Marcelo Noleto, o secretário “boca quente” que coleciona problemas para o governo

O secretário de Comunicação do Governo do Piauí, Marcelo Noleto, voltou a colocar a gestão estadual em situação desconfortável. Conhecido nos bastidores políticos como o secretário “boca quente”, por frequentemente criar crises desnecessárias para o próprio governo, Noleto agora acumula uma condenação da Justiça Eleitoral por publicações ofensivas contra o senador Ciro Nogueira. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí reconheceu que as manifestações do secretário ultrapassaram os limites da crítica política, configurando propaganda eleitoral antecipada negativa e atingindo a honra e a imagem do parlamentar.

Segundo o entendimento da Corte, houve nítida intenção de degradar a imagem do então pré-candidato, com acusações e declarações consideradas incompatíveis com o debate democrático. O episódio reforça uma avaliação que cresce nos meios políticos: em vez de atuar como ponte entre o governo e a sociedade, Marcelo Noleto tem se transformado em uma fonte permanente de desgaste para a administração estadual. Ao assumir o papel de militante agressivo nas redes sociais, acaba expondo o próprio governo a derrotas políticas e judiciais. A condenação não atinge apenas a figura do secretário. Ela lança questionamentos sobre a estratégia de comunicação adotada pelo Palácio de Karnak e sobre os limites que seus auxiliares estão dispostos a respeitar no embate político.

Quando a Justiça condena um secretário de Estado por ofensas e ataques pessoais, o prejuízo não é apenas individual: respinga diretamente na imagem da gestão que ele representa. Mais uma vez, Marcelo Noleto vira notícia não pelos resultados da comunicação governamental, mas pelos problemas que cria para o governo que deveria defender. Em política, há auxiliares que agregam. Outros, acabam se tornando um passivo. A decisão do TRE-PI coloca o secretário, cada vez mais, na segunda categoria. (Silas Freire)

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