E agora, Marcelo?

Por:ZózimoTavares

“Já fui discriminado na política.
Também sei o quanto isso dói. Precisamos acabar com a discriminação e combater
esses crimes contra os cidadãos LGBT. É hora de dar um basta nisso. Acho que
cada pessoa tem e deve ter o direito de escolher sua orientação sexual. A nós,
cabe lutar para que cada um seja tratado como um cidadão com direitos e
deveres”, comentou o governador Zé Filho, durante o lançamento do programa
“Piauí sem Homofobia”, no Palácio de Karnak, na quarta-feira passada.
O desabafo do governador, em relação à
discriminação política, bem que poderia ser feito também pelo deputado federal
Marcelo Castro, pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado. Na visita da
presidente Dilma Rousseff a Teresina, sexta-feira, o parlamentar simplesmente
não foi lembrado pela presidente.
Em sua saudação aos políticos do Piauí,
ela citou protocolarmente os nomes do governador Zé Filho, do prefeito Firmino
Filho e de outros, entre eles o de Marcelo Castro. Mas deu ênfase aos senadores
Wellington Dias (PT) e Ciro Nogueira (PMDB). Segundo a presidente, são dois
bons aliados seus em Brasília. 
A curiosidade sobre esse detalhe vem
por conta do esforço do presidente regional do PMDB em se apresentar como
candidato a governador e aliado incondicional da presidente, na campanha dela
pela reeleição. Pelo visto, Dilma ainda não tomou conhecimento que tem mais
esse aliado no Piauí! Ou, então, não faz fé em sua força política. Ela poderia
ter dito, simplesmente, que ele era o homem do pré-sal e estava
resolvido. 
O episódio deixou claro, mais uma vez,
no entanto, que é o senador Wellington Dias que a presidente da República
reconhece como seu legítimo representante no Piauí. Há motivos para isso. Ele
tem história no PT. Foi governador duas vezes e até pouco tempo era o líder do
partido no Senado. 
Ou seja, o deputado Marcelo Castro
perde o seu tempo ao tentar colar sua candidatura à da presidente Dilma. A
tentativa não vem sendo assimilada pelo eleitor e muito menos pela presidente.
Está claro que é com o senador que a presidente se identifica no Estado.

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