Ciro Gomes explica em podcast como Lula “planejou” entregar o Brasil a Bolsonaro

Ciro Gomes diza como Lula manejou as coisas dentro do PT

Natália Santos
Estadão

Pré-candidato ao Planalto pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planejou perder as eleições de 2018 para que pudesse voltar a ser candidato este ano sem dar explicações sobre as acusações de desvios de verbas públicas. Para Ciro, esse esquema se deu no momento em que Lula escolheu o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que havia perdido recentemente a reeleição na capital paulista, para competir com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

‘Lula planejou entregar o Brasil para o Bolsonaro para dar no que deu porque ele volta agora sem precisar explicar a roubalheira, sem explicar a crise econômica’, disse Ciro em entrevista ao Avesso Podcast.

ESCOLHEU HADDAD – “O Lula, quando deixa de ser candidato porque não podia, chama quem para ser (candidato)? Eu que era o único que ganhava a eleição? Não. Ele chamou o (Fernando) Haddad. Quem é o Haddad? Ele tinha acabado de perder a eleição de reeleição em São Paulo há um ano atrás. Quando Lula colocou o Haddad em seu lugar 20 dias antes da eleição. Ou seja, o Lula planejou entregar o Brasil para o Bolsonaro para dar no que deu. Pra quê? Porque ele volta agora sem precisar explicar a roubalheira, sem explicar a crise econômica”, disse em entrevista ao Avesso Podcast.

Ciro ainda afirmou que a atitude de Lula em se lançar como candidato enquanto estava na cadeia mostrou ser um petista que perdeu completamente o senso e a responsabilidade. “Lula se lançou candidato de dentro da cadeia sem poder, mentindo e enganando o povo”, resumiu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Faz sentido a reflexão de Ciro Gomes. Em 2018, se Lula não tivesse lançado Haddad, Ciro teria sido eleito e o país estaria em outra situação. Em 2014, Lula poderia ter sido candidato, mas Dilma não deixou. Havia o movimento “Volta Lula” e na convenção ninguém iria votar em Dilma. Mas ela ameaçou contar em detalhes as aventuras de Lula com a segunda-dama Rosemary Noronha, o petista se acovardou e subiu à tribuna, de cara fechada, para pedir que os convencionais votassem em Dilma. Todos se decepcionaram, foi a convenção mais triste da história do PT. Recordar é viver. (C.N.)

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