
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos caminha para se tornar a maior das piadas entre as empresas públicas federais. Falar sobre a desorganização da estatal e a incompetência do seu alto escalão é, sem sombra de dúvidas, “fazer chover no molhado”. Mas é preciso bater na tecla para tentar fazer valer o direito que é assegurado ao consumidor no ato que se contrata os serviços dessa “empresa”, entre aspas mesmo, porque o funcionamento dos Correios está muito aquém do que o Aurélio classifica como organização.
Uma internauta gravou e divulgou, nas últimas semanas, um vídeo que mostra claramente a realidade e o dia a dia da “empresa” que monopoliza o sistema postal brasileiro. Nele, funcionários aparecem brincando com as encomendas, arremessando-as de um lado para o outro sem exibir o menor sinal de respeito pelo conteúdo das caixas que, de uma hora para outra, foram transformadas em bolas de basquete.
Em poucos dias o vídeo “viralizou”, ou seja, foi compartilhado por milhares de internautas. A assessoria de imprensa dos Correios tratou de publicar uma daquelas notas pré-fabricadas alegando que o que estava sendo exibido não demonstrava a realidade da “empresa” e o apreço que a dita cuja teoricamente mantém pelas encomendas que lhe são confiadas.
Ao contrário do que a equipe de maquiadores dos Correios tenta passar, a realidade é que é raro encontrar um cidadão que nunca teve sua encomenda avariada, extraviada ou até mesmo roubada por essa “empresa”. São inúmeros os relatos de quem teve seu objeto furtado. Maior ainda é o número de encomendas que desaparecem no limbo das centrais de tratamento.
Eis que, no auge da bagunça, os funcionários, decidem decretar estado de greve. Mal remunerados e expostos aos mais diversos riscos que os dirigentes lhes impõem, é natural que os servidores busquem uma forma de fazer valer a sua voz.
O que não é natural, entretanto, é o monopólio criado e mantido por esta “empresa”, que dia após dia, prejudica a população e expõe os consumidores brasileiros ao ridículo, haja vista que só aumenta a lista de países cujas lojas virtuais se negam a enviar produtos para o Brasil. A justificativa? Cansaram-se de ter que reembolsar o consumidor lesado pela bandidagem do sistema postal brasileiro.Magno Martins