O escândalo que atingiu aposentados agora bate à porta do ministério de Wellington Dias. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram que Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e investigada na operação sobre as fraudes no INSS, ordenou depósitos para dois servidores da pasta. Um deles é o secretário-executivo adjunto; o outro coordena o cerimonial do ministério. Havia R$ 60 mil em espécie para distribuir, segundo as conversas reveladas pela imprensa.

Meses depois, uma empresa representada pela lobista fechou contrato de R$ 31,2 milhões com o mesmo ministério. A pasta afirma que os servidores não participaram da licitação e nega favorecimento. Mas isso não responde à pergunta mais incômoda: por que uma investigada no caso do INSS mandava dinheiro para contas de pessoas tão próximas da estrutura de Wellington Dias? Wellington não pode tratar o episódio como problema apenas dos subordinados. Cabe ao ministro explicar o que sabia, cobrar dos servidores a origem e a finalidade dos pagamentos e apresentar as respostas ao país. O dinheiro entrou nas contas; a explicação ainda não apareceu.(Silas Freire)