Padrão de fracasso 1
O encerramento das atividades de implantação de uma usina de produção de hidrogênio verde no Piauí, pela empresa Solatio, é somente a repetição de um padrão dos governos petistas em anunciar grandes projetos revolucionários que nunca se realizam.
Foi assim com o biodiesel de mamona, lançado em 2023 no primeiro governo de Wellington Dias; com a mineração de níquel pela Vale, em 2009; e a fábrica de papel da Suzano, que anunciou a unidade produtora em 2008 e cancelou em 2013.
Padrão de fracasso 2
Todos os projetos anunciados estavam assentados em números superlativos de investimentos, na casa dos bilhões de reais, com impacto sobre a economia local, grande massa salarial e efeito replicador sobre outros negócios.Nos discursos, o Piauí viraria uma potência econômica. No mundo real isso não ocorreu.
Suzano
O caso da Suzano é um dos mais emblemáticos da mania dos políticos que controlam o poder de anunciar o ovo antes que a galinha o ponha.
Escudados na garantia de que haveria uma planta industrial de celulose, muitos investidores puseram dinheiro em cultivo de eucalipto. Hoje, amargam prejuízo.
Empresas fechadas
Se não saem do papel os megaprojetos que os governos têm anunciado no Piauí desde 2003, pior é ver empresas fecharem suas portas ou migrarem para outros estados.
Há dois casos emblemáticos: a fábrica de cimento Itapissuma, em Fronteiras, e o frigorífico especializado em aves, a Dudico, em Teresina.
O que faz lá?
Está na hora de o governo prestar contas e mostrar que tipo de lucro os escritórios do Piauí na Estônia, Londres e em outros lugares estão dando. Porque a despesa para manter a estrutura e os altos salários é grande. Para nada.(Portalaz)