

Não tenha dúvida que as restrições aplicadas pelas autoridades, em especial o prefeito da capital, a maior metrópole do estado, foram primordiais para que não nos encontremos no mesmo patamar de casos da Covid-19 como nossos vizinhos Ceará e Maranhão, onde mesmo com distanciamento, o número de mortos e infectados são bem maiores que o nosso.

Por lá a saúde já caminha para o colapso. No entanto, todos estão a se perguntar e as novas UTI’s? No Hospital da PM, onde estado estaria implementando para guerra os leitos só chegarão a dez. O município de Bom Jesus clama por pelo menos um leito, pois só tem leitos clínicos. Além disso, foi anunciada a compra de respiradores em conjunto entre a PMT e o Kanark. Agora a pergunta é quando estarão prontas?
Agora lascou: Planos de saúde querem enviar pacientes com Covid-19 para Teresina
Autoridades médicas do Piauí, em especial em Teresina, estão preocupados com a informação de que operadoras de planos de saúde, que têm convênios com grandes hospitais de Teresina estão tramitando o envio de vítimas graves para as UTI’s desses hospitais. Seriam, principalmente, pacientes do Ceará e Maranhão.
Se isso acontecer, aí vai quebrar a expectativa acima das UTI’s privadas no pico da doença. Agora lascou…
Por:Silas Freire

Desembargador Paes Landim nega pedido da Fecomércio e diz que o prefeito de Teresina está certo(Fotos:Lucas Sousa/ Portal AZ)
O desembargador Antônio Paes Landim Filho negou liminar em pedido de habeas corpus preventivo impetrado pela Fecomércio contra atos do governador Wellington Dias e do prefeito Firmino Filho, de Teresina. Valdeci Cavalcante, presidente da entidade, defendeu o fim dos atos de investigação e punitivos contra o direito à locomoção e a abertura do comércio na capital.
Para o desembargador, no entanto, não restam dúvidas de que o município pode determinar quais as atividades que devem ser suspensas durante a pandemia, no âmbito do seu território, por se tratar de matéria de interesse local.
“Convém ressaltar que a decisão político-administrativa expressa pelo prefeito de Teresina, no decreto 19.548/2020, e outros pauta-se em critérios de ordem técnica, relacionados com as recomendações dos especialistas”, manifestou-se o desembargador Paes Landim.
Ao final, Paes Landim determina a exclusão do polo passivo do governador do Estado, “sobre cujos atos este tribunal não tem competência; indeferir o pedido de medida liminar;determinar que a autoridade coautora restante apresente informações por escrito, no prazo de 10 dias”.

Vale Lutar
Ao saber que seu habeas corpus caiu, Valdeci Cavalcante disse:”vale à pena lutar, nunca desistir e nem se entregar”. Tanto é que ele já adiantou que hoje ingressa no STJ contra os atos do governador, “dono” da polícia. Pode ser que o ministro a ser escolhido como relator tenha um pensamento diferente, conclui.
Editado Por; Bernardo Silva. Fonte:Portal AZ

GELADEIRA DO POVO TÁ VAZIA – O presidente Jair Bolsonaro falou amanhã desta segunda-feira(20) que não é contra o STF, nem contra o Congresso ou a imprensa.
Sobre a quarentena disse que quem tá cometendo excessos conta a população são os governadores.
Confira no vídeo abaixo :

Firmino Filho e W. Dias “mascarados”
O governador do Piauí, Wellington Dias, está preparando um decreto novo. Ele vai determinar uso de máscaras em todo o estado.
A determinação é para toda a população que circular em locais públicos.
Alguns governadores já tomaram essa medida, um exemplo é Ibaneis Rocha no Distrito Federal, que determinou que o uso de máscara será obrigatório para quem circular pelas ruas do DF. (Sam Post)

