Com aluguéis de cerca de R$ 20 mil por unidade, escritórios do Piauí espalhados pelo mundo custam uma fortuna por mês sem mostrar resultado

A política de manter escritórios internacionais da Agência de Atração de Investimentos Estratégicos do Piauí (Investe Piauí) tem gerado críticas pelo alto custo e pela falta de retorno prático. Um dos casos mais emblemáticos está em Cambridge, em plena Kendall Square, uma das áreas mais valorizadas e estratégicas do mundo quando o assunto é inovação e tecnologia. Lá, o Governo do Estado paga quase R$ 20 mil por mês apenas de aluguel. O problema é que esse não é um caso isolado.

Há escritórios semelhantes em outros países, como no Japão e em diferentes regiões do exterior. Somados, esses contratos podem chegar a cerca de R$ 300 mil mensais em despesas com aluguel. E o que esses escritórios trouxeram até agora? Segundo críticas que circulam, absolutamente nada. Nem investidores, nem empresas, nem anúncios concretos. No linguajar mais direto: não apareceu nem um vendedor de bombom. A proposta era transformar esses espaços em pontes para atrair investimentos e gerar desenvolvimento para o Piauí.

Mas, até aqui, o que pesa é a conta  alta e a ausência de resultados. Diante disso, cresce o questionamento: com cerca de R$ 300 mil por mês, quantas casas populares poderiam ser construídas? Quantos pequenos empreendedores poderiam receber apoio? Quantas ações diretas poderiam impactar a vida da população?Sem transparência clara sobre metas e resultados, a iniciativa passa a ser vista como um gasto elevado com retorno inexistente, levantando dúvidas sobre a real efetividade dessa estratégia internacional. (Silas Freire)

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