O senador Ciro Nogueira (PP), ex-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, não deve ter participação direta em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), mesmo com protagonismo nacional como presidente do maior bloco político do Congresso. A avaliação é de Joel Rodrigues, presidente do Progressistas no Piauí, em entrevista ao O Dia nesta quarta-feira (22).

Joel Rodrigues não vê Ciro Nogueira em cargo direto num eventual governo Flávio.
Segundo Joel, independentemente de ter ou não mandato, Ciro Nogueira segue como liderança. O senador foi derrotado na disputa pelo Senado, que teve como vencedores Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Em caso de vitória de Flávio sobre Lula no próximo domingo (25), a expectativa é que ele busque espaço para o grupo político na gestão.
“Não vejo ele [Ciro] com essa disponibilidade, esse desejo de servir de forma direta em participação da gestão, caso o Flávio venha a ser eleito presidente da República. Mas o que ele quer agora é que o partido, a federação, faça parte desse projeto novo de mudança para o Brasil”, declarou.
Apoio no segundo turno
No primeiro turno, a Federação União Progressistas manteve neutralidade entre Lula e Flávio e liberou as bancadas para declarar voto como preferissem. Para o segundo turno, Ciro Nogueira e Antônio Rueda, do União Brasil, anunciaram apoio a Flávio apenas dois dias após a votação inicial, na qual o candidato do PL ficou 2% à frente de Lula.
No comunicado, os dois afirmam que o posicionamento dos partidos busca se contrapor à repetição de “velhas práticas políticas e fórmulas econômicas comprovadamente ultrapassadas”. Segundo eles, o país mudou e enfrenta novos desafios econômicos e tecnológicos.