Redução de salários no setor privado foi inventada pelo intocável poder público
Os servidores custam ao Brasil mais de R$600 bilhões por ano, incluindo salários e penduricalhos, para além de mordomias, regalias e privilégios. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o chefão do Senado, Davi Alcolumbre, impedem qualquer medida que faça o setor público dar a sua parcela de sacrifício. Inventaram redução de salários no setor privado, mas no setor público, nem pensar. A vergonhosa atitude dos políticos inclui veto a propostas que lhes tire o bilionário fundão eleitoral. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O setor público está blindado de qualquer sacrifício, sejam nos salários ou nas mordomias. A “ajuda emergencial” aos Estados prova isso.
Há deputados e senadores pedindo a transferência dos R$2,7 bilhões do fundão eleitoral para combater o Covid19, mas Maia e Alcolumbre vetam.
Os servidores são 12% da classe trabalhadora, mas ganham 31% dos salários pagos no Brasil, segundo Hélio Zylberstajn, professor da USP.
O salário médio no setor público, sem incluir penduricalhos e “extrateto”, é R$3.800 mensais, o dobro da média salarial no setor privado: R$2.035.

Senadora Rose de Freitas (Podemos-ES).
As instituições financeiras deverão oferecer máscaras e álcool em gel para os clientes que forem às agências bancárias durante o estado de calamidade pública decretado em razão da pandemia do coronavírus (reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020). É o que estabelece o projeto de lei (PL) 1.854/2020, da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES).
A senadora ressalta que medidas drásticas vêm sendo adotadas mundo afora “ante o grave cenário de isolamento social, restrições ao consumo, aversão a riscos, quebra de cadeias de suprimentos e interrupção dos meios de produção”.
Duas medidas recomendadas pelas autoridades médicas para evitar a disseminação do vírus consistem na utilização de máscaras e na higienização adequada das mãos pelo uso de álcool em gel. No entanto, destaca Rose, com o súbito aumento na demanda, a população praticamente não encontra mais esses produtos à venda.
Nesse sentido, a senadora propõe que as agências bancárias ofereçam máscaras e álcool em gel para os clientes no atendimento presencial enquanto durar o estado de calamidade pública, previsto para durar até 31 de dezembro.
“Um ambiente com grande fluxo de clientes e uso compartilhado de terminais de autoatendimento e máquinas de senhas nos caixas expõe as pessoas a risco sanitário elevado, exigindo medidas mínimas de proteção à saúde das pessoas”, argumenta Rose de Freitas.
Fonte: Agência Senado
Presidente da Câmara se especializa em criar projetos a serem pagos pelos outros
No desabafo na noite de quinta (17), o presidente Jair Bolsonaro fez o seu palpite sobre o “custo Rodrigo Maia” para o Brasil. Só as medidas que ele fez a Câmara aprovar, durante a crise do coronavírus, custarão ao Brasil cerca de R$1 trilhão, segundo estimativa de Bolsonaro. Deve estar certo. A pandemia chegou aqui quando o governo lutava contra os prejuízos provocados por Maia retardando a reforma da Previdência. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A desidratação da reforma na Câmara custará ao Brasil R$340 bilhões em 10 anos, a maior parte com mordomias de políticos e servidores.
Estão no “custo Rodrigo Maia” as 772 viagens em jatos da FAB desde sua posse na presidência da Câmara, mas os dados são “secretos”.
Maia também foi responsável por não separar economia e política ao manter parada a análise da reforma durante denúncias contra Temer.
Em 2017, ano do escândalo da JBS, o prejuízo calculado para o INSS apenas com o adiamento temporário da reforma, foi de R$18,6 bilhões.
Longe dos holofotes, ex-ministro adotou o comportamento que criticava em Bolsonaro
Para quem divergia publicamente de Jair Bolsonaro, com malcriações que faziam a alegria dos opositores do presidente, Luiz Henrique Mandetta mostrou na saída do cargo que, como ministro da Saúde, foi apenas um marqueteiro: na quinta (16) à noite, um pouco antes de deixar o ministério, ele confraternizou com assessores, com distanciamento zero e abraços apertados, exatamente como criticava em Bolsonaro. No escondidinho do ministério, onde reinou por 15 meses, a máscara caiu. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Não há cuidados contra o Covid19, no vídeo da festinha de Mandetta, cuja gestão “comeu mosca” na compra de máscaras, por exemplo.
O esperto ex-deputado do DEM-MS deixou o ministério da Saúde fazendo lembrar o velho adágio: “faça o que digo, não o que eu faço”.

