
Mesmo com a empresa principal cancelando de vez o Hidrogênio Verde no Piauí e o MPF barrando obras no Porto Piauí, até às conhecidas críticas ao HEDA e funcionários e ex funcionários da antiga Agespisa cobrando valores a receber, Rafael Fonteles surfa tranquilamente para uma reeleição.
Tão tranquilo que vai receber o cargo quase que automaticamente nas eleições deste ano.
Com opositores tão ruins e fracos (todos ligados ao Bolsonaro) a reeleição de Rafael Fonteles já pode ser considerada patrimônio imaterial do Estado. Não depende mais de campanha, debate ou confronto de ideias. Funciona por inércia. Acontece sozinha. É quase um fenômeno natural, como seca, calor ou promessa de obra em ano eleitoral.
Parece até teatro armado, tudo bem desenhado para que o matemático e estudante de economia, sócio de escolas particulares, possa ser reeleito sem problemas.
Nem a oposição a Rafael Fonteles parece acreditar em um embate verdadeiro. Ciro Nogueira e Joel Rodrigues, os nomes mais fortes de uma possível oposição, não conseguem romper o padrão de irrelevância deles em Teresina, quanto mais nos 244 municípios do Piauí.
Política é esse sistema de cartas marcadas e a eleição por aqui já está liquidada. (Fonte: Opinião Parnaíba/facebook)