
A Polícia Federal identificou o bloqueio judicial de um avião avaliado em R$ 10 milhões que ainda está registrado em nome do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A medida, determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, integra a investigação sobre as ligações do parlamentar com o caso Master. Apesar da venda da aeronave em 2023, a transferência definitiva da propriedade ainda não foi concluída.
O que aconteceu
A investigação da Polícia Federal sobre o caso Master resultou no bloqueio de uma aeronave Beechcraft B200 King Air ligada ao senador Ciro Nogueira. A decisão foi assinada pelo ministro do STF André Mendonça no início de maio, mas não havia sido divulgada oficialmente pela Justiça nem pela PF.
Documentos da aeronave mostram que o avião continua registrado em nome do senador, embora tenha sido vendido em agosto de 2023 por US$ 2 milhões, cerca de R$ 9,5 milhões na cotação da época. A negociação envolveu empresas ligadas ao produtor de eventos Netinho Lins e ao cantor de forró Luan Estilizado.
O contrato foi firmado no modelo de reserva de domínio, em que a transferência da propriedade só ocorre após o pagamento integral. Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os pagamentos foram parcelados entre dezembro de 2023 e novembro de 2025.
Os documentos também apontam que Ciro Nogueira obteve lucro aproximado de 140% na operação. O avião havia sido adquirido inicialmente em 2016 pela construtora Torra Ltda., empresa de Raimundo Nogueira, irmão do senador, por R$ 2,8 milhões. Posteriormente, o parlamentar e sua ex-esposa, Iracema Nogueira, assumiram a propriedade total do bem.
Em nota, as empresas envolvidas afirmaram que a transferência da aeronave segue em andamento conforme previsto em contrato.(pensarpiaui)