Por Sávia Barreto
O deputado Henrique Pires (MDB) propôs uma moção de apelo para queo Governo do Estado e a Prefeitura de Teresina incluam o funcionamento do setor do comércio varejista de artigos de ótica na lista dos serviços essenciais que estão autorizados a funcionar durante o período de isolamento social, imposto pelo combate a pandemia da Covid-19. Ele cita o exemplo do que já ocorreu em outros lugares do Brasil, como o Distrito Federal e Alagoas, Santa Catarina.
Tomada e extensão
“Temos crianças, idosos, todos enfim que já possuíam esta necessidade antes dos decretos e antes da pandemia, além é claro, que agora estes problemas poderão se agravar e é necessário que as pessoas possam adquirir seus óculos”, defende Henrique Pires. O deputado quer também a abertura das lojas de material de construção. “Elas são importantes até para aumentar o isolamento social. Cito até meu exemplo, que precisei de uma extensão para ligar um tablete para minha mãe e tive que ir em cinco supermercados. Estamos em tempo de chuva e as pessoas precisam fazer reparos”, frisou.

Prefeitos esperam atitude de Wellington Dias (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)
Desde quando se iniciou a crise provocada pelo novo coronavírus, o Governo do Piauí tem falado bastante na aquisição de novos leitos de UTI. De acordo com informações divulgadas pela gestão estadual, várias cidades do interior ganhariam leitos de terapia intensiva para atender pacientes com Covid-19. Ao todo, seriam 156 novos leitos.
Para o interior, quase tudo não passou de promessa. Desde a quarta-feira (15), o Política Dinâmica tenta saber do Governo do Estado quantos novos leitos de UTI já foram, de fato, instalados desde o início das ações emergenciais por conta da Covid-19. Pelo menos 11 cidades do interior deveriam receber leitos, conforme anunciou o governo.
Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde só informou a quantidade de leitos que já existia antes da crise, mas não disse nada sobre novas unidades. Já o próprio secretário de Saúde Florentino Neto (PT) não respondeu as mensagens enviadas nesta sexta-feira (17).
Florentino não respondeu questionamentos (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)
A Coordenadoria de Comunicação Social do governo (Ccom) também foi procurada, mas não deu resposta. A pasta responsável pela comunicação do Estado ainda chegou a dizer que buscaria a informação, mas não retornou com nenhum dado até esta sexta-feira. (Gustavo Almeida)

TABELINHA DO WORD NÃO VALE – Depois do fracasso da tabelinha do Word mostrando supostos gastos de R$ 156 milhões no combate à pandemia do Coronavírus, os órgãos de controle vão enviar ofícios ao governador Wellington Dias e ao Secretário de Saúde do Piauí, Florentino Neto, alertando que deverão cumprir com mais transparência o que prevê a Lei Federal 13.979/2020 (medidas de enfrentamento decorrente do coronavírus) e a Lei 12.527/ 2011 (Lei de acesso a Informação – LAI).
Os gestores estaduais aceleraram as compras milionárias sem licitação nos últimos dias, mas não estariam dando o devido comprimento ao que prevê a Lei Federal 13.979/2020, no seu § 2º do art. 4º:
Art. 4º É dispensável a licitação para aquisição de bens, serviços, inclusive de engenharia, e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus de que trata esta Lei.
§ 2º Todas as contratações ou aquisições realizadas com fulcro nesta Lei serão imediatamente disponibilizadas em sítio oficial específico na rede mundial de computadores (internet), contendo, no que couber, além das informações previstas no § 3º do art. 8º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, o nome do contratado, o número de sua inscrição na Receita Federal do Brasil, o prazo contratual, o valor e o respectivo processo de contratação ou aquisição.
Assim, não basta jogar valores em uma tabelinha amadora de Word, a lei federal obriga a transparência de uma lista específica no site do governo acessível a todos com os seguintes dados: nome do contratado, CNPJ, o prazo contratual, o valor e o respectivo número do processo. Tudo que for usado justificando o combate à pandemia deverá estar nessa lista para facilitar a fiscalização por parte dos órgãos de controle e da população.
Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Federal, CGU, CGE entre outros órgãos devem sugerir (nos ofícios) que as despesas contratadas sem licitação pelo governo do Piauí ou pelas prefeituras devam ser colocados em uma tabela, de fácil acesso na internet e que sejam atualizadas diariamente. Assim é o que prevê o dispositivo legal.
SE OS GESTORES não cumprirem a lei, qualquer cidadão poderá denunciar de maneira rápida (até de forma anônima) no site do MPF.(Código do Poder)

