Água na urna
Se existe hoje um problema capaz de interferir de maneira concreta no humor do eleitor piauiense, ele atende por um nome simples: falta d’água.
O tema deixou de ser apenas administrativo e começa a ganhar dimensão política.
Não é um caso isolado
Nas últimas semanas, as reclamações se multiplicaram em diferentes regiões do Estado. Há registros recentes de interrupções prolongadas, ações judiciais, cobranças do Ministério Público e protestos de moradores contra problemas no abastecimento, como noticiado pelo Portal GP1.
Concessionária sob pressão
A Águas do Piauí, empresa controlada pela Aegea, assumiu a concessão dos serviços de água e esgoto nos 224 municípios piauienses, dentro de um contrato de 35 anos. A operação prevê investimentos bilionários, mas os primeiros meses vêm sendo acompanhados por forte cobrança da população em diversas cidades.
Altos
Altos, praticamente na região metropolitana de Teresina, é um exemplo da sensibilidade do problema.
Neste mês, a própria concessionária anunciou interrupção temporária no abastecimento no bairro Santa Inês durante serviços de limpeza de poços, com previsão de uso de caminhões-pipa enquanto durassem os trabalhos.
Queixas de moradores
E os relatos locais vão além de uma simples parada programada: há queixas de moradores sobre períodos prolongados sem água em diferentes áreas do município.
Até no semiárido?
Se a situação já provoca revolta em cidades próximas a Teresina, imagine o impacto político nas regiões historicamente castigadas pela escassez.
São Raimundo Nonato e municípios da Serra da Capivara estão entre os locais onde o abastecimento voltou ao centro das reclamações.(Portalaz)