Com projeto alterado, Porto de Luis Correia será usado para exportação

O Porto de Luis Correia no litoral do Piauí não será mais de Cabotagem. O governo modificou o projeto.
Agora, segundo o que foi apresentado pelo secretário dos Transportes, Avelino Neiva ele será para exportação e poderá receber navios de grande porte. A informação foi passada pelo governador Wilson Martins a imprensa, durante visita que ele fez as obras da nova ponte sobre o rio Poti no Shopping Natureza. Martins confirmou que o projeto foi alterado e, ao invés de seis metros de profundidade o calado do Porto terá 12 metros.
“Não teria sentido um porto de Cabotagem, se daqui a um mês eu estarei inaugurando a 1ª etapa da ZPE( Zona de Processamento de Exportação). Seria inadmissível”, disse o governador. Ele falou também, que, o Porto servirá para escoamento de toda a produção dos Cerrados, além do minério, gás e outros produtos.
R$ 480 MILHÕES

Pelo novo projeto, o Porto vai consumir R$ 480 milhões, recursos do governo federal. Inicialmente, serão liberados R$ 180 milhões para o serviço de dragagem É a 5ª vez que o projeto do porto é alterado desde o seu lançamento ainda no império.180graus
PS: “ME ENGANA QUE EU GOSTO”. ESTE DEVERIA SER O NOME DO PORTO

Comentário do leitor, engenheiro Rafael Tavares :
Rafael Tavares
Entendo…
Fazer logo a dragagem, hein governador??? 

Na minha opinião a dragagem deveria ser uma das últimas atividades ( ou pelo
menos o fim da atividade coincidir com o fim das obras de superestrutura ) e
não a primeira. Se não, quando o porto começar a operar, parte do que dragou já
vai ter aterrado. 
Ao menos contrate o serviço “por resultado”, ou seja, preço fechado
para determinada profundidade, independente de quantas vezes a draga precisar
ser utilizada. É assim que grandes empresas privadas fazem para minimizar a
possibilidade de serem ludibriadas.
Para quem não sabe, esta é umas das atividades de engenharia de mais difícil
controle na medição da obra executada. Uma das atividades onde mais se
“rouba” o contratante (ou seja, o seu dinheiro, Sr. Contribuinte). 
Quem vai acompanhar o quanto dragou? Quem vai saber qual o volume
de material retirado? Num tem Ministério Público ou Tribunal de Contas que
consiga fiscalizar.
Isso tá “cheirando” mesmo é a dinheiro
para financiar campanha nas próximas eleições… 
E a pergunta principal: Como é que a produção dos
cerrados virá para o Porto de Luís Correia? Cadê as estradas, governador??? Eu
sei que a classe política só anda de avião, mas um dia experimente andar atrás
de um comboio de carretas bi-trem carregada de soja. Alguém já fez a conta se
num é mais barato construir uma ferrovia que ligue a A ZPE a Sobral
(recuperando a antiga ferrovia que já ia até Granja)l e de lá alcançar o Porto
do Pecém pela Ferrovia da Transnordestina, que investir meio bilhão num porto
(que, na prática, vai custar muito mais)? Ou mesmo um porto de cabotagem?
Num tem nada mais lógico que a produção do Cerrado
ser exportada por Itaqui, Pecém e talvez Suape (já existem, ou estão em
construção as obras de estruturas) e produtos da ZPE serem exportada pelo Porto
do Pecém.
Fora isso é Bairrismo. Estão querendo força a barra
e deixar a lógica de fora em prol de um projeto ultrapassado. 
O Porto de Luís Correia perdeu o
“timing”…

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.