Defesa de Francisco de Assis pede soltura com uso de tornozeleira alegando que ele é “trabalhador”

Francisco de Assis Pereira da Costa e Silva e Maria dos Aflitos Silva | Reprodução

Francisco de Assis Pereira da Costa e Silva e Maria dos Aflitos Silva | Foto: Reprodução

A defesa de Francisco de Assis Pereira da Costa solicitou a soltura do acusado durante a audiência de instrução, nesta sexta-feira (5), alegando que ele é “trabalhador” e poderia cumprir a prisão com o uso de tornozeleira eletrônica. Francisco e a esposa estão presos, acusados de assassinar oito pessoas por envenenamento em Parnaíba (PI).

Quando a defesa se manifesta pela revogação, excelência, eu vou até me corrigir, é a substituição, para que ele permaneça em liberdade, com algumas restrições, inclusive dentre as medidas cautelares, a mais severa que o monitoramento eletrônico, se vossa excelência entender, inclusive com outra medida de comparecimento. O senhor testemunhou que  o senhor Francisco era um trabalhador, funcionário da prefeitura, ele precisa se manter, ele tem a mãe dele, que precisa ajudar também, não sei com a situação dele na prefeitura, mas como ele  é uma pessoa que gosta de trabalhar, disse a defesa de Francisco, Herbert Assunção.

Maria dos Aflitos e Francisco de Assis | FOTO: Reprodução

Maria dos Aflitos e Francisco de Assis | FOTO: Reprodução

O advogado acrescentou ainda que, caso Francisco seja condenado, ele “vai pagar”, mas, neste momento, pediu a soltura do acusado.

Eu queria chamar vossa excelência, que se despisse do clamor público, da comoção social, porque aqui nós temos que dar uma resposta para sociedade, mas uma resposta justa […] mas isso não impede o que a nossa constituição federal traz, o direito fundamental o princípio da presunção de inocência, isso não impede que ele seja condenado na final que poderá também ser absolvido, disse a defesa.

O QUE DECIDIU A JUSTIÇA?

Após o pedido da defesa de Francisco de Assis, o juiz decidiu manter o casal preso, devido à gravidade do crime e à necessidade de preservar a ordem pública. Além disso, as ações até então comprovadas não justificam a soltura. O magistrado também solicitou celeridade nas fases processuais.

O QUE OCORRE?

A Justiça do Piauí ouviu, nesta sexta-feira (5), testemunhas e familiares das vítimas do envenenamento.

Eu não matei meus filhos, eu tambem nao sei de nada, eu não fiz isso […] foi o “de Assis” que matou meus filhos, eu não tenho culpa, não tenho envolvimento não, eu sou totalmente inocente, estou pagando uma coisa que eu não devo, disse Maria dos Aflitos ao se defender perante o juíz. (Saymon Lima)

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