O pré-candidato ao Governo do Piauí, Jesus Rodrigues (Cidadania), analisou a possibilidade de indicação do filho do ministro Wellington Dias (PT), Vinícius Dias, como secretário em um próximo Governo de Rafael Fonteles como nepotismo evidente.
De acordo com o ex-deputado, os casos de indicações eletivas são menos graves, mas indicações para cargos que não passam pelo voto da população, no entanto, são um absurdo, disparou. Como exemplo, Jesus citou a esposa de Wellington, Rejane Dias, indicada como conselheira do TCE-PI.

“Ele ter colocado sua esposa como conselheira do Tribunal de Contas do Estado, para mim, é um absurdo do nepotismo. Falam que o filho poderá ser secretário de Saúde no próximo Governo, aí é nepotismo, porque não passa nem pelo voto popular, mas a indicação para um mandato eletivo, quando o povo diz sim, a gente tem que aceitar a vontade do povo manifestada nas urnas”, comentou.
E sobrou para dois caciques da política piauiense atual. O pré-candidato citou o deputado federal Júlio César (PSD) e o vice-governador Themístocles Filho (MDB), que têm a família amplamente enraizada nas esferas do Executivo e do Legislativo.
“Essa questão dos parentes, até no caso do Legislativo o povo vai terminar dando um ‘aceito’ ou não, o povo vê como nepotismo porque isso acontece com todas as outras famílias. O Júlio César está aí com a família toda, Themístocles, e agora Wellington Dias, embora ele tenha sido crítico, lá no início”, concluiu. (Guilherme Freire)