Se for verdadeira a notícia divulgada no último final de semana que o
Governador Wilson Martins ameaçou retirar os incentivos concedidos à
empresa Azul Linhas Aéreas caso esta não inclua Teresina no roteiro de
voos para nosso Estado, só restará confirmada uma antiga desconfiança
dos parnaibanos: Parnaíba passa mesmo longe das prioridades de todos os
governantes que se aboletam na cadeira mais acolchoado do Karnak. Se o
que diz a notícia propalada nos jornais e sites for mesmo fiel ao que
pensa o governador Wilson Martins, o que ele disse na prática pode ser
traduzido assim: “Se Teresina não levar o quinhão que lhe cabe neste
latifúndio, que se dane Parnaíba”. Isto porque se o governador tirar os
incentivos fiscais prometidos à empresa aérea, os parnaibanos podem,
mais uma vez, dizer adeus à implantação de um voo regular para o seu
aeroporto internacional que, de tão ocioso, ainda ‘estala’ de novo.
Governador Wilson Martins ameaçou retirar os incentivos concedidos à
empresa Azul Linhas Aéreas caso esta não inclua Teresina no roteiro de
voos para nosso Estado, só restará confirmada uma antiga desconfiança
dos parnaibanos: Parnaíba passa mesmo longe das prioridades de todos os
governantes que se aboletam na cadeira mais acolchoado do Karnak. Se o
que diz a notícia propalada nos jornais e sites for mesmo fiel ao que
pensa o governador Wilson Martins, o que ele disse na prática pode ser
traduzido assim: “Se Teresina não levar o quinhão que lhe cabe neste
latifúndio, que se dane Parnaíba”. Isto porque se o governador tirar os
incentivos fiscais prometidos à empresa aérea, os parnaibanos podem,
mais uma vez, dizer adeus à implantação de um voo regular para o seu
aeroporto internacional que, de tão ocioso, ainda ‘estala’ de novo.
Como é do conhecimento de todos, foi anunciada na imprensa nos
últimos dias, a informação de que a empresa Azul teria acertado o início
de suas operações em janeiro, no trecho Fortaleza/Parnaíba/Teresina e
vice-versa. Na informação do último final de semana, o governador teria
reagido com a ameaça de retirar os incentivos oferecidos diante de um
pedido de autorização feito pela empresa à Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac) para operar inicialmente entre Fortaleza e Parnaíba.
Informações extraoficiais são de que a Azul continua com o interesse de
viajar para Teresina, mas, burocraticamente, a linha para Parnaíba
estava em situação mais adiantada daí o pedido ter sido feito logo.
“Teresina não estaria descartada”, disse a fonte consultada pelo
a24horas.com.
últimos dias, a informação de que a empresa Azul teria acertado o início
de suas operações em janeiro, no trecho Fortaleza/Parnaíba/Teresina e
vice-versa. Na informação do último final de semana, o governador teria
reagido com a ameaça de retirar os incentivos oferecidos diante de um
pedido de autorização feito pela empresa à Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac) para operar inicialmente entre Fortaleza e Parnaíba.
Informações extraoficiais são de que a Azul continua com o interesse de
viajar para Teresina, mas, burocraticamente, a linha para Parnaíba
estava em situação mais adiantada daí o pedido ter sido feito logo.
“Teresina não estaria descartada”, disse a fonte consultada pelo
a24horas.com.
Parnaíba não é prioridade na visão do governo
O tudo ou nada ameaçado pelo governado numa defesa destemperada dos
interesses da capital evidenciou que Parnaíba não é prioridade, pois, do
contrário, teria feito qualquer outro tipo de ameaça, menos uma que
prejudicasse os interesses do extremo Norte do Estado, capitaneado por
Parnaíba, a cidade mais importante da região. E parece que o modo
peculiar do governador de resolver crises tem a chancela do
vice-governador, o parnaibano Moraes Souza Filho, que convalesce de uma
cirurgia, mas não está impedido de falar e fazer seu brado ecoar por
meio dos seus muitos assessores.
interesses da capital evidenciou que Parnaíba não é prioridade, pois, do
contrário, teria feito qualquer outro tipo de ameaça, menos uma que
prejudicasse os interesses do extremo Norte do Estado, capitaneado por
Parnaíba, a cidade mais importante da região. E parece que o modo
peculiar do governador de resolver crises tem a chancela do
vice-governador, o parnaibano Moraes Souza Filho, que convalesce de uma
cirurgia, mas não está impedido de falar e fazer seu brado ecoar por
meio dos seus muitos assessores.
