Por:Pádua Marques(*)
Todo mundo ouviu ou fez esta
pergunta um dia pra alguém. Dependendo da situação daquilo que estamos fazendo,
demonstrando vocação, como se dizia no meu tempo, tendo queda pra isso ou aquilo, estava
respondida a pergunta. Agora era trabalhar e muito pra manter aquela
curiosidade e audácia, duas características próprias de quem está se iniciando
em alguma coisa. Não existe nada que dê mais satisfação do que quando estamos começando
e alguém nos dá incentivo.
pergunta um dia pra alguém. Dependendo da situação daquilo que estamos fazendo,
demonstrando vocação, como se dizia no meu tempo, tendo queda pra isso ou aquilo, estava
respondida a pergunta. Agora era trabalhar e muito pra manter aquela
curiosidade e audácia, duas características próprias de quem está se iniciando
em alguma coisa. Não existe nada que dê mais satisfação do que quando estamos começando
e alguém nos dá incentivo.
E se na vida social
esta curiosidade humana é maravilhosamente boa e importante pra o nosso
crescimento, imagine em se tratando de uma cidade, com seus milhares de
habitantes, cada um tendo seus sonhos e fazendo sua parte pra que no todo, no
frigir dos ovos a coisa dê certo, a carroça ande e assim por diante. Porque o
desenvolvimento coletivo, a distribuição do conforto na vida das cidades
depende de que cada um faça sua parte, seja lá em que atividade seja. O
importante é que o trabalho, a curiosidade, a audácia provoquem esta situação.
esta curiosidade humana é maravilhosamente boa e importante pra o nosso
crescimento, imagine em se tratando de uma cidade, com seus milhares de
habitantes, cada um tendo seus sonhos e fazendo sua parte pra que no todo, no
frigir dos ovos a coisa dê certo, a carroça ande e assim por diante. Porque o
desenvolvimento coletivo, a distribuição do conforto na vida das cidades
depende de que cada um faça sua parte, seja lá em que atividade seja. O
importante é que o trabalho, a curiosidade, a audácia provoquem esta situação.
Digo isso porque
outro dia me larguei a pensar sobre qual é a real vocação econômica de
Parnaíba. Hoje com seus quase 170 anos, mais de 150 mil habitantes, carro,
moto, bicicleta, mulher, velho e menino dando no meio da canela e ainda não se
verificou qual ela é. Comércio, indústria, serviços, estagnação, recuos, tudo
junto e misturado? Fica difícil pra qualquer pessoa, principalmente quem
precisa decidir e rápido, que linha tomar quando se tem capital, mas não se
sabe pela pouca visibilidade qual a expectativa de investimento. É a velha
pergunta: a banda de vocês toca o quê?
outro dia me larguei a pensar sobre qual é a real vocação econômica de
Parnaíba. Hoje com seus quase 170 anos, mais de 150 mil habitantes, carro,
moto, bicicleta, mulher, velho e menino dando no meio da canela e ainda não se
verificou qual ela é. Comércio, indústria, serviços, estagnação, recuos, tudo
junto e misturado? Fica difícil pra qualquer pessoa, principalmente quem
precisa decidir e rápido, que linha tomar quando se tem capital, mas não se
sabe pela pouca visibilidade qual a expectativa de investimento. É a velha
pergunta: a banda de vocês toca o quê?
Sinceramente esta
dúvida ainda está me martelando a cabeça. Parnaíba precisa dizer qual a sua
vocação econômica. Porque foram várias as iniciativas, principalmente de
governo, tocando obras e desenvolvendo projetos de sustentabilidade, mas foram
poucas as iniciativas do setor privado nesta parte do Piauí no sentido de dar
um alívio, uma folga, nesta pesada missão do governo estadual ser o principal
empregador de mão de obra. Esta cidade pela sua classe empresarial precisa e
urgente mostrar iniciativas corajosas.
dúvida ainda está me martelando a cabeça. Parnaíba precisa dizer qual a sua
vocação econômica. Porque foram várias as iniciativas, principalmente de
governo, tocando obras e desenvolvendo projetos de sustentabilidade, mas foram
poucas as iniciativas do setor privado nesta parte do Piauí no sentido de dar
um alívio, uma folga, nesta pesada missão do governo estadual ser o principal
empregador de mão de obra. Esta cidade pela sua classe empresarial precisa e
urgente mostrar iniciativas corajosas.
Porque ao que
parece, a Parnaíba com a idade que tem e a população que tem, renovada, que tem
zona norte e zona sul, moças bonitas, universidade e universitários, gente que
tem autonomia intelectual, gente que anda fazendo bonito por aí afora, essa
mesma Parnaíba ou parte dela ainda pensa e age com timidez, medo, covardia. Uma
cidade sem representação e peso na sua indústria. Uma cidade que se fossilizou.
