Conforme portaria publicada nessa quinta-feira (08) no Diário Oficial do Município, o indivíduo respondeu a processo administrativo disciplinar, e a conclusão é de que deveria ser aplicada a ele a penalidade máxima de demissão pela gravidade da conduta perpetrada por Francisco Fernando de Oliveira. Ele teria usado uma arma da GCM para ceifar a vida da ex-esposa e do atual companheiro dela. O crime ocorreu dia 27 de agosto de 2025 no Centro de Teresina, e também terminou com um taxista ferido.
A ex-esposa de Francisco Fernando era comandante da GCM de Parnaíba. Investigações apontaram que o crime foi motivado pelo fato de o acusado não aceitar que Penélope Miranda ocupasse um cargo hierarquicamente superior na corporação. “Utilizando arma de fogo pertencente à corporação, praticou conduta gravíssima e incompatível com a função pública, culminando na morte da comandante da Guarda Municipal, sua superior hierárquica, e ainda do vereador, membro do Poder Legislativo, fato que atenta frontalmente contra os princípios da legalidade, moralidade, probidade, hierarquia, disciplina e dignidade da função pública”, diz trecho da portaria.
Esse tipo de ação, conforme apresentado no processo, corresponde a uma infração disciplinar de natureza gravíssima, incompatível com o exercício do cargo público.
Entenda o caso
A comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Miranda, e o vereador Thiciano Ribeiro da Cruz foram assassinados a tiros ao lado do Hospital Prontomed, na Rua Dr. Arêa Leão, no Centro de Teresina. Um vídeo chegou a mostrar o momento do crime, em que é possível ver o casal caminhando quando o suspeito, vestido com camisa branca e calça, se aproxima por trás e atira primeiro contra o homem.
Com a queda do vereador, o acusado então se dirige à mulher, que ainda tentou fugir, mas foi atingida por um dos disparos. Logo depois do crime, o autor se evadiu do local em um veículo, mas foi preso horas depois pela Polícia Militar do Piauí. Francisco Fernando foi localizado na casa de suas irmãs, no bairro Parque Piauí, zona sul da capital.
Acusado não aceitava que ex-esposa comandasse a Guarda Municipal
A investigação do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, conduzida pela delegada Nathália Figueiredo, apontou que o indivíduo não aceitava que Penélope Miranda comandasse a Guarda Civil Municipal da qual ele fazia parte, o que também resultou no fim do relacionamento.
Testemunhas relataram ainda que Francisco Fernando tinha um comportamento grosseiro tanto com a ex-esposa quanto com o filho do casal. Após o término da relação, ele passou a persegui-la ao perceber que ela não tinha interesse em reatar o relacionamento. (Carolina Matta/Gp1)