DESCASO NA SAÚDE PÚBLICA MUNICIPAL

Olá, Sr. Bernardo Silva:
Mais uma vez, venho pedir sua ajuda divulgando a minha indignação e ao mesmo tempo, esclarecer dúvidas necessárias perante as autoridades da Secretaria de Saúde.
Sei da enorme notoriedade e respaldo que o seu blog tem na audiência parnaibana e por isso, peço gentilmente a utilização desse veículo de comunicação na tentativa de sensibilizar os responsáveis pela gestão da saúde pública municipal parnaibana.
                                    Maternidade Marques Bastos
Bem, vamos aos fatos:
O que ocorre é que minha comadre, gestante de 5 meses e mãe de duas gêmeas, cujo parto já foi complicadíssimo devido a uma eclâmpsia, não está conseguindo realizar seu pré-natal com um obstetra-ginecologista. Por quê?
Ela já foi no posto de saúde de seu bairro (Posto de saúde MÓDULO 6, Bairro SÃO JOSÉ) e lá, infelizmente e INEXPLICAVELMENTE não há médico para atender a população do já citado bairro.
Ela já procurou a Maternidade Dr. Marques Bastos para começar seu Pré-Natal, mas informaram-na que devido a sua gravidez anterior ter sido de alto risco, lá ela não pode começar o Pré-Natal sem uma declaração (ou ordem) do médico do posto de saúde de seu bairro afirmando essa condição dela. O curioso da história é que ela teve seu parto anterior realizado justamente no dita Maternidade, portanto, tendo suas informações de paciente registradas nos arquivos deste hospital. Informações essas que o médico do posto de saúde (se tivesse um) não tem.
Bem, então estamos diante de um enigma que talvez, assim como minha comadre, muitos usuários do serviço público de saúde, estejam tentando resolver.
Se ela precisa da declaração de um médico no posto de saúde para dar uma declaração ou até mesmo, iniciar um pré-natal e esse médico “não existe”, onde ela pode ir buscar então ajuda?
Talvez muitos desavisados dirão: PROCURE UM MÉDICO PARTICULAR.
Mas, infelizmente, nem todos usufruem de uma condição financeira necessária para pagar um pré-natal e parto particular.
Mas, mesmo com esse argumento, ainda fica a pergunta no ar: 
O SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL NÃO TEM A OBRIGAÇÃO MAIS QUE PRECÍPUA E ESSENCIAL DE DAR AS MÍNIMAS CONDIÇÕES PARA SATISFAZER AS NECESSIDADES BÁSICAS DA POPULAÇÃO?
ATÉ QUANDO A SECRETARIA DE SAÚDE VAI FICAR OMISSA DIANTE DESSE E DE OUTROS TANTOS CASOS PARECIDOS?
NÃO HÁ UM PLANEJAMENTO VOLTADO PARA O COMPROMISSO COM OS ANSEIOS DE SOBREVIVÊNCIA DO POVO?
O pior é que essa é só mais uma reclamação no meio de tantas outras que são e já foram negligenciadas pelos responsáveis displicentes com a coisa pública desta cidade.
E a Maternidade, não é Maternidade? Cadê o compromisso com os pacientes? 
Sr. Bernardo Silva, peço-lhe humildemente a publicação urgente desse email que sei, será de grande valia para muitas pessoas, que também querem dirimir possíveis dúvidas análogas a essa.
Desde já, agradeço não só por mais esse favor prestado a mim como também à população.
Obrigado
Tarcisio Meneses de Farias

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