
Senador Flávio Bolsonaro, que disputará a Presidência da República – Foto: Agência Senado.
O senador e candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira (12) que o Jornalismo e a liberdade de imprensa protegidos pela Constituição foram ameaçados de “morte” pela iniciativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de quebrar sigilo do jornalista maranhense Luís Pablo, em março, e de deflagrar operação, ontem (11), contra sua suposta fonte. As decisões de Moraes foram tomadas para investigar uma reportagem que acusou o ministro Flávio Dino e seus familiares de uso particular de carro blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).
“A maioria das pessoas parecem não ter entendido o tamanho disso. Alexandre de Moraes não quebrou o sigilo de um jornalista, ele autorizou a quebra do sigilo de todos vocês. Decisão judicial não morre no caso concreto. Vira precedente. Isso é um cheque em branco para matar o jornalismo e a liberdade de imprensa no Brasil”, escreveu Flávio Bolsonaro, nas suas redes sociais.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro conclui ter havido afronta à proteção constitucional do sigilo das fontes que denunciam irregularidades a jornalistas, nos mandados de busca e apreensão ordenados por Moraes a pedido da PF e com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, exposto como suposta fonte da matéria de Luís Pablo.
O candidato comentava a postagem do jornalista Wilson Lima, chefe da sucursal do site O Antagonista, em Brasília, sobre a sensação de que Moraes praticamente acabou com o sigilo da fonte.
“É um recado para a colega Malu Gaspar [de O Globo] e outros jornalistas que incomodam o Tribunal. Agora, o STF tem uma jurisprudência xandônica [sic] para ir atrás de qualquer fonte que incomode a Corte. Basta alegar algum indício de crime. E vazamento de dados sigilosos é crime”, escreveu Wilson Lima.(Diário do Poder)