Por:Zózimo Tavares
O governador Wilson Martins encerra hoje o seu período administrativo, iniciado em 1º de abril de 2010. Amanhã, ele renuncia ao cargo para concorrer ao Senado. Wilson toma as últimas providências para entregar o cargo ao substituto, vice-governador Zé Filho, às 11horas, no Palácio de Karnak.
Wilson Martins faz uma carreira vitoriosa na política estadual. Ele começou na vida pública em 1993, como secretário de Saúde do prefeito Wall Ferraz, depois de presidir a Associação Piauiense de Medicina. No ano seguinte, conquistaria seu primeiro mandato, de deputado estadual, pelo PSDB.
Wilson renovaria seu mandato por duas vezes (1998 e 2002). Nesse período, seria líder do governo Mão Santa na Assembleia Legislativa e presidente regional do PSDB. Em 2005, decidiu comandar um novo partido no Piauí, o PSB. Aderiu ao governo do PT e recebeu como recompensa a Secretaria de Agricultura.
Nas eleições de 2006, sairia candidato a vice-governador na chapa de reeleição do governador Wellington Dias. Como vice-governador, estruturou o seu partido em todo o Estado. Além disso, foi coordenador estadual do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Quando recebeu o governo, em 2010, estava pronto para ser candidato a governador.
Wilson fez uma gestão voltada para o equilíbrio financeiro do Estado e a organização administrativa. Como aliado do antecessor, não pôde escancarar as contas públicas, que foram passadas para seu governo em situação deplorável. O seu silêncio fazia parte do pacto político para ser governador. Ele pagou o preço.
Com as finanças sob controle, Wilson abriu muitas frentes de obras e serviços. Apesar do seu estilo arrojado, não deu conta delas. O resultado é que sai do governo sem entregar a maioria das obras mais emblemáticas de sua gestão. Politicamente, foi um governante mediano, fiel à tradição do nepotismo e do clientelismo que tanto atrasam o Estado.
Governou sem oposição e somente a partir de agora, quando perde a caneta, é que se saberá com quem e com quantos ele conta efetivamente.
Em resumo: o governo Wilson Martins chega ao fim hoje e, se ele inaugurou um Novo Piauí, ninguém sabe, ninguém viu!
