A cobrança do ICMS sobre o excedente da energia solar no Piauí voltou ao centro do debate político após críticas de consumidores e empresários do setor. Caso o governador Rafael Fonteles decidisse acabar com a cobrança, o Estado deixaria de arrecadar cerca de R$ 33 milhões por ano. O tema ganhou ainda mais repercussão diante dos números relacionados aos gastos com publicidade institucional.

Dados levantados por setores da oposição apontam que o governo estadual já teria desembolsado aproximadamente R$ 56 milhões apenas nos quatro primeiros meses do ano com campanhas publicitárias e contratos ligados à comunicação. Os valores destinados à propaganda superam com folga o impacto financeiro da retirada do imposto sobre a energia solar, defendendo que o governo poderia aliviar o bolso dos consumidores sem comprometer significativamente as contas públicas.
Nos bastidores políticos, adversários do Palácio de Karnak têm acusado a administração estadual de priorizar investimentos em divulgação institucional e na relação com grandes grupos de comunicação, enquanto mantém cobranças consideradas pesadas para a população e para o setor produtivo. O governo estadual, por outro lado, argumenta que os investimentos em publicidade são necessários para divulgação de ações institucionais e campanhas de interesse público, enquanto a arrecadação do ICMS integra a composição fiscal do Estado.(Silas Freire)