O dia da caça aos cargos
Diz-se que num dia desses o MDB, PSD, PSB e alguns petistas teriam, em reunião, vetado o nome de Washington Bandeira como candidato a vice de Rafael Fonteles.
A reunião só serviu para eles avaliarem o que mais podem tirar do governo. Porque o vice será Bandeira e ninguém fala mais nisso.
Rafael esteve com os dirigentes do PT e deixou claro: o vice será indicação sua. E ninguém fala mais nisso.
Cadê o índio?
A cúpula dirigente do PT até hoje espera Wellington Dias, que nunca definiu a data para ir dizer o que pensa da escolha do vice. Mas anda usando “companheiros”, como Janaína Marques, para ficarem “soprando” o nome do seu filho Vinícius para vice. Puro exercício de uma serviçal, porque o índio mesmo sabe que não tem como mudar a decisão do governador.
Já tem o dele
O MDB entrou nessa reunião sabendo que à sigla não lhe cabe mais nada, porque já tem o apoio do governo e dos aliados para o candidato a uma das vagas do Senado, Marcelo Castro.
Por isso que descartaram o velho Themistocles, que ganhou a promessa de retornar como deputado estadual.
PSD e a segunda vaga
O PSD também não tem o que mais cobrar, já tem promessa do segundo voto para senador em Júlio César, além de garantir a permanência de Jussara como senadora (suplente de Wellington) que, dizem os próprios petistas (e a mídia nacional), não soma em nada para o governo.
Promessa não cumprida
Falam que Jussara é tão apegada ao mandato que até hoje, três anos depois, não abriu vaga para o segundo suplente José Amauri, conforme combinado.
Eles não sabem o estrago que esse bem entrosado Amauri pode fazer numa campanha.
Perdido e desorientado
Se Wellington Dias posa nacionalmente de “pai da pobreza”, no Piauí ele corre risco na disputa de qualquer mandato.
Por poucos votos — menos de 40 mil — o bem-amado Joel Rodrigues (de Floriano) não o derrotou em 2022 para o Senado. De lá para cá as coisas pioraram para ele, com tendência a deixá-lo de fora da política em 2030.
Sem vaga
Se não sair ministro de Lula, em caso de vitória nacional, daqui a quatro anos Rafael deve disputar a única vaga do Senado e, presume-se, Washington Bandeira, como governador tampão, dispute a reeleição em 30. Ruim para Wellington.
Oligarca matreiro
De sindicalista que pichava as casas dos oligarcas dos anos 80, Wellington Dias entra em 2026 com a cara mais escarrada de um oligarca. Pior: de um astuto, perigoso político que de 20 anos para cá teve quatro mandatos de governador e ganha de tudo que dá em termos de coisa pública.
Cansado e velho
Se fisicamente Wellington ostenta um semblante cansado, nas relações com companheiros e aliados ficaram muitas ranhuras. Quando se trata de ocupação de cargos, o ministro é acusado de fazer que nem Mateus: escolhe primeiro os dele.
Veja o caso do filho Vinícius, recém-formado em medicina, que mais se parece a um estudante atrás do primeiro emprego numa loja de tecidos.
O pai o quer, entretanto, no segundo mais importante cargo do Estado que, convenhamos, nem precisa de muito estudo ou experiência laboral. O pai pelo menos começou como vereador.
Tirar do ramo
Está muito claro que Rafael Fonteles está armando — e bem — para tirar Wellington Dias do ramo da política. Resta saber se Wellington vai conseguir evitar. Até agora, tudo indica que não. O jovem matemático está preparando a aposentadoria do velho índio para 2030. (Portalaz/Direto da Redação)