Governador fará devolução do porto de Luis Correia à União

   AS obras do Porto, apesar das promessas da presidente Dilma Rousseff, estão paradas há dois anos e meio
O prazo que o governador Antônio José Moraes Sousa Filho, o Zé Filho (PMDB), deu para o Estado do Piauí devolver o porto de Luís Correia à gestão do Governo Federal se esgotou no útimo dia dia 20, sexta-feira. Zé Filho disse que se o Governo Federal não tomasse nenhuma providência quanto ao reinicio das obras do porto até o dia 20, o Estado faria formalmente a devolução da estrutura à Secretaria dos Portos, a quem compete a gestão do porto.
Zé Filho informou que teve uma conversa com a presidente Dilma Rousseff, quando ela esteve no Piauí, em maio, e que ela teria se comprometido em  reiniciar as obras e dar conclusão as obras do porto. No entanto, o governador alega que tem sido maltratado pelo governo. Nenhuma resposta lhe foi encaminhada até agora.
“Chega de esperar. O porto tem que ser concluído”, desabafou Zé Filho. Ele disse que obras de porto nunca se termina, sempre se constrói. Mas o porto de Luís Correia tem que pelo menos começar.
O governador informou que foi reapresentado um projeto a Secretaria dos Portos no valor de R$ 440 milhões, que seria o valor para retomar e concluir as obras. “Queremos dar inicio e não nos responderam. O Governo do Estado não vai assumir esta responsabilidade, porque obra de porto não é afeita ao Estado, mas ao Governo Federal, então, eles que tomem de conta”, frisou Zé Filho.
O governador, em viagem para São Paulo, informou que, chegando ao Piauí, vai assinar um documento que mandou expedir para a formalização da devolução da gestão das obras do porto à Secretaria Nacional dos Portos. “Não vou ficar com uma responsabilidade dessas para o governo do Estado. É uma obra importante que tem sido repetidamente fonte de promessas e nenhuma solução”, ressaltou o governador. Há dois meses, Zé Filho se reuniu com representantes da Azeta, empresa responsável pela obra do Porto de Luís Correia. Ele pediu explicações sobre a situação atual do projeto e cobrou da equipe executiva soluções imediatas para obra.
O porto de Luís Correia deve funcionar para a navegação de cabotagem que acontece quando o transporte é feito por navios nacionais entre portos do país. A redefinição foi elaborada depois de um estudo feito pela Secretaria Estadual dos Transportes (Setrans), com orientação da própria Secretaria Especial dos Portos (SEP).(Diário do Povo)

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