
De acordo com músicos que atuam na noite, tem se tornado comum que os pagamentos não sejam mais realizados imediatamente após as apresentações. Diferente do que ocorria anteriormente — quando muitos artistas recebiam já no dia seguinte —, agora há casos em que o pagamento só acontece uma ou até duas semanas depois do evento.
A situação tem gerado preocupação entre os profissionais, que dependem diretamente desses valores para sua renda e organização financeira. “Antes, quem tocava no sábado ou domingo já recebia na segunda-feira. Hoje, a realidade é outra”, relatam.
Além dos atrasos, músicos também apontam uma queda na demanda por apresentações ao vivo, com casas mais cautelosas na contratação e redução de eventos. O cenário, segundo eles, ainda reflete impactos do período pós-pandemia, que alterou o funcionamento do setor e o comportamento do público.
Outro ponto levantado é a dificuldade de valorização do trabalho artístico, com relatos de cachês mais baixos e menor espaço para determinados estilos musicais.
Diante desse contexto, artistas reforçam a necessidade de mais organização no setor e de respeito aos profissionais, destacando a importância da música ao vivo para a cultura e a economia local.