Por:Benedito Gomes(*)
No momento estamos convivendo com a greve dos bancários, já tradicional, diga-se, nos meses de setembro ou outubro. Não sei de quem é a culpa de tal greve, que só prejudica, mas quem paga a conta é o povo. Dizem que os banqueiros ganham bilhões e repassam aos seus funcionários salários que não são os maiores do Brasil, embora, com certeza, estejam acima da média salarial de milhões de brasileiros.
Somente com a cobrança de manutenção da conta, com taxas diversas e os juros mais altos do mundo os bancos faturam bilhões de reais. E este dinheiro que os bancos aplicam é o nosso, que depositamos, não somos remunerados e ainda pagamos por isso.
Senhores banqueiros! Acredito que seus funcionários merecem melhores salários e nós clientes, certamente, merecemos respeito. E não podemos permitir que em pleno século XXI, com tecnologia de alto nível, economia globalizada, universidades ao alcance de todos, os bancos continuem a oferecer somente 05 horas de portas abertas ao público (de 10:00 às 15:00) quem lhes paga milhões.
Moramos em um país onde aqueles que produzem são realmente penalizados. Uma grande empresa, para conseguir resultados positivos e manter seus produtos no mercado interno e externo, trabalha em 03 (três) turnos de 8 horas. Gera milhares de empregos e paga milhões de impostos. As demais empresas, médias ou pequenas, indústria, comércio ou serviços; produtores rurais, extrativistas, profissionais liberais, trabalhadores domésticos, etc., trabalham no mínimo 8 horas por dia. É aí que são gerados os milhões de empregos que movimentam a economia do país.
Infelizmente, neste mesmo grande país, de povo bom e trabalhador, temos órgãos públicos que nada produzem. Somente geral despesas. Expediente às vezes só pela manhã; que não satisfazem o público… Tem até aqueles que trabalham somente 4 ou 5 dias por mês.
Nós, povo, somos apenas matéria prima facilmente usada para votar; pagamos impostos, enfrentamos filas, vemos a ascensão dos corruptos e, às vezes, até batemos palma para políticos inescrupulosos. Mas, Deus é bom! E está vendo tudo!
(*)Benedito Gomes- Contador (UFPI)