
O promotor de justiça Adriano Fontenele Santos instaurou inquérito civil público em face do município de Buriti dos Lopes, administrado pela prefeita Laura Rosa (PP), para apurar possível ilegalidade nas contratações temporárias realizadas nos anos de 2023, 2024 e 2025, bem como eventual burla ao concurso público e violação aos princípios da Administração Pública.
O Ministério Público do Estado vem apurando o caso desde o dia 03 de setembro de 2025 onde tomou ciência de que o município vem adotando a prática reiterada de contratar pessoal com vínculos precários e lotando em funções permanentes na administração.
Durante a fase de procedimento preparatório, foi feito levantamento a partir da folha de pagamento da prefeitura que revelou um crescimento expressivo das contratações temporárias, especialmente no ano de 2025 onde chegou a superar o número de servidores efetivos.
Na avaliação da promotoria, os dados indicam a criação de centenas de vínculos temporários, com aumento progressivo entre os anos de 2023 a 2025, o que deixa evidente possível substituição de servidores efetivos por contratados precários.
Foi constatado um elevado número de pessoas contratadas de forma reiterada ao longo de exercícios consecutivos, inclusive com mais de 200 indivíduos mantidos como temporários por três anos seguidos. As contratações tiveram início na gestão do então prefeito Júnior Percy.
Para o promotor a contratação reiterada de pessoal descaracteriza a excepcionalidade da contratação temporária e indica possível utilização indevida desse instrumento em detrimento da realização de concurso público. Neste sentido, os indícios colhidos apontam para possível violação aos princípios da Administração Pública.
Outro lado
O Viagora procurou a prefeita para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da reportagem a gestora não atendeu as ligações e não respondeu aos questionamentos encaminhados através do WhatsApp.