Conselho Regional de Medicina se posiciona contra fala da Presidente Dilma

Os 317 médicos cubanos atualmente no Piauí custam, em média, entre salários e moradia, R$ 3,8 milhões/mês, dinheiro esse que, empregado diretamente em estrutura e em carreira médica nos interiores para médicos brasileiros, teria um impacto substancial na melhoria da saúde da população”.“Por isso, o CRM Piauí repudia políticas que desvalorizam o médico brasileiro e não resolvem os graves problemas de saúde, pelos quais, médicos e a sociedade são obrigados a enfrentar, ferindo o maior direito de todos os cidadãos: a vida”.
Os dados acima são trechos de uma  nota de repúdio assinada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí publicada nos jornais desta 3ª feira. A nota apareceu em protesto pela declaração da presidente Dilma Rousseff, quando de sua passagem pelo Piauí semana passada, de que vai enviar mais 44 médicos cubanos para o Estado, os quais, deverão se incorporar aos 273 já presentes em território piauiense. O CRM condena a fala da presidente e chama a atenção para os graves problemas nos hospitais da capital e do interior. Diz a nota que, “no hospital de Urgência de Teresina(HUT), onde não falta médico, morrem 300 pacientes por mês, em média, por falta de estrutura, algumas de fácil resolução, se houvessem investimentos na saúde, tais como: monitor, ventilador mecânico e leitos suficientes de UTI”.
A nota do CRM fala também sobre as cirurgias e mostra um dado estarrecedor. Diz que, “não há vagas para cirurgias eletivas e, quando há, tem programação para acontecer até para 2015. Além disso, os profissionais médicos carecem de condições mínimas estruturais para atender o cidadão com dignidade”. (Com informações de Pedro Alcântara)

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