Pelo novo projeto, o Porto vai consumir R$ 480 milhões, recursos do governo federal. Inicialmente, serão liberados R$ 180 milhões para o serviço de dragagem É a 5ª vez que o projeto do porto é alterado desde o seu lançamento ainda no império.180graus
PS: “ME ENGANA QUE EU GOSTO”. ESTE DEVERIA SER O NOME DO PORTO
Fazer logo a dragagem, hein governador???
Na minha opinião a dragagem deveria ser uma das últimas atividades ( ou pelo
menos o fim da atividade coincidir com o fim das obras de superestrutura ) e
não a primeira. Se não, quando o porto começar a operar, parte do que dragou já
vai ter aterrado.
Ao menos contrate o serviço “por resultado”, ou seja, preço fechado
para determinada profundidade, independente de quantas vezes a draga precisar
ser utilizada. É assim que grandes empresas privadas fazem para minimizar a
possibilidade de serem ludibriadas.
Para quem não sabe, esta é umas das atividades de engenharia de mais difícil
controle na medição da obra executada. Uma das atividades onde mais se
“rouba” o contratante (ou seja, o seu dinheiro, Sr. Contribuinte).
Quem vai acompanhar o quanto dragou? Quem vai saber qual o volume
de material retirado? Num tem Ministério Público ou Tribunal de Contas que
consiga fiscalizar.
Isso tá “cheirando” mesmo é a dinheiro
para financiar campanha nas próximas eleições…
E a pergunta principal: Como é que a produção dos
cerrados virá para o Porto de Luís Correia? Cadê as estradas, governador??? Eu
sei que a classe política só anda de avião, mas um dia experimente andar atrás
de um comboio de carretas bi-trem carregada de soja. Alguém já fez a conta se
num é mais barato construir uma ferrovia que ligue a A ZPE a Sobral
(recuperando a antiga ferrovia que já ia até Granja)l e de lá alcançar o Porto
do Pecém pela Ferrovia da Transnordestina, que investir meio bilhão num porto
(que, na prática, vai custar muito mais)? Ou mesmo um porto de cabotagem?
Num tem nada mais lógico que a produção do Cerrado
ser exportada por Itaqui, Pecém e talvez Suape (já existem, ou estão em
construção as obras de estruturas) e produtos da ZPE serem exportada pelo Porto
do Pecém.
Fora isso é Bairrismo. Estão querendo força a barra
e deixar a lógica de fora em prol de um projeto ultrapassado.
O Porto de Luís Correia perdeu o
“timing”…
