão chegar, também vindo de Brasília. Uma multidão de apoiadores esperava o pefelista no local.
Hugo e Mão Santa chegaram em aeroporto em horários diferentes
TENSÃO, CAOS E POSSE
Insuflados por Mão Santa, populares chegaram a ocupar o Palácio de Karnak, em cenas que ganharam repercussão nacional. Mão Santa, mesmo cassado, chegou a despachar. “Fui orientado por meus advogados a permanecer na cadeira de governador. Se o TRE-PI não notificou o presidente da Assembleia e nem a Secretaria de Governo sobre a vacância do cargo, é porque ele não está vago”, afirmou Mão Santa em trecho publicado no jornal O Globo.
Hugo Napoleão, por sua vez, rebateu o fato de Mão Santa permanecer no Palácio mesmo após a decisão que determinou seu afastamento. “Ele está usurpando a Justiça. É questão de horas para eu ser empossado”, falou Hugo no dia 8 de novembro.

A confusão duraria 13 dias e nesse período o estado virou uma desordem. Uma liminar do TRE-PI chegou a suspender a posse de Hugo a pedido de Mão Santa. O então presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Kleber Eulálio (MDB), aliado de Mão Santa, assumiu o governo de forma interina até o desfecho do imbróglio jurídico.
A tensão era grande e houve confrontos entre apoiadores dos dois políticos. Do lado de Hugo Napoleão, havia também o medo de que documentos oficiais fossem saqueados no Karnak e no Centro Administrativo, tamanha era a desordem que ficou o estado.
Impasse jurídico noticiado pela Folha de S. Paulo
Após muito vai e vem na Justiça e até confronto físico entre apoiadores na frente do Palácio de Karnak, finalmente a história teve um desfecho. No dia 19 de novembro, Hugo Napoleão, que já havia renunciado ao mandato no Senado, foi empossado por ordem do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. Por 3 votos a 2, o TRE-PI decidiu diplomá-lo e autorizar a posse.

Hugo Napoleão, que havia sido governador do Piauí na década de 1980 após derrotar Alberto Silva, voltou a governar o estado por um ano, um mês e 11 dias. Ele, no entanto, não conseguiu se reeleger no ano seguinte. Em 2002, em outra eleição acirrada, Napoleão perdeu a disputa para o petista Wellington Dias, que teve apoio decisivo de Mão Santa. Nesse mesmo pleito, Mão Santa foi eleito senador da República pelo PMDB.(Por:Gustavo Almeida)

Franzé diz que violência tem sido usada para atingir fins específicos (Thiago Amaral)
O deputado Franzé Silva (PT) apresentou o Projeto de Lei (PL) 221/2021, que institui o dia 14 de março como Dia de Enfrentamento à Violência Política contra as Mulheres. A data foi escolhida em referência ao dia em que a vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ) foi assassinada, em 2018.
Violência política contra mulheres, de acordo com o Projeto, compreende atos físicos, ameaças ou intimidação psicológica e/ou discriminatória praticados com o objetivo de tirar a vida, agredir, ameaçar, ofender ou limitar ilegitimamente o pleno desenvolvimento e participação feminina na política.
Segundo Franzé, a violência tem sido usada para atingir objetivos específicos, tendo como alvos os grupos historicamente excluídos da política, entre os quais, em grande parte, as mulheres, intimidando-as, denegrindo-as e censurando-as, de modo a impedir ou interromper sua participação ativa e plena na política.
Elevado custo à democracia
O parlamentar pontua, ainda, que excluir as mulheres da política gera um elevado custo à democracia. “A violência no ambiente político tem crescido, continuamente. As mulheres, embora sejam mais da metade da população brasileira, estão sub-representadas na política, sendo vítimas preferenciais de violências e agressões”.

O senador Elmano Férrer (Progressistas) estreita as relações com o prefeito de Parnaíba, Mão Santa. O parlamentar discutiu com o gestor a realização de projetos para a cidade. Elmano confirmou que os recursos para o prolongamento da Avenida São Sebastião estão assegurados.
Na obra, serão investidos R$ 9,5 milhões. “São recursos que eu e o ministro Ciro Nogueira conseguimos junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional”, explica o senador. Com este projeto, a Avenida São Sebastião será prolongada até a Lagoa do Portinho.
Elmano não irá concorrer à reeleição. Mas já se encontra em intensa pré-campanha em busca de apoios para construir a campanha de deputado federal. (Lídia Brito)
“Eu não vejo a menor possibilidade de uma terceira via aqui no Piauí”. A declaração foi do senador e presidente estadual do MDB, Marcelo Castro, nesta sexta-feira (05), em entrevista ao GP1, na sede do partido, em Teresina.
De acordo com o senador, ele chegou a essa conclusão após analisar dados e fazer uma projeção racional. “O que a gente faz? A gente faz uma projeção racional. Como é uma projeção racional lógica? Com os dados que você tem. Então com os dados que eu tenho eu não vejo a menor, a mais mínima possibilidade de uma terceira via aqui no Piauí”, analisou Marcelo Castro.

“Isso não quer dizer que eu não esteja errado. Amanhã pode aparecer uma terceira via e arrebatar o povo. Mas hoje eu não vejo porque essa terceira via seria oposição ao Governo do Estado, seria oposição a Ciro Nogueira, que são os dois polos de atração política que tem hoje no Piauí, tanto do ponto de vista ideológico quanto do ponto de vista de estrutura de campanha”, completou o senador.
Marcelo Castro avaliou ainda que, caso houvesse uma terceira via, nenhum dos 10 deputados federais ou dos 30 deputados estaduais ou até mesmo dos 224 prefeitos apoiariam essa alternativa. “ O pessoal que está com o Wellington Dias está do lado do governo. Quem está com Ciro Nogueira está do lado do Governo Federal, Ciro com todo prestígio, ministro. E uma terceira via seria oposição ao Governo do Estado, seria oposição ao Governo Federal e eu lhe pergunto, qual dos 10 deputados do Piauí iria para essa terceira via? Qual dos 30 deputados do Piauí iria para essa terceira via? Eu lhe digo. Eu acho que nenhum. Dos 224 prefeitos do Piauí, qual iria para essa terceira via? Não vejo ninguém”, afirmou.(Gp1)

Crítica a senador virou ataque ao Senado, mas ataques de ministros do STF ao presidente nunca são vistos como ataques à Presidência. Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP
O ex-procurador Deltan Dallagnol, que decidiu deixar o Ministério Público Federal (MPF) para tentar a carreira política, terá de enfrentar políticos que sonham com uma “vingança”: enquadrar na Lei da Ficha Limpa a estrela da Lava Jato que os investigou. Alegam que o pedido exoneração de Dallagnol pode ser interpretado como “fuga” de punição em supostos processos administrativos disciplinares. Também citam condenação, de setembro de 2020, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Órgão de controle externo do ministério público, o CNMP puniu Dallagnol com pena de censura, há um ano. Mas não é órgão judicial colegiado.
A opção de Dallagnol pela política partidária coincide com decisão idêntica do ex-ministro Sergio Moro, a ser oficializada nos próximos dias.
Ainda é incerto o projeto de Sergio Moro, mas no Podemos, que o acolheu, a expectativa era de candidatura presidencial.
Uma hipótese é Moro disputar vaga no Senado, pelo Paraná ou por São Paulo, em dobradinha com Dallagnol, que desejaria vaga na Câmara.(Cláudio Humberto)