Apesar de já ter declarado que não desejava a entrada dos filhos na política, o ministro Wellington Dias vê, nos bastidores, a consolidação de um movimento em sentido contrário dentro do próprio grupo. É dada como provável a candidatura do médico Vinícius Dias a deputado estadual. Para viabilizar sua entrada na chapa da federação, o suplente em exercício Oliveira Neto deve desistir da disputa, abrindo espaço na composição.

Paralelamente, também há articulações para que a filha do ministro, Iasmin Dias, integre uma chapa majoritária como suplente, ampliando a presença da família no processo eleitoral. A movimentação tem gerado incômodo e críticas, inclusive dentro do próprio campo político, por evidenciar um contraste entre o discurso passado e a prática atual, além de reacender o debate sobre concentração de poder em grupos familiares tema frequentemente associado ao conceito de oligarquia. (Silas Freire)