O deputado estadual Oliveira Neto apresentou o jornalista Mário Rogério como presidente interino do Cidadania no Piauí, em substituição a Celso Henrique, que se filiou ao DEM para viabilizar candidatura de vereador em Teresina.
Sem candidatos na capital, a missão de Mário Rogério na presidência estadual será acompanhar o partido na campanha eleitoral em cidades do interior. (Elivaldo Barbosa)

Regina Sousa foi irônica ao criticar ministro (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)
A vice-governadora do Piauí, Regina Sousa (PT), ironizou o novo ministro da Saúde do governo Bolsonaro, o oncologista Nelson Teich, que substituiu Luiz Henrique Mandetta.
Se referindo a falas antigas do novo ministro sobre escolher entre idosos e jovens com risco de vida [onde Nelson sugeriu que o jovem deve ser sempre o escolhido], a petista alfinetou.
“Danou-se! O ministro diz que vida de velho não importa, agora o Exército faz levantamento dos cemitérios e a capacidade de sepultamento. Conclusão: vão matar os véi.”, postou.
Sem perder o tom irônico, Regina citou a conhecida música “mate o véi”, do cantor Genival Lacerda. “Saudade da época em que ‘mate o véi’ era só uma música do Genival Lacerda”.
Confira as postagens de Regina:

(Gustavo Almeida)
O advogado, empresário e presidente do Partido Social Cristão (PSC) no Piauí, Valter Alencar, em entrevista ao Viagora fez declarações sobre a medida de isolamento social decretada pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Teresina.

De acordo com o advogado, as medidas de isolamento social como forma de contenção da infecção pela Covid-19 tomadas pelo governador Wellington Dias e pelo prefeito Firmino Filho são “irresponsáveis” diante da quantidade de casos confirmados da doença no estado, e que a medida obrigando o fechamento do comércio irá prejudicar a saúde dos trabalhadores e das empresas.
“Eu compreendo que Teresina é o estado do Piauí hoje tenha apenas 90 casos confirmados de coronavírus e todos houve ligações de pessoas que vieram de São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro. Portanto é um número muito pequeno ainda para a grandeza das ações que foram tomadas repercutindo em outro dano ainda maior, que é exatamente, o desmoronamento da nossa economia, e que vai afetar a saúde das empresas e das pessoas, principalmente”.
“Eu vejo que os governos, através de suas lideranças, estão tomando medidas irresponsáveis para algo que ainda está distante da necessidade das ações que deveriam ser feitas. Esse isolamento que a prefeitura e o governo estão fazendo é muito midiático no sentido de tomar proveito para outras ações que se confundem com atos de corrupção e de lesão ao patrimônio a esses recursos destinados para os fins da saúde pública do nosso estado”, disse Valter Alencar.
Segundo o empresário, a situação do Piauí é diferente dos demais estados, levando em consideração a quantidade de casos, e afirma que os gestores estão levando pânico para a população.(Viagora)

Foto: Marcelo Fonseca/Estadão Conteúdo
Os poucos deputados da oposição e muitos grupos opositores e pessoas usam as redes sociais para denunciar possíveis irregularidades do governo do Piauí. Estão desfilando na internet denúncias de gastos com publicidade com jornais como a Folha de São Paulo em plena crise da pandemia.
Além disso, também estão sendo expostos aluguéis de ambulâncias por preços exorbitantes e os gastos milionários do governo com treinamentos. As redes sociais tem sido o fórum de várias denúncias e cabe aos órgãos fiscalizadores filtrarem as informações e ajudar a sociedade a entender tais gastos do dinheiro público.
Do outro lado, o governo do estado tem adotado uma posição de não debater e muito menos polemizar.
Novo presidente do TSE defende adiamento das eleições, mas descarta levar disputa para 2022

