Entenda como funcionava a fraude no Detran-PI que culminou na Operação Hidra de Lerna

Após deflagrar a Operação Hidra de Lerna, a Polícia Civil do Piauí realizou coletiva de imprensa nesta quinta-feira (30/06), onde relatou os procedimentos fraudulentos que levaram até esta ação policial.

De acordo com a PC-PI, as investigações iniciaram a partir de um encaminhamento do Detran-PI à Polícia, ao observarem indícios de irregularidades. Ao OitoMeia, o diretor-geral do Detran-PI, Garcia Guedes, apontou como se iniciaram as desconfianças de fraude e como o caso chegou à Polícia Civil.

Garcia Guedes, diretor-geral do Detran-PI (Foto: Ricardo Morais / OitoMeia)

“O Detran-PI, através da sua Diretoria de Registro e Licenciamento, observou indícios de irregularidades em uma nota fiscal. Por conta disso, foi encaminhado para a Procuradoria Jurídica do Detran-PI, que notificou a Secretaria de Fazenda e foi-se apurado que realmente haviam esses indícios de irregularidades. Foi encaminhado para a Delegacia (de Polícia Civil) e daí que foi instaurado um procedimento e chegou a essa operação de hoje”, contou Garcia Guedes.

Garcia também relatou os caminhos que os investigados faziam para que conseguissem burlar o sistema burocrático e lesar as instituições financeiras. A operação Hidra de Lerna buscou cumprir 21 mandados de prisão temporária e 34 mandados de busca e apreensão. Os alvos eram servidores do Detran-PI, despachantes de documentos e empresários.

“Foi observado que eram notas fiscais frias de veículos inexistentes em que a pessoa conseguia “esquentar” esse documento, ter um documento idôneo e depois procurava a instituição financeira para fazer financiamentos”, relatou o diretor.

Apesar da operação ter sido deflagrada inicialmente no Piauí, há indícios de que o mesmo tipo de irregularidade possa estar acontecendo em diversos Detrans do Brasil. A Polícia Civil acredita que, no Piauí, o prejuízo pode ter chegado a R$ 150 milhões e, no Brasil, chegue à casa de R$ 1 bilhão.(Maria Clara César)

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