Por:Dom Severino
A entrada do ex-governador Mão Santa (PSC) na corrida sucessória estadual, alterará completamente o atual quadro político piauiense, uma vez que ele poderá afastar o PSDB da futura coligação que está sendo montada, sob a coordenação do governador Wilson Martins (PSB), que também poderá ser forçado a se afastar da coligação engendrada por ele, diante da possibilidade do seu partido não aceitar vir a dividir palanque com Dilma Rousseff no estado do Piauí. A propósito: só no próximo dia 15 de março é que a Executiva Nacional do PSB se pronunciará sobre os palanques estaduais.
Os argumentos que o ex-governador Mão Santa vai usar para convencer o presidenciável Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da vantagem que o PSDB terá com a montagem de um palanque só seu em solo piauiense são os mais convincentes, porque abrem os olhos da Executiva Nacional para o que se passa no estado do Piauí, onde o diretório estadual, sem levar em consideração a unidade nacional, resguardar o interesse partidário, tendo em vista a candidatura de Aécio Neves, visa só a questão estadual e pessoal.
No Piauí, o acordo entre PMDB e PSDB está bastante adiantado e cria uma situação desfavorável a Aécio, que ficaria sem um palanque forte. Pela costura, o ex-prefeito tucano de Teresina, Silvio Mendes, seria vice na chapa do deputado federal Marcelo Castro, do PMDB, e que teria como candidato ao Senado o atual governador Wilson Martins (PSB). Caso essa coligação venha a se confirmar, o PSDB poderá até eleger o vice-governador, mas não aumentará a sua bancada na Assembléia Legislativa, muito provavelmente não elegerá um deputado federal e não contribuiu para a eleição do candidato Aécio Neves
O ex-governador Mão Santa tem potencial para se eleger governador, ainda mais se tiver o apoio do PSDB, que poderá indicar Silvio Mendes como companheiro de chapa de Mão Santa. Não podemos esquecer que quando o ex-senador Mão Santa se lançou candidato a governador na sua primeira eleição, só duas pessoas acreditavam na possibilidade de ele se eleger: a sua esposa Adalgisa Moraes e Nilson Sá e Mão Santa acabou governador e governou o seu estado num momento particularmente difícil da economia mundial e brasileira. Fez governos razoáveis.