Foto: Divulgação/TSEO novo presidente eleito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que, se for necessário, adiar as eleições 2020 por causa da pandemia de coronavírus, isso será feito, reiterando que caso aconteça, o pleito deve ser remarcado no menor período possível. O presidente ainda descartou levar as disputas municipais para 2022, afirmando que as eleições são vitais para a democracia e que estará em articulação com o Congresso Nacional sobre as possíveis mudanças no calendário eleitoral. (Por:Silas Freire)

Presidente da APPM Jonas Moura
Nota de repúdio
A Associação Piauiense de Municípios (APPM) emitiu ontem nota de repúdio contra declarações pelo presidente da Federação do Comércio do Estado do Piauí (Fecomércio), Valdeci Cavalcante, feitas através de vídeo que circulou pelas redes sociais na quarta-feira.
Ele acusou governadores e prefeitos de chantagem, banditismo e oportunismo na decretação do isolamento social.
Desconhecimento
De acordo com a nota, assinada pelo presidente da APPM, Jonas Moura, o empresário Valdeci Cavalcante desconhece a situação em que vive o Brasil e o Piauí.
“Tal comportamento do presidente da Fecomércio demonstra o seu total desconhecimento sobre a situação que o Brasil vive hoje, especialmente a situação do Piauí, onde os gestores estão sofrendo conjuntamente com a população, solidários com as forças produtivas locais, com a grave queda de arrecadação e cientes de que os efeitos desta indesejável crise vão perdurar por algum tempo em todos os municípios”, afirma.
A nota segue repudiando os atos e as calúnias do presidente da Fecomércio, mas não fala em processo contra ele.
Na linha com Bolsonaro
Ainda ontem, o presidente da Fecomércio recebeu ligação telefônica do presidente Jair Bolsonaro agradecendo as suas declarações.
O presidente queixou-se que, na atual crise, estava sendo traído inclusive por membros de sua equipe.
Bolsonaro compartilhou o vídeo com as declarações de Valdeci Cavalcante em suas contas nas redes sociais.(Zózimo Tavares)

O presidente estadual do PSDB, ex-deputado Luciano Nunes, considera que enquanto a população piauiense está sofrendo em casa com a pandemia do novo coronavírus e crise financeira, o governador Wellington Dias está “praticando o toma lá da cá!”. Luciano Nunes fez referências a chegada do suplente de deputado Paulo Martins ao Poder Legislativo estadual. Ele é o nono suplente que ocupa uma cadeira da Assembleia Legislativa. “Em tempos de pandemia e crise financeira, num dia o governador WD (Wellington Dias) divulga medidas de contenção de gastos no outro convoca mais um suplente de deputado para a Assembleia”, escreveu Luciano Nunes em uma das suas redes sociais.

Operação para neutralizar Mandetta foi feita por Bolsonaro discretamente, sem desaforos no Twitter ou coletivas na grade
O presidente Jair Bolsonaro sempre afasta palpiteiros afirmando que é ele quem entende de política. Por sorte ou artimanha, aplicou um “mata leão” que imobilizou politicamente o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), cuja fama subiu à cabeça a ponto de trocar alfinetadas com o próprio chefe. Bolsonaro mostrou de quem é a caneta e fez do ministro uma espécie de zumbi no planalto central: ele está no cargo, só que não. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A operação para neutralizar Mandetta teve algo inédito: Bolsonaro fez tudo isso discretamente, sem desaforos Twitter e nem coletivas na grade.
Mandetta pagou para ver: “só saio demitido”. Mal acreditava quando o ministro Braga Netto (Casa Civil) o comunicava da sua demissão.
Para demonstrar desapego ao cargo, o ministro se ofereceu para ficar no cargo até a definição do substituto. Foi a “cereja no bolo” do Planalto.
A demora na escolha sugeriu dificuldade de encontrar alguém à prova de críticas, como quer Bolsonaro. O problema é oposto: excesso de opções.