Uma cidade onde nem as micro empresas ultrapassam o tempo de expectativa de que
se espera quando se abre um negócio.
parece, a Parnaíba com a idade que tem e a população que tem, renovada, que tem
zona norte e zona sul, moças bonitas, universidade e universitários, gente que
tem autonomia intelectual, gente que anda fazendo bonito por aí afora, essa
mesma Parnaíba ou parte dela ainda pensa e age com timidez, medo, covardia. Uma
cidade sem representação e peso na sua indústria. Uma cidade que se fossilizou.
Uma cidade onde nem as micro empresas ultrapassam o tempo de expectativa de que
se espera quando se abre um negócio.
Uma cidade que não
tem ambição por e para um parque industrial, por menor que seja, uma cidade que
não empregou e não está empregando centenas e até milhares de trabalhadores,
jovens principalmente, onde uma população e qualificada fica esperando uma vida
inteira a resposta da classe empresarial e não sai absolutamente nada! De que
vive uma cidade dessas? Nesse tal projeto de irrigação, somente pra dar um
exemplo e que tem um nome pomposo, Tabuleiros Litorâneos, que me perdoem alguns
amigos que trabalham nele, até hoje tem sido um verdadeiro saco sem fundo a
consumir recursos de governo!
tem ambição por e para um parque industrial, por menor que seja, uma cidade que
não empregou e não está empregando centenas e até milhares de trabalhadores,
jovens principalmente, onde uma população e qualificada fica esperando uma vida
inteira a resposta da classe empresarial e não sai absolutamente nada! De que
vive uma cidade dessas? Nesse tal projeto de irrigação, somente pra dar um
exemplo e que tem um nome pomposo, Tabuleiros Litorâneos, que me perdoem alguns
amigos que trabalham nele, até hoje tem sido um verdadeiro saco sem fundo a
consumir recursos de governo!
Desde 1983 que esse
mostrengo engole verbas e mais verbas. Troca presidente da República ou
governador e a história é a mesma. Depois vem ministro, todo mundo vai lá numa
porção de carros, discursos, solta foguete e mais discursos, promessas e a
gente acreditando que agora a coisa vai. Passado um tempo ninguém vê a situação
andando ou demonstrando que está tomando um rumo, seja pra cima ou pra baixo. E
fica no que está como sempre. O certo é que este tal de Distrito de Irrigação
dos Tabuleiros Litorâneos em trinta anos ainda não deu sequer uma fabriqueta de
doce de goiaba que seja.
mostrengo engole verbas e mais verbas. Troca presidente da República ou
governador e a história é a mesma. Depois vem ministro, todo mundo vai lá numa
porção de carros, discursos, solta foguete e mais discursos, promessas e a
gente acreditando que agora a coisa vai. Passado um tempo ninguém vê a situação
andando ou demonstrando que está tomando um rumo, seja pra cima ou pra baixo. E
fica no que está como sempre. O certo é que este tal de Distrito de Irrigação
dos Tabuleiros Litorâneos em trinta anos ainda não deu sequer uma fabriqueta de
doce de goiaba que seja.
Perdão, tem apenas
uma fábrica de cajuína, a do Josenilto Lacerda. Pra encurtar caminho que eu
tenho mais é o que fazer: Parnaíba precisa é de indústrias, seja de pequeno e
médio porte. Mas que sejam indústrias empregando dezenas ou centenas de
trabalhadores. Porque no meu entendimento ainda é a indústria a maior expressão
e a materialização do princípio da economia. Parnaíba precisa definir o que
quer da sua vida econômica, qual o seu perfil pra entrar no século XXI. Porque senão
vai ser igual aquele pai que nunca botou o filho pra ter um ofício. Aí o bicho
cresce e fica velho vivendo de bicos.
uma fábrica de cajuína, a do Josenilto Lacerda. Pra encurtar caminho que eu
tenho mais é o que fazer: Parnaíba precisa é de indústrias, seja de pequeno e
médio porte. Mas que sejam indústrias empregando dezenas ou centenas de
trabalhadores. Porque no meu entendimento ainda é a indústria a maior expressão
e a materialização do princípio da economia. Parnaíba precisa definir o que
quer da sua vida econômica, qual o seu perfil pra entrar no século XXI. Porque senão
vai ser igual aquele pai que nunca botou o filho pra ter um ofício. Aí o bicho
cresce e fica velho vivendo de bicos.
(*)Pádua Marques é escritor e jornalista
