Opinião: Meu preclaro amigo Dr. Lauro Correia: onde está a Parnaíba invicta, de Simplício Dias, João Cândido e Miranda Osório?

POR: BERNARDO SILVA

Acho que já não existe mais a Parnaíba invicta tão cantada e decantada pelo amigo ex-prefeito Lauro de Andrade Correia, de saudosa memória. Nossa invencibilidade acabou ou está sendo tragada a passos largos pelo egoísmo das pessoas, enfraquecidas que estão pela falta de sonhos e objetivos. Todos parecem correr de forma atabalhoada, rumo ao vazio.

Nunca o discurso político na cidade foi tão rasteiro, tão raso. Ninguém pensa na cidade como um todo, mas tão somente, de forma extremamente egoística, no próprio umbigo. As pessoas já não abraçam uma causa coletiva macro,  que a todos beneficie. Mas discutem, brigam, com uma faca entre os dentes, com o desejo, a vontade e o suposto merecimento de uma portaria na prefeitura, preferencialmente para nada fazerem e apenas ficarem nas redes sociais gritando a plenos pulmões: eu amo o meu prefeito.

Os sonhos e a luta dos nossos governantes do passado eram outros, maiores, amplos. Eles não pareciam ter tanta carência de aplausos e  isso não exigiam de ninguém, embora existam pessoas que já nasceram com a bajulação, a subserviência, no DNA. Os políticos muitas vezes nem possuiam salários, mas abraçavam a causa pública por serem pessoas humanitárias, que pensavam no menor, no menos aquinhoados, para ajudar, para estender a mão, jamais para pisar e exigir que o eleitor vivesse de cócoras ou ajoelhadas debaixo de suas mesas, esperando pelas migalhas que caem dos lautos almoços e/ou jantares. O que está havendo? A humanidade retrocede?

O que pensam as pessoas? Que estamos aqui na terra para guerrear ou para sermos solidários? Para sermos irmãos uns dos outros ou para cada um tomar conta de si e o resto que se exploda? Será que no planeta terra é mesmo para vivermos à base do tudo ou nada, como se não devêssemos ou jamais fôssemos prestar contas a ninguém de todas as merdas que aqui fazemos???

Como diria o grande filósofo parnaibano Francisco José Martins Jurity: Que Deus tenha piedade de nós…

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