Por:João Maria Madeira Basto
Chega-me de Parnaíba O Bembém, com que a
inteligência e o verdadeiro espírito de parnaibano do Benjamin nos brinda a
cada mês e nele encontro a notícia de que o Prefeito Florentino Veras, com o
apoio unânime da Câmara de Vereadores, pretende eliminar o Jardim dos Poetas,
em tão boa hora criado por Paulo Eudes, quando à frente da Municipalidade.
inteligência e o verdadeiro espírito de parnaibano do Benjamin nos brinda a
cada mês e nele encontro a notícia de que o Prefeito Florentino Veras, com o
apoio unânime da Câmara de Vereadores, pretende eliminar o Jardim dos Poetas,
em tão boa hora criado por Paulo Eudes, quando à frente da Municipalidade.
Praça dos Poetas
Lamentavelmente, esse dirigente já começa a nos dar
motivos de decepção quanto ao que dele esperávamos, porque pode existir coisa
mais triste e menos indicativa de amor à cultura e às coisas do espírito do que
destruir uma praça dedicada à intelectualidade, para dar lugar a imóvel
comercial, numa clara demonstração de que à direção da cidade importa mais o
dinheiro?
motivos de decepção quanto ao que dele esperávamos, porque pode existir coisa
mais triste e menos indicativa de amor à cultura e às coisas do espírito do que
destruir uma praça dedicada à intelectualidade, para dar lugar a imóvel
comercial, numa clara demonstração de que à direção da cidade importa mais o
dinheiro?
Outra atitude que causa desgosto é a dos órgãos que
se afiguram representantes da intelectualidade da terra – Academia Parnaibana
de Letras, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, como a
recém fundada Academia de Ciências, Letras e Artes, cujo protesto não foi
expressado formalmente, como se esperava, pois até pelo disposto nos seus
Estatutos, lhes é imperativa uma saída da inexplicável omissão, a não ser que
eles devam ser usados, apenas, em certos casos.
se afiguram representantes da intelectualidade da terra – Academia Parnaibana
de Letras, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, como a
recém fundada Academia de Ciências, Letras e Artes, cujo protesto não foi
expressado formalmente, como se esperava, pois até pelo disposto nos seus
Estatutos, lhes é imperativa uma saída da inexplicável omissão, a não ser que
eles devam ser usados, apenas, em certos casos.
Quanto à mídia parnaibana, com honrosa exceção feita
a O Bembém, parece ter outras preocupações mais importantes – embora
naturalmente não condizentes com os interesses da cidade e do seu povo – essa
também tem se mantido em atitude de completo alheamento ao assunto, por razões
que, embora nem tão difíceis de entender na atual conjuntura, certamente não se
coadunam como o dever maior do jornalismo, que é o de aclarar os fatos, a
qualquer preço e tendo como único objetivo a verdade, doa a quem doer,
inclusive porque é ele a voz dos que não a têm.
a O Bembém, parece ter outras preocupações mais importantes – embora
naturalmente não condizentes com os interesses da cidade e do seu povo – essa
também tem se mantido em atitude de completo alheamento ao assunto, por razões
que, embora nem tão difíceis de entender na atual conjuntura, certamente não se
coadunam como o dever maior do jornalismo, que é o de aclarar os fatos, a
qualquer preço e tendo como único objetivo a verdade, doa a quem doer,
inclusive porque é ele a voz dos que não a têm.
Mas, e os poetas que lá mereceram destaque aos seus
versos, – pelos quais lançaram aos ventos os cantos de amor, paixão e
sofrimento -, assim como os que tal honra não tiveram; todos os poetas, por que
se calaram, primeiro ao desprezo pela Municipalidade votado ao seu Jardim e,
agora, à triste pretensão do atual Prefeito? Não se estão sentindo alcançados
com isso? Não lhes dói ver a sua inspiração varrida assim para a poeira do
esquecimento, como coisa inútil, inservível? Ah! Se meu amigo e poeta Guido Vaz
estivesse ainda entre nós, dele partiria, com certeza, o grito de protesto
contra essa ignomínia que intenta praticar quem, mais do que ninguém – porque
escolhido pelo povo – teria de lhes louvar e prestigiar as estrofes.
versos, – pelos quais lançaram aos ventos os cantos de amor, paixão e
sofrimento -, assim como os que tal honra não tiveram; todos os poetas, por que
se calaram, primeiro ao desprezo pela Municipalidade votado ao seu Jardim e,
agora, à triste pretensão do atual Prefeito? Não se estão sentindo alcançados
com isso? Não lhes dói ver a sua inspiração varrida assim para a poeira do
esquecimento, como coisa inútil, inservível? Ah! Se meu amigo e poeta Guido Vaz
estivesse ainda entre nós, dele partiria, com certeza, o grito de protesto
contra essa ignomínia que intenta praticar quem, mais do que ninguém – porque
escolhido pelo povo – teria de lhes louvar e prestigiar as estrofes.
Por outro lado, segundo informações recentes, o
IPHAN não emitiu ainda parecer sobre essa pretensão, apesar de já ter sido
consultado, confirme informação dada a Bembém, pela sua Superintendente,
publicada em dezembro de 2013. Então, se o seu parecer é indispensável, como
puderam os vereadores e o prefeito elaborar e fazer votar aquela Lei, antes de
ter ele sido expedido? E haverá possibilidade de concordância daquele Órgão,
mesmo ao arrepio das disposições legais? São perguntas que aqui ficam.
IPHAN não emitiu ainda parecer sobre essa pretensão, apesar de já ter sido
consultado, confirme informação dada a Bembém, pela sua Superintendente,
publicada em dezembro de 2013. Então, se o seu parecer é indispensável, como
puderam os vereadores e o prefeito elaborar e fazer votar aquela Lei, antes de
ter ele sido expedido? E haverá possibilidade de concordância daquele Órgão,
mesmo ao arrepio das disposições legais? São perguntas que aqui ficam.
Mas, para terminar, uma triste constatação: em
Parnaíba, a cidadania perde feio o embate com o monetarismo e vale mais
construir galpões ou vilas comerciais do que ocupar espaços com literatura
– que nada rende, supõem, pelo visto, os
que elaboraram e aprovaram coisa tão
lesiva e tão triste assim, para o reino da cultura e da espiritualidade de
nossa terra.
Parnaíba, a cidadania perde feio o embate com o monetarismo e vale mais
construir galpões ou vilas comerciais do que ocupar espaços com literatura
– que nada rende, supõem, pelo visto, os
que elaboraram e aprovaram coisa tão
lesiva e tão triste assim, para o reino da cultura e da espiritualidade de
nossa terra.
E, à feição do simum, que varre implacavelmente as
tórridas areias do Saara, aí o cifrão fustiga o campo das ideias, tudo levando
de roldão.
tórridas areias do Saara, aí o cifrão fustiga o campo das ideias, tudo levando
de roldão.
Lamentavelmente, extremamente lamentável, inclusive
para os nossos pretendidos foros de cidade civilizada.
para os nossos pretendidos foros de cidade civilizada.
Fonte:Jornal “O Bembém”
Edição:Bernardo Silva
Edição:Bernardo Silva


