Por:Arimatéia Azevedo
Um prefeito deixa o cargo dia 31 com um patrimônio de R$ 120 milhões. Há oito anos, quando assumiu o primeiro mandato, sua declaração de rendimentos acusava uma fortuna de apenas R$ 4 milhões. Essa é, por todos os títulos, uma belíssima evolução patrimonial. E o povo da cidade cada vez mais paupérrimo. Mas no Brasil, lamentavelmente, não se investiga pelos sinais exteriores de riqueza, ainda que extravagantes, escancarados, dos gestores públicos. É fácil ver parlamentares – de deputado estadual a senador – secretários, governadores, prefeitos, políticos, enfim, esbanjando dinheiro público. Já virou chacota se dizer que a primeira ação do novo gestor é comprar a bichona, referência jocosa à caminhoneta Hillux, que custa acima de R$ 100. A melhor forma de se aferir a roubalheira de um agente público é pela sua declaração de renda. Basta apenas medir sua evolução patrimonial ao fim da gestão. A ministra Eliana Calmon, do STJ, tentou isso, buscando avaliar a conduta de magistrados, aferindo sua evolução patrimonial, mas foi derrotada no CNJ. O Brasil não pode continuar na ciranda do faz de conta em relação à gestão pública e, mais que qualquer outro, os políticos que decidem sobre os destinos de sua população não tem apenas que parecer honestos.










Os brasileiros terão que conviver por um longo tempo com o risco de novos apagões no fornecimento de energia, de acordo com o






