Justiça Eleitoral vai coibir fake news e uso ilícito de inteligência articificial

Desembargador José Wilson, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI),
Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Eleito presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), o desembargador José Wilson concedeu entrevista no começo da tarde desta quarta-feira (28) para falar sobre o processo eleitoral deste ano, que ele vai comandar a partir da posse.

José Wilson acredita que como em anos anteriores, as eleições de 2026 serão polarizadas. “Apesar de mantida a polarização, tudo indica que nessas eleições gerais nós também teremos esse cenário que se iniciou lá em 2018, mas a missão do TRE é garantir que tenhamos eleições limpas, tranquilas, sem conflitos. Ou, se houver conflitos, que a gente garanta a segurança da população que vai votar, inclusive com reforço, se necessário. Esse monitoramento é feito com mais proximidade do período eleitoral, quando se faz um mapeamento das cidades que tradicionalmente têm conflitos e de outras que apresentam potencial. A partir disso, é feito o requerimento ao TSE para o envio do Exército ou de tropas federais para garantir a segurança naqueles locais que são necessários”, adiantou o futuro presidente do TRE-PI.

Na entrevista concedida à TV Cidade Verde, o desembargador abordou a questão do acirramento dos ânimos em cidades do interior, o uso de inteligência artificial na campanha e as fake news.

Disputas históricas no interior

 “As eleições gerais têm um acirramento menor do que as eleições municipais. Nas eleições municipais existem outros interesses, às vezes interesses familiares, antagonismos históricos, que não existem nas eleições gerais, que têm uma amplitude maior. As pessoas se digladiam, mas não a ponto de exigir intervenção das tropas”

Inteligência artificial

“A IA pode ser utilizada desde que tenha um fim lícito e que haja a perfeita identificação de que aquele conteúdo foi produzido com o uso de IA. Tem que estar escrito, bem destacado. O que não pode, por exemplo, é o uso de chatbot em que o eleitor acredita estar conversando com um candidato, quando na verdade está falando com um robô. Isso é expressamente vedado pela resolução do TSE”. 

Combate às fakes news

“Existem convênios firmados pela Justiça Eleitoral com vários órgãos. Um dos principais é com a Anatel, justamente para rastreamento e bloqueio de deep fakes. A ideia é que, assim que uma peça desse tipo apareça, ela seja bloqueada imediatamente, para que não ganhe a amplitude desejada”. 

 Fonte/Créditos: TV Cidade Verde

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