Deputado Paes Landim ressalta que PI, diferente do CE e MA, não tem atrativo para um polo industrial

Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

Em discurso na Câmara dos Deputados, o deputado federal Paes Landim (União) se referiu ao estado vizinho do Ceará como que sendo um estado “muito mais pobre do que o Piauí em riquezas naturais e em vários outros vários fatores, mas rico em criatividade”. Ele tratava da falta de incentivos dos governos estaduais piauienses para atrair empresas de porte para o estado, gerando emprego e renda. 

Ele chegou a citar trecho de discurso de posse do novo presidente do Centro das Indústrias do estado do Piauí (CIEPI), Federico Musso, proprietário da empresa Moinho Piauí. 

“No seu discurso de posse, disse muito bem o novo presidente do CIEPI: “‘A política tributária é um fator determinante da competitividade com as indústrias de outros estados. Temos, ao lado, o estado do Ceará, que tem um polo industrial extraordinário e uma política de proteção para as indústrias estabelecidas lá dentro. Temos que tentar replicar isso no Piauí, até conseguirmos uma ampla reforma tributária’”, rememorou o parlamentar. 

“Realmente, o novo presidente do CIEPI tem toda a razão a respeito do Ceará, estado que, nos últimos 40 anos, teve uma elite de dirigentes iniciada pelo senador Tasso Jereissati que deu um impulso fantástico àquele estado, muito mais pobre do que o Piauí em riquezas naturais e em vários outros vários fatores, mas rico em criatividade”, sustentou.

“Certa feita”, continuou, “visitando a antiga CEPISA, empresa de energia elétrica que foi estadual e, depois, federal, conversei com um diretor da empresa a respeito da reclamação de vários agropecuaristas e também de industriais, que não se conformavam com o fato de que, do outro lado do Rio Parnaíba, que separa o Maranhão do Piauí, uma divisa de 1.400 quilômetros, a energia era mais barata que no Piauí”.

Landim acresceu, contando, que fez “essa pergunta ao diretor da antiga empresa estatal de energia elétrica, pertencente à União Federal na época, a CEPISA. Eu perguntei se a explicação para aquela diferença de preço era o fato de que a CEMAR tinha sido privatizada, e o Grupo Equatorial tinha conseguido dar um basta nos aumentos de preço da energia. O diretor da CEPISA disse: ‘Não. A razão é que o ICMS do Maranhão sobre a energia é mais barato que o do Piauí’”.

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