Nos bastidores da política piauiense, a leitura é cada vez mais direta: o Karnak não entra em eleição para perder o controle do tabuleiro. Há um movimento claro de trabalhar pela derrota de alguns parlamentares e, ao mesmo tempo, pavimentar a eleição de outros, dentro da estratégia do governador Rafael Fonteles.

Entre os nomes apontados como alvos de desgaste ou abandono estratégico estão Janaína Marques, Henrique Pires, Coronel Carlos Augusto, Warton Lacerda e Evaldo Gomes, este último tratado internamente como um parlamentar que o governo insiste em tentar conter. Em contrapartida, o Palácio concentra esforços para eleger nomes considerados prioritários, entre eles Tiago Vasconcelos, Enzo Samuel e Mauro Eduardo, vistos como peças mais alinhadas ao projeto político do governo e a arranjos internos de poder.
O recado que circula é simples e incômodo: não se trata de desempenho parlamentar ou voto popular espontâneo, mas de conveniência política. O Karnak não observa a disputa interfere, escolhe e direciona, moldando antecipadamente o próximo desenho da Assembleia Legislativa. (Silas Freire)