
Hospital Dirceu Arcoverde – HEDA/ Parnaíba
Não podemos ficar omissos, indiferentes, acreditando que está tudo bem, como diz a propaganda do governo do Estado, em se tratando de atendimentos no setor saúde. E precisamos culpar o trepidante governador Rafael Fonteles pelos sofrimentos a que são submetidos aqueles que eventualmente precisam de atendimentos no Hospital Dirceu Arcoverde, em Parnaíba. Sexta- feira à noite precisamos e ficamos estarrecidos com o que presenciamos.
O médico demorou para nos atender, embora estivesse na sala, mexendo no computador. Ao questionarmos a razão da demora ele explicou que primeiro teria que colocar no sistema o pedido de toda a medicação que iria precisar, caso contrário não teria atendimentos. Ao que parece, é tudo trancado a cadeado, como forma de economizar. E não conta o sofrimento do paciente que precisa de atendimento urgente. Isso é retrocesso, maus tratos, irresponsabilidade de quem deveria oferecer um serviço de saúde de qualidade.
Pensando tão somente em faturar e ajudar amigos, o governo do Piauí repassou a saúde para uma tal OSS- Organização Social de Saúde, lavando as mãos e repassando a terceiros uma obrigação que sempre foi do Estado. O resultado é um crescente aumento de demanda e uma redução de servidores, que são submetidos a uma pesada carga horária e nem sempre entregam um atendimento de qualidade. A ordem é economizar…
A mesma coisa aconteceu com a Agespisa. Depois de 20 anos de governo do PT(Leia-se Wellington Dias) quebraram a Agespisa e hoje quem paga o pato é a população, que sofre com o péssimo seviço que oferece a nova concessionária dos serviços. Parte da população vive sem água e sem esperança. Culpemos o governador Rafael Fonteles, que deseja ficar mais 4 anos para conhecer o resto do mundo com suas viagens internacionais. O povo que se exploda.
O que vimos no HEDA nos fez lembrar do Nonô Correia, famoso personagem da novela Amor com Amor se Paga, exibida originalmente pela TV Globo em 1984. O personagem, interpretado magistralmente por Ary Fontoura, é um dos avarentos mais famosos da teledramaturgia brasileira, conhecido por suas economias extremas, como trancar a geladeira com cadeado e acorrentar o fogão para evitar gastos. (Por: Bernardo Silva)