Há quem garanta que existem interesses sub-reptícios das autoridades
do governo e da capital ao desenvolvimento de Parnaíba; que nossos
conterrâneos da Chapada do Corisco não veem com bons olhos um aumento do
movimento no aeroporto de Parnaíba, pois refletiria nos balcões de check-in
do aeroporto de lá, que eles querem ampliar ou construir um novo e bem
maior. Muita gente, que detesta picuinha, se recusa a acreditar nesse
bairrismo autofágico e detestável, vindo de qualquer dos lados. Aí vem o
governador Wilson Martins com uma parada dessas! Quem não acreditava na
existência de interesses predatórios de Teresina em relação ao litoral,
começa a pensar contrariamente.
do governo e da capital ao desenvolvimento de Parnaíba; que nossos
conterrâneos da Chapada do Corisco não veem com bons olhos um aumento do
movimento no aeroporto de Parnaíba, pois refletiria nos balcões de check-in
do aeroporto de lá, que eles querem ampliar ou construir um novo e bem
maior. Muita gente, que detesta picuinha, se recusa a acreditar nesse
bairrismo autofágico e detestável, vindo de qualquer dos lados. Aí vem o
governador Wilson Martins com uma parada dessas! Quem não acreditava na
existência de interesses predatórios de Teresina em relação ao litoral,
começa a pensar contrariamente.
Desenvolvimento dos estados vizinhos transformou o Piauí num fosso
Mas nem tudo está perdido. Ainda é muito cedo para que ações,
alicerçadas na boa vontade dos nossos governantes, assegurem ao Piauí as
condições ideais para se desenvolver sem competições internas danosas.
Temos que olhar é para os lados e tentar ver a escalada de
desenvolvimento que acontece por sobre os altos muros que o Ceará, o
Maranhão, a Bahia, o Pernambuco e Tocantins construíram nos
transformando num fosso que se refestela com migalhas. Temos um
crescimento que só faz sentido quando analisado de forma absoluta, ou
seja, quando olhamos apenas para o nosso próprio passado. Quando o
desenvolvimento do Piauí é analisado do ponto de vista panorâmico e
sistêmico, relativo aos seus vizinhos, dá até depressão de ver o quanto o
PIB deles cresceu nos últimos anos e o nosso aumentou só um pouquinho.
“Mas temos um IDH melhor que o do Maranhão”, podem dizer uns. Sim, mas
não se ganha uma guerra vencendo apenas uma batalha.
alicerçadas na boa vontade dos nossos governantes, assegurem ao Piauí as
condições ideais para se desenvolver sem competições internas danosas.
Temos que olhar é para os lados e tentar ver a escalada de
desenvolvimento que acontece por sobre os altos muros que o Ceará, o
Maranhão, a Bahia, o Pernambuco e Tocantins construíram nos
transformando num fosso que se refestela com migalhas. Temos um
crescimento que só faz sentido quando analisado de forma absoluta, ou
seja, quando olhamos apenas para o nosso próprio passado. Quando o
desenvolvimento do Piauí é analisado do ponto de vista panorâmico e
sistêmico, relativo aos seus vizinhos, dá até depressão de ver o quanto o
PIB deles cresceu nos últimos anos e o nosso aumentou só um pouquinho.
“Mas temos um IDH melhor que o do Maranhão”, podem dizer uns. Sim, mas
não se ganha uma guerra vencendo apenas uma batalha.
(F. Carvalho, editor do www.a24horas.com.)
