Corredora denuncia falta de água por 8 km na Corrida da Toureiro em Parnaíba

A jornalista e influenciadora Aline Vasconcelos denunciou a falta de água em pontos de hidratação durante a Corrida do Toureiro, realizada neste domingo (30/08), em Parnaíba, no litoral do Piauí. Participante da prova de 21 quilômetros, ela relatou que encontrou pontos sem água a partir do km 13 e que a situação teria persistido até o fim do percurso. Segundo Aline, corredores passaram mal e ambulâncias precisaram circular durante a prova.

Em vídeo publicado nas redes sociais após concluir a meia maratona, Aline criticou a situação e afirmou que os participantes ficaram cerca de oito quilômetros sem acesso à hidratação disponibilizada pela prova. “Faltou água desde o km 13 até o km 21. Do 13 até o 21 sem água. E o final é só subida, vento na cara, muito quente”, relatou.

A jornalista afirmou ainda ter presenciado outros participantes enfrentando dificuldades durante o percurso. “Pessoas passando mal, ambulância indo e voltando, pessoas bebendo água de onde dava, virando baia, bebendo água que não era potável, água quente”, declarou Aline.

Pontos de hidratação estariam vazios

Em relato ao Conecta Piauí, Aline deu mais detalhes sobre o que encontrou ao longo dos 21 quilômetros. Segundo ela, ao chegar ao ponto de hidratação localizado no km 13, a estrutura já estava sem água, situação que teria se repetido nos pontos seguintes.

“Eu vim para correr os 21 km. No km 13, a baia já estava vazia. E nas demais também”, afirmou. A jornalista contou que chegou a procurar integrantes da equipe que trabalhava durante a corrida em busca de informações sobre a reposição.

“Perguntei para o staff e eles diziam o mesmo: sem água, sem previsão de reposição. Só foi ter no km 21. Corremos 8 km praticamente sem hidratação da prova”, relatou.

Aline explicou que carregava duas garrafas próprias, com capacidade de 250 ml cada, e precisou controlar o consumo para conseguir completar o percurso. “Eu tinha as minhas garrafas, mas são duas de 250 ml. Tive que regrar para chegar ao final sem maiores intercorrências”, disse.

Segundo a participante, a dificuldade para encontrar água não teria ficado restrita ao trajeto. Ela afirmou que, ao concluir a prova, também encontrou problemas na área de chegada. “Lá mesmo na chegada também não tinha. Depois que chegou um freezer. Na área reservada para quem estava fazendo 21 km também não tinha”, contou.

A jornalista completou a meia maratona em 2h16 e voltou a mencionar o atendimento a corredores durante o evento. “Muitas pessoas passando mal. Ambulância indo e voltando várias vezes”, afirmou.

Na publicação feita nas redes sociais, Aline também questionou a estrutura oferecida aos atletas diante do valor pago pela inscrição. Segundo ela, o investimento em outros elementos do evento não compensaria a ausência de um item considerado básico para os participantes.

“A gente paga R$ 170 de inscrição, a gente espera o mínimo, que é água. Não adianta fazer kit bonito, pórtico bonito, fogos de artifício se o básico vocês não fazem”, criticou.

Ao encerrar o vídeo, Aline relacionou o problema à segurança e à saúde dos corredores. “Isso é desumano, isso é brincar com a saúde das pessoas. Vocês precisam melhorar. Melhorem”, declarou.

Meta Sport responde à corredora

Após a publicação, a Meta Sport respondeu diretamente à jornalista por meio das redes sociais. Na mensagem, a empresa afirmou compreender a insatisfação, mas declarou que a logística e o cálculo da quantidade de água teriam sido realizados corretamente por sua equipe.

“A logística e o cálculo da quantidade de água foram realizados corretamente pela Meta Sport. A distribuição da água durante o percurso, porém, não competia à nossa equipe e não estava sob nossa responsabilidade”, informou a empresa na resposta encaminhada a Aline.

A Meta Sport acrescentou que está aberta a críticas relacionadas às atividades sob sua gestão, mas ressaltou que considera necessário esclarecer quando uma situação não teria sido provocada pela própria equipe. “Transparência e responsabilidade também fazem parte do nosso trabalho”, afirmou.

Até a publicação desta matéria, a Toureiro ainda não havia se manifestado sobre os relatos de falta de água durante a prova. O espaço permanece aberto para posicionamento da organização. (Conecta Piaui)

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