O seriado de maior audiência da Globo “Lista Negra” também na política do Piauí

Por:Marcelo Barradas
Segundo ‘Estadão’, relator da Lava Jato no STF mandou abrir inquérito contra o senador Ciro Nogueira,  O senador piauiense Ciro Nogueira, presidente nacional do Partido Progressista está, segundo reportagem de Estadão, entre os políticos que serão investigados no Supremo Tribunal Federal. A abertura de inquérito contra ele e outros 28 senadores, nove ministros do governo Temer e 42 deputados federais, foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, e atende à pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht. A notícia cai como uma bomba frente ao discurso do senador, que vinha demonstrando tranquilidade desde que o procurador Rodrigo Janot encaminhou ao STF os pedidos de investigação. Ciro dava a entender que não seria alvo dos pedidos de investigação. Suas movimentações no interior, a ávida pré-campanha rumo à reeleição no Senado Federal, os encontros com a bancada em Teresina, as recepções de políticos de todo Piauí em sua residência, reeleito presidente do PP… tudo em mar calmo.Mas é ruim para o Piauí. Político piauiense de maior prestígio no cenário nacional, o senador é o principal elo dos políticos do estado com o Palácio do Planalto, após o impeachment de Dilma Rousseff. Conseguiu transitar bem do governo PT para o atual governo Temer. Tamanha sua influência, é a Ciro que o governador Wellington Dias (PT) recorre quando precisa. Sem a influência do senador, o petista fica esperando os espaços nas agendas dos ministros. No passado, o Nogueira chegou a afirmar que renunciaria seu mandato caso qualquer uma das denúncias feitas contra ele no âmbito da Lava Jato fossem comprovadas.Do Piauí, aparece ainda na lista divulgada por Estadão os deputados federais piauienses Paes Landim (PTB) e Heráclito Fortes (PSB). Assim como Ciro, eles também foram citados na delação do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho. Apelidado de “Pequi”, Ciro teria sido beneficiado com R$ 1,6 milhão no esquema de propina da empreiteira.O delator também diz que em 2010 foi destinado R$ 100 mil para Landim com o codinome ‘Decrépito’ e R$ 200 mil para Fortes apelidado de ‘Boca Mole’.

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